terça-feira, 28 de julho de 2026

Show do AC/DC em São Paulo

Dia 24/02/2026 estive no show do AC/DC no Estádio Morumbi em São Paulo. Um show incrível e histórico. Eu achava que não conseguiria ver um show ao vivo do AC/DC mas felizmente isso aconteceu e pude ver um dos maiores shows de rock'n roll da história. Mesmo com alguns problemas de saúde dos membros da banda nos últimos anos e até a perda do Malcom Young, eles voltaram a fazer shows. Brian Johnson com 78 anos e Angus Young com 70 mostraram muita energia no palco e levaram 70 mil pessoas ao êxtase em São Paulo (primeiro de 3 shows em São Paulo). E eu estava lá na pista, no meio da galera. Que show sensasional!

Segue matéria do site Billboard Brasil sobre o show:
    
AC/DC eletriza mar de ‘chifrudos’ no MorumBis
Veja como foi o 1º show da "Power Up Tour" do AC/DC no Brasil

O AC/DC mostrou mais uma vez por que é uma lenda do rock no show realizado no estádio do MorumBis, em São Paulo, nesta terça-feira (24). Foram 2h15 de som alto, riffs clássicos e um setlist enérgico, sem trégua. O roteiro foi até previsível, mas mostrou-se insuperável para os cerca de 70 mil fãs que presenciaram cada música e cada ato teatral da banda australiana ao vivo.

Mesmo com canhões, palco flutuante com papel picado para os intermináveis solos de Angus Young e um telão de LED generoso, o show do AC/DC é um grande espetáculo pelo puro fator rock and roll. É uma banda com hits que, mesmo para quem não gosta do gênero, fazem o corpo mexer imediatamente ao ouvir. Essa fidelidade à sua simplicidade e crueza é fundamental para explicar a legião de fãs fervorosos do AC/DC por tantas décadas.

Antes de detalhar a performance da banda principal, é importante destacar o grande show de abertura do The Pretty Reckless. Liderada pela voz potente e agressiva da ex-atriz Taylor Momsen, a banda fez os fãs sacudirem a cabeça com sua mistura de hard rock, post-grunge e blues rock. No setlist, não faltaram sucessos como “Make Me Wanna Die” e “Death By Rock And Roll”.

Como foi o primeiro show do AC/DC com “Power Up Tour” em São Paulo

A energia do guitarrista e fundador do grupo, Angus Young, a cada solo e ao executar o “duckwalk” (o andar de pato) tal qual Chuck Berry, é comparável à de qualquer bandleader dos trios elétricos do Carnaval brasileiro.

Aliás, o estádio fez jus à folia nacional por conta das tiaras de “chifres de diabo” com luzinhas, acessório oficial da “Power Up Tour” e vendida por R$ 20 pelos ambulantes. A peça cria um efeito bonito e, digamos, “peculiar” ao iluminar a cabeça do público de diferentes gerações.

A banda não ficou atrás da energia de Angus, apesar do evidente protagonismo do guitarrista. O vocalista Brian Johnson compensa com técnica, carisma e o coro da plateia alguns agudos que já não alcança com a mesma eficiência de antes. Após superar problemas severos de audição, é emocionante vê-lo em ação.

Stevie Young, sobrinho do falecido Malcolm Young, conduz a guitarra rítmica com competência. A formação atual é completada por Chris Chaney no baixo (substituindo Cliff Williams) e Matt Laug na bateria (ocupando o posto de Phil Rudd).

As duas primeiras músicas, “If You Want Blood (You’ve Got It)” (1979) e “Back in Black” (1980), deixam a plateia eufórica com seus riffs de guitarra em alto e bom som.

Cerca de 11 das 21 músicas do show são da fase do vocalista Bon Scott, que morreu em 1980, vítima de asfixia acidental após consumo excessivo de álcool. Entre as faixas dessa era, o AC/DC tocou em São Paulo “Whole Lotta Rosie”, “Let There Be Rock”, “High Voltage”, “Riff Raff” e “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, entre outras.

A entrada do sino gigante no palco para “Hells Bells” continua sendo um dos efeitos visuais mais icônicos da história do rock. Porém, nesta turnê, o elemento surge de forma mais contida: o sino apenas desce sobre o palco, sem grandes pirotecnias ou interações.

Durante “Whole Lotta Rosie”, no lugar da antiga boneca inflável gigante, os telões mostravam a personagem Rosie, inspirada em um relacionamento de Bon Scott com uma mulher na Tasmânia.

O bis veio com “T.N.T.” e “For Those About to Rock (We Salute You)”, esta última com os tradicionais canhões no palco. As explosões sincronizadas com a música e o show de fogos final garantiram que ninguém saísse do MorumBIS sem a sensação de ter presenciado um dos grandes shows da vida.

Afinal, o AC/DC entrega o bom e velho rock e, como eles mesmos dizem: “Para aqueles que curtem o rock, nós saudamos vocês”.

Setlist completo do AC/DC no MorumBis – 24/02/2026
  1. “If You Want Blood (You’ve Got It)”
  2. “Back in Black”
  3. “Demon Fire”
  4. “Shot Down in Flames”
  5. “Thunderstruck”
  6. “Have a Drink on Me”
  7. “Hells Bells”
  8. “Shot in the Dark”
  9. “Stiff Upper Lip”
  10. “Highway to Hell”
  11. “Shoot to Thrill”
  12. “Sin City”
  13. “Jailbreak” (música que não costuma aparecer em todos os shows e foi um dos destaques da noite)
  14. “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”
  15. “High Voltage”
  16. “Riff Raff”
  17. “You Shook Me All Night Long”
  18. “Whole Lotta Rosie”
  19. “Let There Be Rock” (incluindo o tradicional solo extenso de Angus Young) 

Bis
    20. "T.N.T."
    21. "For Those About to Rock (We Salute You)”

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Caminho do Padre Aloísio

Carnaval de 2026 e decidimos (Rosi e eu) fazer uma caminhada/peregrinação, o Caminho do Padre Aloísio em Santa Catarina. A ideia foi ter uma primeira experiência em caminhada e servir de treino para um eventual futuro Caminho de Santiago de Compostela.

O caminho passa pelas seguintes cidades catarinenses: Rio Negrinho, São Bento do Sul, Corupá e Jaragua do Sul. Para nos guiar nessa aventura contratamos a guia Cau Casemiro de Blumenau/SC. Ela foi nosso carro de apoio durante o Caminho e nos deu todas as orientações, além de providenciar as hospedagens e nos levar de carro da hospedagem até o ponto inicial da caminhada do dia e do final do caminho no dia até a hospedagem seguinte.

14/02 Sábado. Saímos de Curitiba de carro até Jaraguá do Sul/SC, fomos pela BR 116, passando por Piên/PR e São Bento do Sul/SC. Almoçamos no restaurante Itajara, no Centro de Jaraguá do Sul. Passamos tirar fotos na igreja Matriz São Sebastião e seguimos até o instituto Padre Aloísio. Lá encontramos a guia Cau Casemiro e a peregrina Eliane. Deixamos o carro estacionado no Instituto e seguimos no carro da guia até a cidade de Rio Negrinho. Ficamos no Hotel Pousada João de Barro. No final do dia passamos na igreja Santo Antônio de Pádua e tomamos um café no Cedro Rosa.

15/02 Domingo. Café da manhã no hotel e saímos para o primeiro dia de caminhada. Estávamos em 4 peregrinos (Rosi, Vanderlei, Eliane, Marcilia) mais a guia Cau nos acompanhando com o carro de apoio. A Cau nos levou de carro até a parte sem asfalto do caminho. Caminhamos por 16,7 km de Rio Negrinho até São Bento do Sul. Estradas rurais, plantações e natureza. Comemos amora pelo caminho e vimos uma coruja. Demoramos mais de 4:30 hs. Em São Bento do Sul ficamos no Hotel Urupes. Descansamos as pernas e saímos para comer/jantar no Subway.

16/02 Segunda. Café no hotel e saímos para o segundo dia de caminhada. Era o dia de maior kilometragem. Estava previsto caminharmos 26 km mas passamos de carro pela parte de asfalto sem acostamento e a Cau nos deixou um pouco a frente. Caminhamos 24 km entre São Bento do Sul e Corupá. Um trecho com muita descida, tanto é que ao final os 4 peregrinos ficaram com bolhas ou machucados nos dedos e nos pés. Demoramos 6:23 hs, com apenas 1 parada um pouco maior para lanche. Em Corupá ficamos na Pousada do Seminário, um antigo seminário com belas construções. Jantamos numa espécie de bar que tem dentro do terreno do seminário.

17/02 Terça. Café no hotel e saímos para o último dia de caminhada. Cau nos levou de carro até a parte de estrada de chão, do lado da rodovia. Caminhamos 15 km de Corupá até o Instituto Padre Aloísio em Jaraguá do Sul. Os voluntários e as irmãs nos receberam com muita educação e generosidade. Aproveitamos para conhecer o Instituto (túmulo do Padre, memorial, Casa do padre, Igreja Nossa Senhora do Rosário, etc) e almoçamos pão com bolinho no Café do Padre. Depois pegamos o carro e voltamos para Curitiba.

Conclusão: Nos 3 dias caminhamos 16,7 + 24 + 15 = ~56 Km. Cansamos bastante, principalmente no segundo dia. Mas acredito que foi uma boa experiência e um bom treino para as próximas caminhadas.

domingo, 26 de julho de 2026

Prudentópolis - Terra das Cachoeiras Gigantes

Em Dezembro de 2025 Rosi e eu fomos conhecer Prudentópolis. Uma cidade simpática que fica entre Irati e Guarapuava. Cidade que tem 75% da população de descendentes ucranianos. Várias cachoeiras e várias igrejas ucranianas.

20/12 Saímos de carro de Curitiba. Paramos num restaurante de estrada na cidade de Palmeira. Chegamos em Prudentópolis e fizemos o checkin no Hotel Domo. Fomos até o Centro de Informações Turísticas na Praça de Prudentópolis. Jantamos no Master Burguer & Dog, lanche bem saboroso. Fizemos algumas fotos noturnas na Praça Firmo Mendes de Queiroz (onde fica a igreja São João Batista que estava em reforma e sem possibilidade de visita) que estava com luzes de natal.

21/12 Café no hotel e saímos para as cachoeiras. Existe uma estrada chamada Rota das Cachoeiras e para chegar na maioria das cachoeiras é necessário percorrer de 20 a 25 km a partir do centro, a maior parte do trecho de calçamento de pedra e outros trechos de cascalho. Fomos primeiro até o Salto São João (queda de 84 metros), com dois mirantes. Um onde é possível ver a cachoeira de frente mas de longe e outro após percorrer cerca de 700 metros de trilha onde é possível ver a cachoeira de lado bem de perto. Saímos dali e seguimos de carro até o Salto Sete. A cachoeira maior tem 77 metros e existe um mirante do lado da parte superior da mesma. Para chegar à base tem uma trilha bem inclinada e difícil. Depois de descer até a base e subir a trilha, entramos em uma das cachoeiras menores onde foi possível relaxar um pouco. Saindo do Salto Sete, no caminho de volta para o centro, passamos na frente da Igreja São Miguel, uma igreja ucraniana de madeira muito bonita, e paramos para fotos. À noite fomos jantar no Restaurante Teodorinho, provei o Golubtsi (rolinhos de repolho) - comida típica ucraniana.

22/12 Café no hotel. Na segunda a maioria das cachoeiras é fechada para visitação, então fizemos um tour pelo centro. Fomos ao Santuário Nossa Senhora das Graças, ao Lago Municipal, ao Estádio Newton Agibert e almoçamos no Restaurante Pertutti que tinha a sobremesa ucraniana Kutía (geralmente servida próximo ao natal e feita de trigo, mel, nozes e frutas cristalizadas). Depois do almoço fomos à Praça da Ucrânia (em cima do museu) com várias pêssankas (ovos ucranianos tradicionais, pintados à mão com cera e tintas) gigantes, ao Museu do Milênio, à Igreja São Josafat (a mais bonita da cidade em estilo ucraniano), paramos tomar café na Rodoviária e fomos fazer um lanche na panificadora Padoca. Ficamos um pouco no hotel e voltamos à igreja São Josafat as 18:30 pois estaria aberta. Teve reza de terço em ucraniano e missa com o rito ucraniano (o padre reza a maior parte do tempo de costas para a plateia). Jantamos pizza no Coliseu Restaurante e Pizzaria.

23/12 Tomamos café no hotel, fizemos o checkout e fomos de carro até a Cachoeira Perehouski. As cachoeiras aqui são pequenas e o lugar é agradável para passear. Tem uma trilha curta que "corta" o rio em alguns pontos. Depois de percorrer a trilha, paramos, entramos em uma cachoeira muito boa para banho e ficamos um bom tempo curtindo. Almoçamos no restaurante da propriedade: prato típico (pierogui de batata acompanhado com carne de porco), sobremesa ucraniana Kutiá (de trigo) e suco de amora com morango. Saindo dali fomos até o Salto Manduri. No caminho entre as duas cachoeiras paramos para foto na Igreja Ucraniana Nossa Senhora do Patrocínio, muito bonita. O Salto Manduri tem 32m de altura e aproximadamente 100m de largura e é formado pelo Rio dos Patos. A cachoeira é bonita apesar da vazão de água estar pequena no dia que fomos. Tem uma hidrelétrica e uma represa antes da cachoeira. A trilha do local é bem curta. Saindo do Salto Manduri pegamos estrada até Curitiba, onde chegamos no início da noite.

Show do Billy Idol em Curitiba

Dia 12/11/2025 estive no show do Billy Idol na Arena da Baixada. Foi um ótimo show, o cara entrega muito e tem presença de palco.

Segue matéria da Tribuna do Paraná sobre o show:
    
Billy Idol arrebenta em Curitiba: rock, nostalgia e muita energia. Veja como foi!

O astro britânico Billy Idol comprovou que, aos 69 anos, ainda tem muita energia para entregar. Na noite desta quarta-feira (12), o cantor fez a Arena da Baixada tremer com um show nostálgico e super enérgico, parte da turnê mundial “It’s a Nice Day To… Tour Again!”. Logo nos primeiros acordes, o público curitibano mostrou que estava lá para cantar junto cada verso dos clássicos que marcaram gerações. Com seu tradicional cabelo loiro espetado e o inconfundível estilo, Idol não economizou na performance.

A parceria de longa data com o guitarrista Steve Stevens continua dando frutos no palco. Os dois mostraram uma sintonia que só quase 45 anos de estrada podem proporcionar. Stevens, aliás, arrancou suspiros da plateia com seus solos impecáveis.

O set list contemplou os maiores sucessos da carreira do músico, incluindo “White Wedding”, “Dancing With Myself”, “Rebel Yell” e a balada “Eyes Without a Face”, que levou o público ao delírio. A versão de “Mony Mony”, cover que se tornou seu único single número 1 nos EUA e Reino Unido, transformou a arena em uma grande pista de dança.

O show também apresentou algumas faixas do recém-lançado álbum “Dream Into It” (2025), que foram bem recebidas pelos fãs, nada que se compare aos hits consagrados.

Em Curitiba, o que se viu foi um Billy Idol renovado, com disposição de sobra e vocais surpreendentemente preservados.

Após 46 anos de carreira, entre a fase na banda Generation X (1977-1981) e a bem-sucedida carreira solo, o músico provou que o rock’n’roll corre em suas veias e que ainda tem muito a oferecer.

Setlist em Curitiba:
  1. Still Dancing
  1. Cradle of Love
  1. Flesh for Fantasy
  1. 77
  1. Eyes Without a Face
  1. Solo de guitarra de Steve Stevens (Over the Hills and Far Away / Stairway to Heaven / Eruption)
  1. Mony Mony (cover de Tommy James & the Shondells)
  1. Gimme Shelter (cover de Rolling Stones)
  1. Too Much Fun
  1. Gimme the Weight
  1. Ready Steady Go (música de Generation X)
  1. Blue Highway / Top Gun Anthem
  1. Rebel Yell
  1. Dancing With Myself (música de Generation X)
  1. Hot in the City
  1. People I Love
  1. White Wedding

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Da Primeira Corrida em 2014 até a São Silvestre 2024

Comecei a praticar corrida de rua em 2014 (10 anos antes de correr a São Silvestre), por incentivo de colegas do SERPRO, a empresa que eu trabalhava na época. Corri 5 km na Corrida da Caixa em 2014, e repeti a mesma prova em 2015 e 2016. Acho que foi no primeiro semestre de 2017 fui convidado para participar do grupo de corrida Furacão Runners, atleticanos que representam o Athletico nas corridas. (já escrevi um pouco dessa história neste post.

Mas a verdade é que eu comecei a participar de provas com mais frequência a partir de junho de 2017, corri várias corridas de 5 km aquele ano e também em 2018. Em 2019, além de corridas de 5 km, corri 2 de 6 km, 2 de 7 km e uma de 7,5 km. Em 2020 corri uma corrida de 7 km, 2 de 5 km e uma de 8 km, quando veio a pandemia do COVID-19 e os eventos coletivos foram suspensos. No final de 2021 corri 2 corridas virtuais (aquelas que você corre sozinho e manda o tempo para a organizadora da corrida) de 5 km. Em 2022 os eventos foram voltando aos poucos e corri 4 corridas de 5 km.

Já há algum tempo eu vinha pensando em correr a Corrida de São Silvestre. É uma corrida tradicional e que desde criança eu via na TV. Em 2023 eu coloquei na cabeça que precisava correr 10 km, para depois aumentar até chegar aos 15 km da São Silvestre. Nesse ano eu corri 3 corridas de 5 km, fui até a cidade de Rio Negro/Mafra participar de uma corrida de 7 km (com bastante subida) e finalmente em dezembro corri 10 km na Corrida da Sanepar. Nessa última corrida, parte dela eu corri ao lado do Ricardo Pinto, ex goleiro do Athletico, que me incentivou bastante. O resultado é que fiz um bom tempo e aguentei a nova distância.

Uma vez que passei a correr 10 km, em 2024 a meta era chegar a correr 15 km na Corrida de São Silvestre. Nesse ano então eu corri 6 corridas de 10 km e 1 corrida de 11 km. E fiz treinos no Parque Barigui de 11, 12 e 14 km.

São Paulo - 29 a 31/12/2024 - Corrida de São Silvestre

Domingo dia 29/12 saí da Rodoviária de Curitiba às 12:30 num ônibus da Viação Eucatur, chegando em em São Paulo próximo das 19:00. Peguei o metrô para o Hotel Cinelândia (que fica na Av. São João, próximo à Praça da República). Jantei no Habibs e fui dormir.

Segunda dia 30/12 tomei café no hotel e fui de metrô até o Parque Ibirapuera. Lá era o local para pegar o kit da corrida e onde estava rolando a Feira da Bienal de São Paulo. Além da Bienal em si, havia uma feira de artigos de corrida. Voltei para o hotel e fiz um mini tour a pé nas redondezas (e aproveitei para ver alguns pontos e ruas que iria passar pela São Silvestre no dia seguinte). Passei pela Praça da República, andei bastante nos vários andares da Galeria do Rock (que para quem gosta de rock é muito legal), passei na frente do Teatro Municipal, passei por cima do Viaduto do Chá e de lá apreciei a vista do Vale do Anhangabaú. Por fim, almocei no Shopping Light.

Terça dia 31/12 era o grande dia. Acordei bem cedo e no café do hotel comi apenas algumas frutas. Peguei o metrô para chegar até o ponto de largada na Avenida Paulista. E nas estações de metrô já comecei a sentir o clima da corrida pois havia muita gente se deslocando para lá, a maioria com a camiseta roxa da corrida. Eu largava no Pelotão Geral e estava na onda vermelha (dos mais lentos com pace acima de 6). Parei na estação MASP e saindo dela caí numa muvuca com um amontoado de pessoas acessando a área dos corredores, e estava entrando um por vez.

Entrei na área dos corredores e me posicionei. A largada do Pelotão Geral seria às 8:05 mas atrasou quase 40 minutos. E finalmente largamos. É impressionante a quantidade de pessoas correndo. Foram 37.500 inscritos e ver tanta gente na rua é bem diferente. Percebi, e já haviam me alertado sobre isso, que nos primeiros 2 km não tem como ser rápido, tem tanta gente que só se consegue correr devagar. No final das contas eu notei que na corrida toda sempre tem pessoas caminhando ou correndo devagar, a São Silvestre não é para melhorar tempo ou bater recorde pessoal.

E lá estava eu correndo em São Paulo, com tanta gente por perto a empolgação aumenta. Vale destacar a festa que a galera faz, gente fantasiada, de cartaz e tudo mais. Tinha um grupo de uns 30 corredores e corredoras que estavam com fantasia de Mario, com caixa de som e tudo, muito legal. Fui bem nos 5 primeiros km, dos 6 aos 10 eu me cansei bastante, estava calor e o sol apareceu mas eu sinceramente achei suportável. Até chegar ao início da subida da Brigadeiro (supostamente no km 12 ou 13) eu havia caminhado um pouco 2 ou 3 vezes e o restante correndo. Cheguei na Brigadeiro e eu estava decidido que ia correr toda ela ou o máximo que conseguisse. Doce ilusão...

A Av. Brigadeiro é uma subida de quase 2 km, onde muita gente "morre" nessa parte da corrida. Quando comecei a subir os primeiros metros eu estava bem desgastado, devo ter corrido uns 200 ou 300 metros e já passei a caminhar. E nessa subida foi nessa de corre um pouco e caminha um pouco, eu não tinha energia para correr muito ali. Cheguei correndo na Av. Paulista e segui até a linha de chegada, que parecia que nunca chegava... Mas consegui completar a prova e pegar a medalha grandona. Olhei a minha marcação e corri 15,87 km em 02:01:37. Tempo acima do que eu previa, mas de fato fui lento após os 10 km e principalmente na Brigadeiro, além disso corri quase 16 km, 1 km a mais do que o previsto.

Eu estava morto de cansaço, mas completei a prova e estava feliz por ter alcançado o objetivo. No final eu fiz uma homenagem à Thais, eu havia levado um cartaz que estava no meu bolso com os dizeres: "Thais, você estará para sempre em nossos corações. Te amo! São Silvestre 2024". Dediquei essa conquista há minha filha, que nos deixou em 2021 e que sentimos muitas saudades.

Correr a São Silvestre foi uma experiência incrível. Além de todo o clima dos participantes, da torcida (em vários pontos haviam pessoas nas laterais das ruas incentivando e até fazendo um "bate aqui" com a mão) tem o simbolismo de participar desse evento tradicional e internacional. Alcancei minha meta e até estou pensando em voltar nos próximos anos.

Depois da corrida, entrei numa fila enorme para adentrar a estação do metrô, voltei para o hotel, tomei banho, comprei um x-salada no Rei do Mate, fui até a Rodoviária Tietê de metrô e finalmente às 14:00 embarquei com a Viação Cometa para Curitiba, onde cheguei às 20:30. Era o último dia do ano e pude celebrar a virada junto com a minha querida Rosi.

Passeio em Guaratuba-PR

Em outubro de 2024 eu estava de férias e a Rosi conseguiu 2 dias úteis de folga. Ela queria conhecer Guaratuba então fomos de Ônix para a praia. Eu já havia estado 4 vezes em Guaratuba: 1997 (no carnaval), 2009 (no inverno), 2016 e 2017. Acho que em todas as vezes eu tinha visitado o Morro do Cristo ou pelo menos ido até a Praia Central próxima ao Morro. Desta vez eu queria conhecer a Praia de Caieiras, a Baía de Guaratuba, a Praça dos Namorados e a Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso. E deu certo!

19/10 - Sábado. Saímos de Curitiba por volta de 10:40 e fomos pela BR-376, passando por Garuva-SC. Almoçamos num restaurante/churrascaria em Guaratuba. Fizemos o checkin no Hotel Santa Paula no Balneário Brejatuba. Estava chovendo e um pouco frio, ficamos um bom tempo na piscina aquecida e nas banheiras "jacuzi", local que era coberto. À noite saímos para jantar no Prensadão (comemos um x-salada e um prensadão duplo).

20/10 - Domingo. Café da manhã no hotel (que estava cheio, descobrimos que estava acontecendo um retiro evangélico lá). Saímos para caminhar na praia e estava bem agradável. Voltamos para o hotel, arrumamos as coisas e fizemos o checkout. De carro fomos até a Praia de Caieiras (uma praia bem pequena e simpática, de pescadores). Dali é possível ver o ferry boat fazendo a travessia até Caiobá e também ver a Praia Mansa de Caiobá. Andamos pela praia, tiramos fotos e como não encontramos um restaurante que nos agradasse pegamos o carro, passamos do lado do embarque do ferry boat e paramos mais ou menos próximos à Igreja Matriz. Almoçamos num restaurante pequeno e depois fomos até a Praça dos Namorados. Ficamos lá contemplando a vista por algum tempo. Tanto da Praça dos Namorados quanto da Praia de Caieiras é possível ver a Baía de Guaratuba. Caminhando, passamos na frente à Igreja Matriz que estava fechada e fomos de carro até o Hotel Cabana Suiça. Fizemos o checkin e fomos para a piscina que é aquecida e descoberta. Depois de curtir a piscina tomamos banho e saímos para jantar, desta vez no calçadão da Praia Central. Paramos numa chopperia (um dos poucos locais abertos e que tinha comida) e a nossa janta foi pastel. Tinha um cara tocando ao vivo, Val Santos, mas o som não era muito agradável para o meu gosto: música sertaneja e gaúcha. Na volta ao hotel, jogamos um pouco de sinuca antes de voltar para o quarto.

21/10 - Segunda. Café da manhã no hotel (este estava quase vazio, até porque era segunda-feira). Depois saímos caminhando com destino ao Morro do Cristo que é bem perto do hotel. Subimos os 399 degraus e mais a escada que dá acesso ao "mirante" aos pés do Cristo. Tiramos fotos lá de cima e descemos para a praia, onde caminhamos um pouco. Começou a chover e decidimos voltar para o hotel. Logo era hora do almoço e a chuva havia parado, então caminhamos até o calçadão da Praia Central novamente e paramos num local que servia pratos executivos. Depois de almoçar fomos até a areia da praia, a Rosi entrou no mar e logo voltou e fomos caminhando até o final da Praia Central, depois voltamos (devemos ter caminhado mais de 4 km entre o hotel e o final da praia). Pegamos o carro no hotel e fomos até o mercado Brasão, onde compramos comida para a janta. De volta ao hotel ainda assistimos o filme "Coringa".

22/10 - Terça. Café da manhã no hotel. Fizemos o checkout e fomos até a Central do Artesanato de Guaratuba. Compramos alguns souvenirs. Depois pegamos a estrada de volta para Curitiba, mas fizemos uma parada em Garuva, onde passamos na Prefeitura e seu entorno. Seguimos e decidimos almoçar no Shopping São José, em São José dos Pinhais. Não conhecíamos esse shopping. Depois de almoçar aí sim voltamos para Curitiba.

Quanto aos Hotéis, eu gostei dos 2. O Santa Paula tem o diferencial da piscina coberta e é bem maior com relação à quantidade de quartos. Fica no Balneário Brejatuba mas há cerca de 800 metros da Praia Central. O Cabana Suíça fica há 1 quadra da Praia Central bem perto do Morro do Cristo. Tem menos quartos e estava em reforma. A piscina descoberta é aquecida mas se chover ou houver um vento frio deve ficar inviável de usar. A TV do quarto oferece alguns streamings, o que ajuda, principalmente se estiver frio. A localização é melhor pois dá para fazer várias coisas a pé ali por perto.

Quanto às Praias, as 3 são legais. Caieiras é bem mais tranquila e não tem muito comércio por ali. Brejatuba é bem extensa, ali é a praia brava e os comércios são espalhados pela rodovia. Já a Central é melhor localizada com relação aos comércios pois tem vários locais próximos para comer, lanchar e fazer compras.

Salvador com as Meninas e o Menino

Eu conheci Salvador há 20 anos atrás, em 2004, quando fui ao ENECOMP - Encontro Nacional de Estudantes de Computação. A viagem na ocasião foi bem legal, a delegação da UFPR ficou alojada na Universidade Católica junto com estudantes de vários outros estados. Saímos um dia para passear no Pelourinho e outro para ir à praia. O detalhe aventureiro daquela ocasião é que fomos de van numa viagem que durou mais de 1 dia e meio.

Agora, em julho de 2024, fugimos do frio de Curitiba. Tatiane, Melissa, Rael e eu fomos de avião para Salvador no dia 6. Foi a primeira viagem de avião do Rael aos 3 meses e a segunda da Melissa com 7 anos (a primeira foi para o Rio de Janeiro com 1 ano).

Saímos no sábado às 11:30 do aeroporto de Curitiba e em voo direto chegamos a Salvador próximo das 14:20. Fomos de Uber do aeroporto até o Hotel Porto Salvador, na Barra. O hotel fica a aproximadamente 100 metros da Praia do Porto da Barra.

Fizemos o check-in no hotel, deixamos as malas e saímos atrás de comida. Comemos hamburguer no Texans Burguers, quase em frente ao hotel. Comida boa e os atendentes/donos são um casal peruano, muito simpáticos. Enquanto estávamos comendo escureceu e descobrimos que em julho "fica noite" aproximadamente às 17:40 hs em Salvador.

Dia 7, domingo, tomamos café no hotel e fomos à praia. A Praia do Porto da Barra tem uma faixa de areia relativamente pequena e está tomada por cadeiras e guarda-sóis de aluguel. Alugamos um guarda-sol, cadeiras e a Melissa foi logo me puxando para o mar. De fato as ondas são fracas ali e fica uma praia no melhor estilo "piscininha", o que é bem agradável para as crianças. A Tatiane levou o Rael para se molhar um pouco no mar mas ele não curtiu muito nesse primeiro dia. Por ser domingo estava cheia a praia e tinha bastante barulho.

Depois de algumas horas saímos da praia, passamos no hotel pra trocar de roupa e fomos almoçar no Restaurante Tudo Azul, que fica de frente para a praia e foi uma indicação do hotel. Achei que não valeu o custo x benefício. A comida era ok, mas nada excepcional e o peixe que comemos deixou a desejar. Pagamos caro por um almoço relativamente comum. No cardápio dizia que não cobram taxa de serviço mas o garçom cobrou os 10% a parte, achei totalmente inconveniente. O garçom em nenhum momento disse que os 10% eram opcionais.

Fomos comer açaí no Açaí 73, também na frente do hotel. As meninas se deliciaram, misturando o açaí com leite condensado, leite ninho e afins. A Melissa ainda queria ir à praia mas já era tarde e o sol se põe cedo, então fomos dar uma volta na beira-mar e vimos o por do sol às 17:20. Várias pessoas ficam ali na Praia do Porto, na margem e até o Farol da Barra para apreciar o por do sol. Cerca de 20 minutos após o sol se por já fica escuro, é impressionante essa rapidez para escurecer em Salvador. Jantamos na Tapiocaria No Capricho (muito boa) e voltamos ao hotel.

No dia 8, acordamos um pouco mais cedo para tentar aproveitar melhor a luz do dia. Tomamos café no hotel e fomos à praia. Por ser segunda estava bem tranquila e com poucas pessoas. Melissa adorou e neste dia o Rael curtiu a entrada no mar. Depois de algumas horas saímos da praia e fomos almoçar no Restaurante Ya Ya Yo Yo, comida por quilo bem saborosa.

Em seguida fomos caminhando até o Farol da Barra, que é um ponto turístico de Salvador e não poderíamos deixar de visitar. O lugar é bem bonito, tiramos algumas fotos e fui com a Melissa na Praia do Farol da Barra, que é a praia logo depois do Farol. Não tínhamos muito tempo de sol mas nos divertimos nessa praia que tem ondas bem fortes e até fizemos uns castelos de areia antes de escurecer, enquanto a Tatiane foi ver o por do sol lá do Farol. Voltamos ao hotel, tomamos banho e fomos jantar no Rey da Esfirra.

Dia 9 era o dia de irmos ao Pelourinho. Tomamos café no hotel e pegamos um Uber até o Mercado Modelo. Andamos pelas lojas do Mercado, compramos lembranças e uma baiana fez um tradicional tererê no cabelo da Melissa. O Elevador Lacerda estava interditado devido a obras, então para subir da Cidade Baixa para a Cidade Alta utilizamos o "Plano Inclinado Gonçalves" que os locais chamam de bondinho mas que eu chamaria de funicular.

Chegando na Cidade Alta, caminhamos até próximo do Elevador Lacerda, onde está a bonita Prefeitura de Salvador e de lá tem-se uma vista ótima da Baía de Todos os Santos, do Mercado Modelo e do próprio Elevador Lacerda. Depois almoçamos no Restaurante Dona Baiana. Tiramos fotos no Monumento da Cruz Caída. Caminhamos até a Praça da Sé, onde um sujeito chamado Timba fez uma pintura no estilo "Olodum" na Melissa, braço e perna, ficou bem legal. Tiramos fotos na frente da Catedral e caminhamos até o Largo do Pelourinho. Ali tiramos várias fotos também.

Depois voltamos até próximo à Catedral para descer pelo Bondinho. Na Cidade Baixa paramos para tomar uma água de coco (A Tatiane uma água), pegamos o Uber e voltamos ao hotel na Barra. A noite ainda tomamos açaí, comemos acarajé (sem pimenta) e por último comemos hamburguer e pastel.

Dia 10 era o dia da volta. Tomamos café no hotel, arrumamos as malas e almoçamos no Restaurante Ya Ya Yo Yo. Chegamos no aeroporto com Uber, tivemos uma conexão em Congonhas-SP - com direito a embarcar na pista - e chegamos no início da noite em Curitiba.

Foi uma viagem muito legal, todos se divertiram e curtiram Salvador. A Melissa adorou voar de avião e agora quer mais! Durante esses dias eu lembrei bastante da Thais, faltou a Pequena para nos acompanhar em mais uma viagem de férias. Mas Thais, saiba que estamos passeando com a Melissa para deixá-la feliz, exatamente como você faria se estivesse aqui.