Dia
24/02/2026 estive no show do AC/DC no Estádio Morumbi em São Paulo. Um
show incrível e histórico. Eu achava que não conseguiria ver um show ao
vivo do AC/DC mas felizmente isso aconteceu e pude ver um dos maiores
shows de rock'n roll da história. Mesmo com alguns problemas de saúde
dos membros da banda nos últimos anos e até a perda do Malcom Young,
eles voltaram a fazer shows. Brian Johnson com 78 anos e Angus Young com
70 mostraram muita energia no palco e levaram 70 mil pessoas ao êxtase
em São Paulo (primeiro de 3 shows em São Paulo). E eu estava lá na
pista, no meio da galera. Que show sensasional!
Segue matéria do site Billboard Brasil sobre o show:
AC/DC eletriza mar de ‘chifrudos’ no MorumBis
Veja como foi o 1º show da "Power Up Tour" do AC/DC no Brasil
O AC/DC
mostrou mais uma vez por que é uma lenda do rock no show realizado no
estádio do MorumBis, em São Paulo, nesta terça-feira (24). Foram 2h15 de
som alto, riffs clássicos e um setlist enérgico, sem trégua. O roteiro
foi até previsível, mas mostrou-se insuperável para os cerca de 70 mil
fãs que presenciaram cada música e cada ato teatral da banda australiana
ao vivo.
Mesmo com canhões, palco flutuante com papel picado para os intermináveis solos de Angus Young
e um telão de LED generoso, o show do AC/DC é um grande espetáculo pelo
puro fator rock and roll. É uma banda com hits que, mesmo para quem não
gosta do gênero, fazem o corpo mexer imediatamente ao ouvir. Essa
fidelidade à sua simplicidade e crueza é fundamental para explicar a
legião de fãs fervorosos do AC/DC por tantas décadas.
Antes de detalhar a performance da banda principal, é importante destacar o grande show de abertura do The Pretty Reckless. Liderada pela voz potente e agressiva da ex-atriz Taylor Momsen,
a banda fez os fãs sacudirem a cabeça com sua mistura de hard rock,
post-grunge e blues rock. No setlist, não faltaram sucessos como “Make
Me Wanna Die” e “Death By Rock And Roll”.
Como foi o primeiro show do AC/DC com “Power Up Tour” em São Paulo
A energia do guitarrista e fundador do grupo, Angus Young, a cada solo e ao executar o “duckwalk” (o andar de pato) tal qual Chuck Berry, é comparável à de qualquer bandleader dos trios elétricos do Carnaval brasileiro.
Aliás,
o estádio fez jus à folia nacional por conta das tiaras de “chifres de
diabo” com luzinhas, acessório oficial da “Power Up Tour” e vendida por
R$ 20 pelos ambulantes. A peça cria um efeito bonito e, digamos,
“peculiar” ao iluminar a cabeça do público de diferentes gerações.
A banda não ficou atrás da energia de Angus, apesar do evidente protagonismo do guitarrista. O vocalista Brian Johnson
compensa com técnica, carisma e o coro da plateia alguns agudos que já
não alcança com a mesma eficiência de antes. Após superar problemas
severos de audição, é emocionante vê-lo em ação.
Stevie Young, sobrinho do falecido Malcolm Young, conduz a guitarra rítmica com competência. A formação atual é completada por Chris Chaney no baixo (substituindo Cliff Williams) e Matt Laug na bateria (ocupando o posto de Phil Rudd).
As
duas primeiras músicas, “If You Want Blood (You’ve Got It)” (1979) e
“Back in Black” (1980), deixam a plateia eufórica com seus riffs de
guitarra em alto e bom som.
Cerca de 11 das 21 músicas do show são da fase do vocalista Bon Scott,
que morreu em 1980, vítima de asfixia acidental após consumo excessivo
de álcool. Entre as faixas dessa era, o AC/DC tocou em São Paulo “Whole
Lotta Rosie”, “Let There Be Rock”, “High Voltage”, “Riff Raff” e “Dirty
Deeds Done Dirt Cheap”, entre outras.
A
entrada do sino gigante no palco para “Hells Bells” continua sendo um
dos efeitos visuais mais icônicos da história do rock. Porém, nesta
turnê, o elemento surge de forma mais contida: o sino apenas desce sobre
o palco, sem grandes pirotecnias ou interações.
Durante
“Whole Lotta Rosie”, no lugar da antiga boneca inflável gigante, os
telões mostravam a personagem Rosie, inspirada em um relacionamento de
Bon Scott com uma mulher na Tasmânia.
O
bis veio com “T.N.T.” e “For Those About to Rock (We Salute You)”, esta
última com os tradicionais canhões no palco. As explosões sincronizadas
com a música e o show de fogos final garantiram que ninguém saísse do
MorumBIS sem a sensação de ter presenciado um dos grandes shows da vida.
Afinal, o AC/DC entrega o bom e velho rock e, como eles mesmos dizem: “Para aqueles que curtem o rock, nós saudamos vocês”.
Setlist completo do AC/DC no MorumBis – 24/02/2026
- “If You Want Blood (You’ve Got It)”
- “Back in Black”
- “Demon Fire”
- “Shot Down in Flames”
- “Thunderstruck”
- “Have a Drink on Me”
- “Hells Bells”
- “Shot in the Dark”
- “Stiff Upper Lip”
- “Highway to Hell”
- “Shoot to Thrill”
- “Sin City”
- “Jailbreak” (música que não costuma aparecer em todos os shows e foi um dos destaques da noite)
- “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”
- “High Voltage”
- “Riff Raff”
- “You Shook Me All Night Long”
- “Whole Lotta Rosie”
- “Let There Be Rock” (incluindo o tradicional solo extenso de Angus Young)
Bis
20. "T.N.T."
21. "For Those About to Rock (We Salute You)”
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