terça-feira, 28 de julho de 2026

Show do AC/DC em São Paulo

Dia 24/02/2026 estive no show do AC/DC no Estádio Morumbi em São Paulo. Um show incrível e histórico. Eu achava que não conseguiria ver um show ao vivo do AC/DC mas felizmente isso aconteceu e pude ver um dos maiores shows de rock'n roll da história. Mesmo com alguns problemas de saúde dos membros da banda nos últimos anos e até a perda do Malcom Young, eles voltaram a fazer shows. Brian Johnson com 78 anos e Angus Young com 70 mostraram muita energia no palco e levaram 70 mil pessoas ao êxtase em São Paulo (primeiro de 3 shows em São Paulo). E eu estava lá na pista, no meio da galera. Que show sensasional!

Segue matéria do site Billboard Brasil sobre o show:
    
AC/DC eletriza mar de ‘chifrudos’ no MorumBis
Veja como foi o 1º show da "Power Up Tour" do AC/DC no Brasil

O AC/DC mostrou mais uma vez por que é uma lenda do rock no show realizado no estádio do MorumBis, em São Paulo, nesta terça-feira (24). Foram 2h15 de som alto, riffs clássicos e um setlist enérgico, sem trégua. O roteiro foi até previsível, mas mostrou-se insuperável para os cerca de 70 mil fãs que presenciaram cada música e cada ato teatral da banda australiana ao vivo.

Mesmo com canhões, palco flutuante com papel picado para os intermináveis solos de Angus Young e um telão de LED generoso, o show do AC/DC é um grande espetáculo pelo puro fator rock and roll. É uma banda com hits que, mesmo para quem não gosta do gênero, fazem o corpo mexer imediatamente ao ouvir. Essa fidelidade à sua simplicidade e crueza é fundamental para explicar a legião de fãs fervorosos do AC/DC por tantas décadas.

Antes de detalhar a performance da banda principal, é importante destacar o grande show de abertura do The Pretty Reckless. Liderada pela voz potente e agressiva da ex-atriz Taylor Momsen, a banda fez os fãs sacudirem a cabeça com sua mistura de hard rock, post-grunge e blues rock. No setlist, não faltaram sucessos como “Make Me Wanna Die” e “Death By Rock And Roll”.

Como foi o primeiro show do AC/DC com “Power Up Tour” em São Paulo

A energia do guitarrista e fundador do grupo, Angus Young, a cada solo e ao executar o “duckwalk” (o andar de pato) tal qual Chuck Berry, é comparável à de qualquer bandleader dos trios elétricos do Carnaval brasileiro.

Aliás, o estádio fez jus à folia nacional por conta das tiaras de “chifres de diabo” com luzinhas, acessório oficial da “Power Up Tour” e vendida por R$ 20 pelos ambulantes. A peça cria um efeito bonito e, digamos, “peculiar” ao iluminar a cabeça do público de diferentes gerações.

A banda não ficou atrás da energia de Angus, apesar do evidente protagonismo do guitarrista. O vocalista Brian Johnson compensa com técnica, carisma e o coro da plateia alguns agudos que já não alcança com a mesma eficiência de antes. Após superar problemas severos de audição, é emocionante vê-lo em ação.

Stevie Young, sobrinho do falecido Malcolm Young, conduz a guitarra rítmica com competência. A formação atual é completada por Chris Chaney no baixo (substituindo Cliff Williams) e Matt Laug na bateria (ocupando o posto de Phil Rudd).

As duas primeiras músicas, “If You Want Blood (You’ve Got It)” (1979) e “Back in Black” (1980), deixam a plateia eufórica com seus riffs de guitarra em alto e bom som.

Cerca de 11 das 21 músicas do show são da fase do vocalista Bon Scott, que morreu em 1980, vítima de asfixia acidental após consumo excessivo de álcool. Entre as faixas dessa era, o AC/DC tocou em São Paulo “Whole Lotta Rosie”, “Let There Be Rock”, “High Voltage”, “Riff Raff” e “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, entre outras.

A entrada do sino gigante no palco para “Hells Bells” continua sendo um dos efeitos visuais mais icônicos da história do rock. Porém, nesta turnê, o elemento surge de forma mais contida: o sino apenas desce sobre o palco, sem grandes pirotecnias ou interações.

Durante “Whole Lotta Rosie”, no lugar da antiga boneca inflável gigante, os telões mostravam a personagem Rosie, inspirada em um relacionamento de Bon Scott com uma mulher na Tasmânia.

O bis veio com “T.N.T.” e “For Those About to Rock (We Salute You)”, esta última com os tradicionais canhões no palco. As explosões sincronizadas com a música e o show de fogos final garantiram que ninguém saísse do MorumBIS sem a sensação de ter presenciado um dos grandes shows da vida.

Afinal, o AC/DC entrega o bom e velho rock e, como eles mesmos dizem: “Para aqueles que curtem o rock, nós saudamos vocês”.

Setlist completo do AC/DC no MorumBis – 24/02/2026
  1. “If You Want Blood (You’ve Got It)”
  2. “Back in Black”
  3. “Demon Fire”
  4. “Shot Down in Flames”
  5. “Thunderstruck”
  6. “Have a Drink on Me”
  7. “Hells Bells”
  8. “Shot in the Dark”
  9. “Stiff Upper Lip”
  10. “Highway to Hell”
  11. “Shoot to Thrill”
  12. “Sin City”
  13. “Jailbreak” (música que não costuma aparecer em todos os shows e foi um dos destaques da noite)
  14. “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”
  15. “High Voltage”
  16. “Riff Raff”
  17. “You Shook Me All Night Long”
  18. “Whole Lotta Rosie”
  19. “Let There Be Rock” (incluindo o tradicional solo extenso de Angus Young) 

Bis
    20. "T.N.T."
    21. "For Those About to Rock (We Salute You)”

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Caminho do Padre Aloísio

Carnaval de 2026 e decidimos (Rosi e eu) fazer uma caminhada/peregrinação, o Caminho do Padre Aloísio em Santa Catarina. A ideia foi ter uma primeira experiência em caminhada e servir de treino para um eventual futuro Caminho de Santiago de Compostela.

O caminho passa pelas seguintes cidades catarinenses: Rio Negrinho, São Bento do Sul, Corupá e Jaragua do Sul. Para nos guiar nessa aventura contratamos a guia Cau Casemiro de Blumenau/SC. Ela foi nosso carro de apoio durante o Caminho e nos deu todas as orientações, além de providenciar as hospedagens e nos levar de carro da hospedagem até o ponto inicial da caminhada do dia e do final do caminho no dia até a hospedagem seguinte.

14/02 Sábado. Saímos de Curitiba de carro até Jaraguá do Sul/SC, fomos pela BR 116, passando por Piên/PR e São Bento do Sul/SC. Almoçamos no restaurante Itajara, no Centro de Jaraguá do Sul. Passamos tirar fotos na igreja Matriz São Sebastião e seguimos até o instituto Padre Aloísio. Lá encontramos a guia Cau Casemiro e a peregrina Eliane. Deixamos o carro estacionado no Instituto e seguimos no carro da guia até a cidade de Rio Negrinho. Ficamos no Hotel Pousada João de Barro. No final do dia passamos na igreja Santo Antônio de Pádua e tomamos um café no Cedro Rosa.

15/02 Domingo. Café da manhã no hotel e saímos para o primeiro dia de caminhada. Estávamos em 4 peregrinos (Rosi, Vanderlei, Eliane, Marcilia) mais a guia Cau nos acompanhando com o carro de apoio. A Cau nos levou de carro até a parte sem asfalto do caminho. Caminhamos por 16,7 km de Rio Negrinho até São Bento do Sul. Estradas rurais, plantações e natureza. Comemos amora pelo caminho e vimos uma coruja. Demoramos mais de 4:30 hs. Em São Bento do Sul ficamos no Hotel Urupes. Descansamos as pernas e saímos para comer/jantar no Subway.

16/02 Segunda. Café no hotel e saímos para o segundo dia de caminhada. Era o dia de maior kilometragem. Estava previsto caminharmos 26 km mas passamos de carro pela parte de asfalto sem acostamento e a Cau nos deixou um pouco a frente. Caminhamos 24 km entre São Bento do Sul e Corupá. Um trecho com muita descida, tanto é que ao final os 4 peregrinos ficaram com bolhas ou machucados nos dedos e nos pés. Demoramos 6:23 hs, com apenas 1 parada um pouco maior para lanche. Em Corupá ficamos na Pousada do Seminário, um antigo seminário com belas construções. Jantamos numa espécie de bar que tem dentro do terreno do seminário.

17/02 Terça. Café no hotel e saímos para o último dia de caminhada. Cau nos levou de carro até a parte de estrada de chão, do lado da rodovia. Caminhamos 15 km de Corupá até o Instituto Padre Aloísio em Jaraguá do Sul. Os voluntários e as irmãs nos receberam com muita educação e generosidade. Aproveitamos para conhecer o Instituto (túmulo do Padre, memorial, Casa do padre, Igreja Nossa Senhora do Rosário, etc) e almoçamos pão com bolinho no Café do Padre. Depois pegamos o carro e voltamos para Curitiba.

Conclusão: Nos 3 dias caminhamos 16,7 + 24 + 15 = ~56 Km. Cansamos bastante, principalmente no segundo dia. Mas acredito que foi uma boa experiência e um bom treino para as próximas caminhadas.

domingo, 26 de julho de 2026

Prudentópolis - Terra das Cachoeiras Gigantes

Em Dezembro de 2025 Rosi e eu fomos conhecer Prudentópolis. Uma cidade simpática que fica entre Irati e Guarapuava. Cidade que tem 75% da população de descendentes ucranianos. Várias cachoeiras e várias igrejas ucranianas.

20/12 Saímos de carro de Curitiba. Paramos num restaurante de estrada na cidade de Palmeira. Chegamos em Prudentópolis e fizemos o checkin no Hotel Domo. Fomos até o Centro de Informações Turísticas na Praça de Prudentópolis. Jantamos no Master Burguer & Dog, lanche bem saboroso. Fizemos algumas fotos noturnas na Praça Firmo Mendes de Queiroz (onde fica a igreja São João Batista que estava em reforma e sem possibilidade de visita) que estava com luzes de natal.

21/12 Café no hotel e saímos para as cachoeiras. Existe uma estrada chamada Rota das Cachoeiras e para chegar na maioria das cachoeiras é necessário percorrer de 20 a 25 km a partir do centro, a maior parte do trecho de calçamento de pedra e outros trechos de cascalho. Fomos primeiro até o Salto São João (queda de 84 metros), com dois mirantes. Um onde é possível ver a cachoeira de frente mas de longe e outro após percorrer cerca de 700 metros de trilha onde é possível ver a cachoeira de lado bem de perto. Saímos dali e seguimos de carro até o Salto Sete. A cachoeira maior tem 77 metros e existe um mirante do lado da parte superior da mesma. Para chegar à base tem uma trilha bem inclinada e difícil. Depois de descer até a base e subir a trilha, entramos em uma das cachoeiras menores onde foi possível relaxar um pouco. Saindo do Salto Sete, no caminho de volta para o centro, passamos na frente da Igreja São Miguel, uma igreja ucraniana de madeira muito bonita, e paramos para fotos. À noite fomos jantar no Restaurante Teodorinho, provei o Golubtsi (rolinhos de repolho) - comida típica ucraniana.

22/12 Café no hotel. Na segunda a maioria das cachoeiras é fechada para visitação, então fizemos um tour pelo centro. Fomos ao Santuário Nossa Senhora das Graças, ao Lago Municipal, ao Estádio Newton Agibert e almoçamos no Restaurante Pertutti que tinha a sobremesa ucraniana Kutía (geralmente servida próximo ao natal e feita de trigo, mel, nozes e frutas cristalizadas). Depois do almoço fomos à Praça da Ucrânia (em cima do museu) com várias pêssankas (ovos ucranianos tradicionais, pintados à mão com cera e tintas) gigantes, ao Museu do Milênio, à Igreja São Josafat (a mais bonita da cidade em estilo ucraniano), paramos tomar café na Rodoviária e fomos fazer um lanche na panificadora Padoca. Ficamos um pouco no hotel e voltamos à igreja São Josafat as 18:30 pois estaria aberta. Teve reza de terço em ucraniano e missa com o rito ucraniano (o padre reza a maior parte do tempo de costas para a plateia). Jantamos pizza no Coliseu Restaurante e Pizzaria.

23/12 Tomamos café no hotel, fizemos o checkout e fomos de carro até a Cachoeira Perehouski. As cachoeiras aqui são pequenas e o lugar é agradável para passear. Tem uma trilha curta que "corta" o rio em alguns pontos. Depois de percorrer a trilha, paramos, entramos em uma cachoeira muito boa para banho e ficamos um bom tempo curtindo. Almoçamos no restaurante da propriedade: prato típico (pierogui de batata acompanhado com carne de porco), sobremesa ucraniana Kutiá (de trigo) e suco de amora com morango. Saindo dali fomos até o Salto Manduri. No caminho entre as duas cachoeiras paramos para foto na Igreja Ucraniana Nossa Senhora do Patrocínio, muito bonita. O Salto Manduri tem 32m de altura e aproximadamente 100m de largura e é formado pelo Rio dos Patos. A cachoeira é bonita apesar da vazão de água estar pequena no dia que fomos. Tem uma hidrelétrica e uma represa antes da cachoeira. A trilha do local é bem curta. Saindo do Salto Manduri pegamos estrada até Curitiba, onde chegamos no início da noite.

Show do Billy Idol em Curitiba

Dia 12/11/2025 estive no show do Billy Idol na Arena da Baixada. Foi um ótimo show, o cara entrega muito e tem presença de palco.

Segue matéria da Tribuna do Paraná sobre o show:
    
Billy Idol arrebenta em Curitiba: rock, nostalgia e muita energia. Veja como foi!

O astro britânico Billy Idol comprovou que, aos 69 anos, ainda tem muita energia para entregar. Na noite desta quarta-feira (12), o cantor fez a Arena da Baixada tremer com um show nostálgico e super enérgico, parte da turnê mundial “It’s a Nice Day To… Tour Again!”. Logo nos primeiros acordes, o público curitibano mostrou que estava lá para cantar junto cada verso dos clássicos que marcaram gerações. Com seu tradicional cabelo loiro espetado e o inconfundível estilo, Idol não economizou na performance.

A parceria de longa data com o guitarrista Steve Stevens continua dando frutos no palco. Os dois mostraram uma sintonia que só quase 45 anos de estrada podem proporcionar. Stevens, aliás, arrancou suspiros da plateia com seus solos impecáveis.

O set list contemplou os maiores sucessos da carreira do músico, incluindo “White Wedding”, “Dancing With Myself”, “Rebel Yell” e a balada “Eyes Without a Face”, que levou o público ao delírio. A versão de “Mony Mony”, cover que se tornou seu único single número 1 nos EUA e Reino Unido, transformou a arena em uma grande pista de dança.

O show também apresentou algumas faixas do recém-lançado álbum “Dream Into It” (2025), que foram bem recebidas pelos fãs, nada que se compare aos hits consagrados.

Em Curitiba, o que se viu foi um Billy Idol renovado, com disposição de sobra e vocais surpreendentemente preservados.

Após 46 anos de carreira, entre a fase na banda Generation X (1977-1981) e a bem-sucedida carreira solo, o músico provou que o rock’n’roll corre em suas veias e que ainda tem muito a oferecer.

Setlist em Curitiba:
  1. Still Dancing
  1. Cradle of Love
  1. Flesh for Fantasy
  1. 77
  1. Eyes Without a Face
  1. Solo de guitarra de Steve Stevens (Over the Hills and Far Away / Stairway to Heaven / Eruption)
  1. Mony Mony (cover de Tommy James & the Shondells)
  1. Gimme Shelter (cover de Rolling Stones)
  1. Too Much Fun
  1. Gimme the Weight
  1. Ready Steady Go (música de Generation X)
  1. Blue Highway / Top Gun Anthem
  1. Rebel Yell
  1. Dancing With Myself (música de Generation X)
  1. Hot in the City
  1. People I Love
  1. White Wedding