sexta-feira, 19 de maio de 2023

Thais - 23 Anos de Uma Menina Intensa

Com o coração ainda apertado, hoje escrevo sobre minha filha Thais. Uma das minhas Pequenas, como eu gosto de chamar minha filhas, nasceu em 1998 e acabou nos deixando precocemente com 23 anos no dia 19/05/2021. É difícil achar palavras para colocar aqui. Quando a Thais nasceu e eu a vi pela primeira vez na maternidade foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Era um novo ser que nasceu a partir da mãe dela e de mim. Com certeza mudei a forma de ver a vida e passei a ter um objetivo nobre na vida: fazer aquela menina feliz, cuidar dela e garantir que crescesse com saúde e tranquilidade. Como pude dar amor para a Pequena...

A Thais viveu com muita intensidade. Sempre meio rebelde e com personalidade, tinha sonhos e ia atrás deles desde cedo. Teve o primeiro namorado cedo, queria ir morar numa casa dela com um marido quando completasse 18 anos e acabou tendo uma filha aos 18 anos de idade. Estava sempre com um sorriso no rosto e amava muito. Falava "eu te amo" com frequência para pessoas próximas e era um "eu te amo" sincero. A Thais era uma menina do bem, sempre tentando ajudar as pessoas e deixar as coisas alegres a seu redor. Adorava crianças, adorava os especiais e adorava viver.

Algumas pessoas dizem que a Thais era muito independente. A determinação de sair da casa do pai para morar numa casa dela e se sustentar (e sustentar a filha) mostra essa busca pela independência. Ela também criou a filha Melissa para ser independente, desde pequena a Melissa tinha que se virar para algumas coisas e até hoje tem essa vontade de ser independente.

Vou tentar contar um pouco do que foi a vida da Thais, uma espécie de homenagem e também um texto para ficar para a Melissa ler no futuro, para entender um pouco quem foi a mãe dela. Ah, a mãe Thais era apaixonada pela filha, como amava a Melissa e fazia de tudo para alegrar sua menina.

Biografia

Thais Santos de Castro, conhecida pelo apelido de Taay ou Tay, foi uma Educadora Infantil. A Thais nasceu às 21:39 do dia 25/03/1998 em Curitiba-PR, na maternidade Nossa Senhora do Rosário. Primeira filha de Vanderlei e Fabiane, teve a irmã Tatiane que nasceu em março de 2000. Em outubro de 2016 nasceu a sua filha Melissa. E em 19/05/2021 a Thais nos deixou.

Desde janeiro de 1995 eu namorava com a Fabiane e em julho de 1997 ela engravidou. Não foi uma gravidez planejada e ficamos muito inseguros com a responsabilidade que teríamos.

Em 25/03/1998 a Thais nasceu e passamos a cuidar dela da melhor forma possível. Ela passou a morar com a mãe Fabiane, que por sua vez morava com a vó (Dona Maria), com as irmãs (Tatiane, Cristiane e Miriane) e as sobrinhas (Amanda e Mayb). A casa ficava em Pinhais e nos primeiros meses de vida da Thais eu ia dormir lá todas as noites. A Thais tinha cólicas e acabava chorando muito até dormir. Isso me fez passar várias noites embalando a Pequena para tentar fazer passar a dor e dormir. Aprendi que aquecer a barriguinha dela fazia a cólica diminuir e eu dava um jeito de encostar a barriga dela na minha mão ou na minha barriga e isso ia acalmando ela enquanto eu em pé cantava umas cantigas inventadas na hora. Isso me aproximou muito da Thais, coisa que só pai sabe explicar.

Em 17/05/98 a Thais foi batizada na Igreja Santa Bertila, no Bairro Alto - Curitiba. Os padrinhos dela foram meus amigos Fabio Mendes (que estudou e trabalhou comigo) e Kely (mulher do Fabio). Em 24/12/98 a Thais participou de um Teatro de Natal na igreja Santa Bertila. Ela foi o "Menino Jesus".

Ainda em 1998, não lembro o mês, a Thais nos deu um susto. Ela teve alguns episódios de ataque epilético. Na primeira vez estava com a Fabiane e teve por alguns segundos mas depois teve um que durou vários minutos. Eu só lembro que saí dirigindo o fusca em direção ao hospital bem rápido, errei uma curva e quase perdi o controle do carro, de nervoso. Foi identificado que a causa era febril e aprendemos na época que se a Thais chegasse a 37,5 de temperatura precisávamos dar remédio e banho morno para evitar a febre. Deu certo e nunca mais ela teve os episódios.

Em 1999, não lembro o mês, a Thais disse a sua primeira palavra: "ága", para pedir água, foi um momento especial. Em julho de 1999 a Fabiane ficou grávida novamente e em fevereiro de 2000 fomos morar (Thais, Fabiane e eu) em uma casa no Bairro Alto. Era a primeira mudança de casa da Thais que na época estava curtindo o barrigão da mãe e esperando pelo nascimento da irmã.

Em 14/03/2000 nasceu a irmã Tatiane. A Thais adorava a irmã e queria sempre cuidar e dar carinho. Alguns dias depois fizemos uma festinha com bolo de aniversário para a Thais comemorar os seus 2 anos. Nesse mesmo ano dei a primeira camisa do Athletico para a Thais e ela adorava quando vestíamos cada um sua camisa para torcer para o Furacão. Sim, ela sempre foi atleticana! No segundo semestre de 2000 a Thais passou a frequentar a Creche Lápis de Cor, no Bairro Tingui.

Em julho de 2001 me separei da Fabiane e as meninas (Thais e Tatiane) ficaram morando com a mãe. Foi uma fase difícil porque minhas filhas sentiam muito a minha falta. Aos finais de semana, quando eu as devolvia para a mãe elas choravam muito, principalmente a Thais que tinha 3 anos e não se conformava em ficar longe do pai.

Em outubro de 2002 as meninas foram morar comigo na casa dos meus pais, também no Bairro Alto. Foi a segunda mudança de casa da Thais. Claro que sentiram falta da mãe, que foi morar com o novo namorado, mas eu me senti muito feliz por estar junto das Pequenas. Deu trabalho para criar as meninas mas tive muita ajuda da minha mãe e também da minha irmã. Nessa nova casa a Thais ficaria durante 11 anos, onde recebeu muito carinho e cuidado dos avós Vilson e Leonir, dos tios Vanderson e Lucilei e claro do pai Vanderlei.

Em 2004 a Thais começou a estudar no CEI Curitiba Ano 300 no Bairro Alto, em período integral, onde fez muitos amigos e aprendeu muitas coisas. Estudou lá desde o pré até a 4a série. Além de ser boa aluna, sempre foi muito sociável e conhecia todo mundo, alunos de outras turmas, os pequenos do Pré, professoras, diretoras.

Em 2009 a Thais foi estudar no Colégio Estadual Cecília Meireles, bem perto de casa. Agora em apenas um turno, cursou a 5a série em 2009 e a 6a série em 2010. Infelizmente, haviam algumas meninas barra pesada no colégio que queriam bater na Thais por ela supostamente ter olhado para o namorado de uma das valentonas. Passamos alguns apuros e eu precisei até fazer boletim de ocorrência na Delegacia do Adolescente por conta de algumas ameaças que a Thais sofreu. Foi uma época em que eu ficava muito preocupado com a Thais.

Em Julho de 2009 fizemos a primeira viagem juntos (Thais, Tatiane e eu) para fora de Curitiba (não estou contando viagens para a Lapa e para as praias do Paraná que íamos praticamente todos os anos desde que a Thais era bem pequena). Junto com a minha namorada Ana fomos até Morretes de trem, que foi a primeira vez da Thais e da Tatiane em trem também. Passeamos pelo centro histórico e comemos barreado com frutos do mar no restaurante Casarão. Elas adoraram e se deliciaram com a comida. Voltamos de ônibus.

Em Setembro de 2009 a Thais participou do Festival de Teatro de Piraquara e em Novembro de 2009 participou do Festival de Teatro de Pinhais. Ambos atuando como atriz. Não lembro muito bem mas no primeiro ela fazia tipo uma "periguete" e no segundo ela fazia uma estudante. Se não me engano foi apresentada a mesma peça pelo grupo de teatro nos dois eventos mas como mudaram alguns atores de uma apresentação para a outra, tiveram que fazer adaptações e trocar o personagem de alguns atores.

Em 27/03/2010 a Thais fez a Primeira Comunhão, na Igreja Santa Bertila, no Bairro Alto. Em Outubro de 2010 a Thais participou do Festival de Teatro Amador Estudantil de Pinhais. Além de participar das oficinas de Iluminação, Expressão Corporal e Técnica Vocal ela atuou como atriz no espetáculo "As 285 Pintas da Onça", aliás a Thais era a onça, coisa mais linda :-) Era interessante pois nessa época (2009 e 2010) a Thais participava de um grupo independente de Teatro, onde uma mulher (que esqueci o nome) liderava o grupo por conta própria, ensaiava e se apresentavam sempre que possível.

No final de 2010 eu comecei a trabalhar no SERPRO e decidi matricular a Thais e também a Tatiane no Colégio Batista Maranata, que era particular. Queria dar sossego para a Thais poder estudar sem confusão e violência. Também foi uma forma de investir numa educação de melhor qualidade para as Pequenas. Em 2011 portanto a Thais começou a cursar a 7a série no Batista, onde ficaria até o término do Ensino Médio. A Thais se adaptou super rápido e fez muitos amigos no Batista.

Em 11/11/2011 houve a Crisma da Thais na Igreja Santa Bertila. Ela escolheu para Madrinha a Tia Miriane, irmã da mãe Fabiane. Já em 23/11 a Thais foi comigo no Curitiba Master Hall ver o show do Charlie Brown Jr. Isso foi bem marcante porque apesar de eclética a Thais não curtia muitas bandas em comum comigo, mas nós dois gostávamos da banda e curtimos cada minuto do show que foi muito bom. O show foi gravado para um DVD ao vivo, o Chorão estava muito bem no vocal e ainda teve participação do Marcelo Nova em uma música.

Em junho de 2012, fizemos um passeio bem legal em Paranaguá: Thais, Ana e eu. Nós comemos tainha recheada na Festa da Tainha, passeamos por pontos turísticos no centro da cidade e depois fomos assistir a um jogo do Athletico no estádio Gigante do Itiberê.

No final de 2012 aconteceu a Formatura de Primeiro Grau do Colégio Batista Maranata. A colação foi no Teatro da Unibrasil e a Thais estava linda de beca e também linda com o cabelo comprido bem produzido, um vestido cinza e salto alto. Ela estava bem feliz nesse dia. 

Também em 2012 a Thais começou a namorar com o Roberto.

Em janeiro de 2013 fomos (Ana, eu, Tatiane, Thais e Roberto) junto com vários parentes da Ana para a praia de Enseada (São Francisco do Sul) em Santa Catarina. A Thais sempre adorou praia e curtiu muito os vários dias por lá.

Em dezembro de 2013 nos mudamos. A Thais foi morar com a Tatiane, comigo e com a então madrasta Ana no sobrado que o seu avô Vilson havia construído para nós. Finalmente a Thais tinha um quarto só para ela, escolheu a cor da parede e da cortina: roxo, sua cor preferida. Uma casa confortável onde passamos muitos bons momentos.

Em Julho de 2014 fomos os 4 para Gramado-RS e Canela-RS. Na ida descobrimos que a Thais tinha muito medo de avião. Foi a primeira viagem de avião dela e da Tatiane. Ela ficou nervosa, sentiu falta de ar mas conseguiu chegar. Fomos de avião até Porto Alegre e de lá pegamos um ônibus para Gramado. A Thais curtiu muito esse passeio. Tirou foto com o Papai Noel na Aldeia do Papai Noel, adorou o Chocolate Quente Cremoso da Caracol, se deliciou com a sequência de fondue, achou lindo o Parque do Caracol, foi comigo e com a Tatiane no pedalinho do Lago Negro, Mini Mundo e vários outros pontos turísticos.

Em 2014 a Thais começou a namorar com o Gustavo.

Em 2015 a Tatiane completou 15 anos e fizemos uma festa de debutante bem legal. A Thais (que em 2013 não quis uma festa de 15 anos para ela e sim dinheiro/presente) nos ajudou nos preparativos e estava linda no dia da festa com um belo vestido azul. Na cerimônia ela levou um buquê de flores para a Tatiane e ainda falou umas palavras bonitas no microfone. A Thais curtiu bastante essa festa.

Algum tempo depois a Thais colocou na cabeça que queria morar com o Gustavo. Eu disse para ela ter calma pois era nova, poderia continuar morando na minha casa e namorando com o Gustavo. Mas ela me disse que quando completasse 18 anos iria alugar uma casa e morar com o Gustavo.

Em abril a Thais e eu fizemos o Tour do Estádio do Athletico (passeio guiado dentro da Baixada). Foi uma manhã especial onde conhecemos a parte interna do estádio, como vestiários, gramado, etc e tiramos várias fotos legais.

2015 era ano de vestibular e a Thais estava em dúvida entre Psicologia, Pedagogia e Assistência Social. Quando era bem nova falava que queria ser médica mas ao chegar no ensino médio falava que a faculdade de medicina era muito longa e passou a preferir Psicologia. Na Federal e no programa SISU ela tentou Psicologia e na UniBrasil tentou Pedagogia. No fim, foi pra área de Pedagogia e se apaixonou, gostava de ensinar, adorava crianças e acolheu os especiais, principalmente os autistas e com síndrome de down.

Em 18/10/2015 a Thais participou do evento Encontro com Deus na CCC (Comunidade Cristã de Curitiba), uma igreja do Bairro Alto que ela frequentou por algum tempo (desde 2013 pelo que pude apurar). Esse evento foi marcante para ela. Em 13/12/2015 ela foi batizada nas águas da mesma igreja, junto com o Gustavo. Encontrei algumas anotações da Thais e foi um momento importante da vida dela. Alguns meses depois porém, ela acabou se afastando da igreja.

Nas coisas da Thais, achei uma anotação que deve ser do final de 2015. Essas anotações representam o que a Thais queria. Ela escreveu: "Sonhos e Planos: Casamento, Casa própria, carro, filho, emprego fixo, missões, faculdade terminada, boa profissão.". A maioria dessas coisas ela conseguiu antes de nos deixar...

Em dezembro aconteceu a formatura da Thais do Ensino Médio. A colação aconteceu em um espaço de eventos na Av. Kennedy. Ela estava radiante, sorridente e linda de beca. Depois tirou a beca e estava com um vestido azul claro muito bonito também. Uma curiosidade é que a empresa que fez as fotos e filmagem da formatura nunca apareceu para vender essas fotos, então só temos as fotos que tiramos com nossas câmeras.

Um pouco antes do Natal fomos de trem para Morretes com uma boa turma: Meus pais, meus irmãos com suas famílias, Thais, Gustavo, Tatiane, Ana e eu. Foi um agradável passeio em família, como a Thais gostava.

Em Janeiro de 2016 fomos os 4 mais o Gustavo, juntos com uma turma da empresa CELEPAR, para Corupá-SC. Saímos de madrugada de Curitiba (de carro) e chegamos cedo para fazer a Rota das Cachoeiras, um lugar muito bonito. Andamos bastante e naturalmente cansamos. Passamos a noite no Hotel Tureck, que é um lugar bonito também e onde pudemos curtir a piscina e os jardins no dia seguinte.

Uma semana depois, Tatiane, Thais e Gustavo foram para Guaratuba, com o time da Bisavó Maria: Maria, Célia, Marli, Tatiane, Amanda. A Thais sempre adorou praia e passaram alguns dias lá, já que estavam de férias. Eu estava trabalhando e me juntei a elas no sábado.

Por volta de Fevereiro de 2016 a Thais iniciou a faculdade na UniBrasil, curso de Pedagogia. A Thais logo foi se apaixonando pelo curso, gostava e se interessava pelas matérias. E como ela sempre foi muito sociável fez vários amigos (e amigas principalmente que eram a maioria na turma). Dentre estes foi se formando desde o primeiro semestre um quarteto de alunas que se transformou num grupo de verdadeiras parceiras: Valéria, Paula, Ana e Thais. Elas sempre estavam juntas e se ajudavam muito.

Pouco tempo depois de começarem as aulas a Thais veio me contar que estava grávida. Confesso que fiquei triste pois não me parecia ser o momento certo de ter um filho, afinal a Thais estava com apenas 17 anos e no primeiro semestre da faculdade. Ela me disse que não foi planejado, que a ideia não era ser mãe naquele momento mas ela iria se desdobrar para cuidar do filho/filha e seguir a vida dela. Deixou claro que não ia desistir da faculdade pois entendia que a educação era importante para o futuro dela (eu fiquei super orgulhoso de ouvir isto pois foi algo que eu ensinei).

Apesar do sonho da Thais em morar com o Gustavo, a Elaine (mãe do Gustavo) e eu conversamos com eles e entenderam que não tinham condições financeiras de sustentar uma casa, ainda mais agora que precisariam sustentar o filho. A Thais continuou, então, morando comigo.

Em abril de 2016 eu me separei da Ana e ela deixou de morar conosco. Ficamos na casa então, Thais, Tatiane e eu.

Em julho a Thais fez o Chá de Bebê da Melissa. Ela já sabia que seria menina e já tinha escolhido o nome. Foi bonito de ver todo o capricho nos enfeites, bolo de fraudas e nas lembrancinhas. Ela repetiu o chá de bebê na faculdade e recebeu muito carinho das amigas de turma.

Quanto à escolha do nome, eu participei pouco na decisão mas um dia a Thais veio me perguntar se eu gostava mais de Melissa ou de Bianca. Eu disse que adorei o nome Melissa e que na minha opinião era muito mais bonito que Bianca. Acredito que minha opinião ajudou na escolha.

A Thais queria muito ser mãe e viveu intensamente a gravidez. Fazia as consultas de pré-natal, os exames e estudava as formas de parto, via vídeos e tudo.

As semanas que antecederam o nascimento da Melissa foram um pouco complicadas. Acho que 2 ou 3 vezes fomos até a maternidade porque a Thais estava com dores que pareciam contrações. Mas os médicos examinavam e diziam que não eram contrações de parto e que ainda não estava na hora. Isso foi irritando um pouco a Thais que sentia dores com muita frequência. Ela queria fazer parto normal mas devido a essas dores já estava mudando de ideia.

No dia 11/10/2016 aconteceu novamente. A Thais com muitas dores e fui com ela na Maternidade Santa Brígida. A médica examinou e disse que ainda não dava para considerar contrações de parto e mandou ela para casa. Era início de noite e a Thais pediu para pararmos no Subway, que era bem perto dali, comer um lanche. Chegando no Subway a Thais foi ao banheiro. Em seguida já me avisou que vazou muito líquido e que provavelmente estourou a bolsa. Tentei acalmar ela e a levei novamente para a Maternidade. Ela ainda me pediu desculpas que tava molhando o banco do carro, vê se pode!

Chegando na Maternidade novamente, já pediu para eu chamar o Gustavo rápido pois ele iria assistir o parto. No final das contas, ainda demorou um bom tempo para ela ir para a sala de parto. Fizeram os procedimentos para ver se ela teria a dilatação para o parto normal mas não dilatou suficiente então fez cesariana. E às 23:37 veio ao mundo a Melissa. Algum tempo depois a Elaine e eu pudemos ver a Melissa numa sala com paredes de vidro tipo uma "fábrica de bebês". Os bebês vem lá das salas de parto e as enfermeiras lavam cada criança, colocam a roupa e embrulham num cobertor. Aí ficam várias crianças numas caminhas. Foi muito legal ver a Melissa pela primeira vez, tão perfeita, tão pequena, tão linda...

Nos meses que se seguiram foi gratificante ver todo o cuidado e amor que a Thais dava para sua pequena bebê. A Thais amadureceu muito sendo mãe e estava o tempo todo dando atenção para a Melissinha.

Em 25/12/2016 fomos para a Lapa e tiramos uma foto que se tornaria histórica/clássica (e repetiríamos outros anos no mesmo local), do lado de fora da casa das minhas tias a foto da família: Thais, Melissa, Tatiane e eu. Uma foto muito importante pois representava quatro pessoas que se amavam muito e estavam ali juntas no Natal. Só pra contextualizar, é uma tradição da família ir para a Lapa (onde moravam meus avós maternos e ainda moram minhas tias) no Natal, onde normalmente nos reunimos e passamos o dia 25/12 juntos com vários tios, primos, etc.

Em Janeiro de 2017 a Turma da Dona Maria estava na praia de Guaratuba novamente e a Thais queria ir. Mas desta vez ela tinha uma filha bem pequena. Eu lembro que fui com a Thais e a Melissa mas eu não deixei ela ficar muitos dias porque poderia ser ruim expor a Melissa ao calor e à um ambiente diferente ao que ela estava acostumada. A Thais levou a Melissa na areia e no mar, mas a bebê não deu muita bola. De qualquer forma podemos dizer que desde cedo a Melissa teve contato com praia.

O ano de 2017 foi intenso no sentido de todo o carinho que a Thais dava para a Melissa e o quanto ela amava curtir cada minuto daqueles primeiros meses de vida da filha. Se tornar mãe foi algo muito importante para a Thais e ela se doou completamente à função de cuidar da sua bebê. A Thais estava muito feliz.

Começaram as aulas na UniBrasil e o esquema era assim: a Thais que estava desempregada cuidava da Melissa durante o dia, além de fazer os trabalhos da faculdade e estudar, o Gustavo trabalhava de dia e vinha à noite na minha casa tomar conta da Melissa para a Thais ir para a faculdade.

Em setembro, um pouco antes da Melissa completar 11 meses, a Thais contratou uma fotógrafa para fazer um ensaio fotográfico. Teve fotos de estúdio e ao ar livre em um parque no meio da natureza (Bosque Irmã Clementina, no Bairro Alto). As fotos ficaram muito boas, a maioria da Melissa sozinha mas também várias fotos com a Thais e o Gustavo.

Durante o ano a Thais e o Gustavo discutiram e brigaram bastante e acabaram terminando o namoro.

Em outubro a Melissa completaria 1 ano de idade e a Thais fez questão de fazer uma festa de aniversário. O tema foi Bailarina e as cores roxo (a preferida da Thais), branco e rosa. Mas o mais legal é que a Thais fez duas camisetas, uma para a Melissa escrito "MELISSA 1 ANO" com o desenho de uma bailarina e outra para a Thais escrito "MAMÃE DA MELISSA 1 ANO" com o desenho da mesma bailarina. Além da camiseta, as duas estavam vestidas com saias de bailarinas. Eu achei genial!

No Natal de 2017 fomos para a Lapa e tiramos pelo segundo ano a foto clássica da família: Thais, Melissa, Tatiane e Vanderlei.

Em Fevereiro de 2018 conseguimos fazer uma viagem bem legal para o Rio de Janeiro. Eu precisava tirar o visto americano para fazer meu intercâmbio nos Estados Unidos. O meu primo Jaime morava no Rio e ofereceu hospedagem, então decidi juntar o útil (tirar o visto) com o agradável (passear). Eu estava namorando com a Rosi e ela nos acompanhou. Thais, Melissa, Tatiane, Rosi e Vanderlei foram para o Rio. Com pouco mais de 1 ano foi a primeira vez de avião da Melissa. A Thais tinha medo de voar de avião mas desta vez ela meio que se controlou para cuidar da Melissa, principalmente durante a decolagem e o pouso.

As meninas adoraram o Rio. Pra começar tiraram muitas fotos na praia de Copacabana, bela paisagem. Tem umas fotos bem legais da Thais, Tatiane e Melissa com o Pão de Açúcar bem ao fundo. No mesmo dia demos uma passada na Praia de Ipanema e vimos o pôr do sol no Arpoador. Visitamos juntos ainda o Museu do Amanhã, o AquaRio, o Pão de Açúcar (com chuva e neblina o que prejudicou bastante a vista) e o Cristo Redentor (que curtimos por um tempo, depois o tempo ensolarado foi substituído por neblina).

Esse ano a Thais começou a fazer estágio e um dos primeiros locais foi a Escola Triunfo, uma escola infantil bem perto de casa. Eu conversava com a Thais sobre como foi a aula dela e já dava para ver a empolgação na elaboração das aulas e atividades. Em alguns dias a Melissa ficou na Triunfo em uma turma diferente da qual a Thais estagiava mas depois ela colocou a Melissa para estudar em outra escola, Escola Sonho Azul, assim ela conseguia estagiar/trabalhar. Em Dezembro fui com a Thais e Tatiane no encerramento das aulas da Melissa na Sonho Azul, a Thais era bem coruja e ficava orgulhosa da evolução e do comportamento da filha.

A Thais não estava namorando e ficava meio carente nessas ocasiões, mas em 2018 ela se aproximou de vários amigos e amigas diferentes, ia para baladas, fazia festas na casa de alguém, mesmo com a Melissa o que eu às vezes implicava com ela. Uma das pessoas que se aproximou mais foi a Monica, uma amiga que também estudava na UniBrasil. Elas foram se aproximando, a Monica gostava bastante da Thais e da Melissa e surgiu uma relação muito bonita entre as duas. Elas se gostavam muito. Desde o início de 2018 a Monica estava sempre por perto.

No dia 08 de Setembro fizemos um passeio de um dia: Thais, Melissa, Rosi e eu. Saímos de Curitiba de carro, almoçamos em Morretes e depois fomos até Antonina. Além do Barreado no almoço, que a Thais adora, tiramos fotos bem legais em Antonina, algumas numa parte alta do Centro com o mar ao fundo e outras na Ponta da Pita. A Melissa tão pequena caminhando e brincando, foi bem legal.

Ainda em Setembro, a Thais foi para Matinhos com a Melissa, Monica, Marcia (mãe da Monica) e Ana. Como a Thais gostava de praia... e a Melissa já ia pegando gosto, mesmo com menos de 2 anos.

Em Outubro de 2018 a Thais também deu continuidade ao que seria uma tradição, a festa de aniversário da Melissa. Como gostava de comemorar a vida da filha! Desta vez o tema foi Unicórnio, e a Melissa estava linda de roupa branca, detalhes em dourado e tiara de unicórnio.

No Natal fomos para a Lapa e fizemos, pelo terceiro ano, a foto clássica da família: Thais, Melissa, Tatiane e Vanderlei.

Em Janeiro de 2019 fomos para Foz do Iguaçu. O Gustavo, sua mãe Elaine e seus irmãos estavam morando em Santa Terezinha de Itaipú (cidade vizinha a Foz). A Elaine sempre gostou muito da Melissa, estava com saudades e nos convidou parar passar uns dias por lá. Ofereceu hospedagem na casa dela e poderíamos visitar os pontos turísticos da região. Fomos de carro: Thais, Melissa, Tatiane, Vanderlei e Rosi.

As minhas filhas nunca haviam ido para Foz antes e eu queria muito levá-las às Cataratas que eu tinha conhecido em 2008 e acho um dos lugares mais belos do mundo. Fomos em vários lugares. Nas Cataratas, Thais e Tatiane foram no Macuco Safari (passeio de barco próximo às cachoeiras) enquanto Rosi e Vanderlei foram no passeio de helicóptero. A Melissa não foi nesse dia. Depois nos juntamos e fizemos os 4 juntos o passeio pela trilha que "margeia" as cachoeiras. Belas fotos e momentos especiais que passamos juntos.

Também fomos no Parque das Aves, desta vez com a Melissa mas sem a Rosi que não se dá muito bem com pássaros. Passeamos pelo centro de Santa Terezinha. Visitamos a Hidrelétrica de Itaipú (sem Thais e Melissa). Fomos ao Museu de Cera (só Thais e Tatiane entraram) e em seguida no Ice Bar (os 4). Aliás a Thais gostou demais do bar de gelo, tomou o máximo de drinks que conseguiu e se divertiu lá dentro.

Também fomos de carro para o Paraguai e para a Argentina. No Paraguai fizemos compra em Ciudad del Este (e a Thais sempre gostou de compras). Na Argentina, depois de nos perdermos de carro um pouco pelas ruas de Puerto Iguazú, fomos até o Marco das 3 Fronteiras e jantamos num bom restaurante. A Thais adorou.

De volta em Curitiba, ainda em janeiro, fizemos um passeio bem legal no Parque dos Papagaios que fica em Palmeira-PR. Fomos Thais, Melissa, Tatiane, Monica e eu. As meninas curtiram as piscinas naturais e fizemos tipo um piquenique.

Nesse ano de 2019 a Thais fez mais estágios, um deles foi na Escola Municipal Ko Yamawaki. Ela estagiava de manhã e a Melissa ficava na Escola Sonho Azul no mesmo período. Como agora o Gustavo não estava em Curitiba, à noite (e às vezes à tarde) quem cuidava da Melissa era a Tatiane (tia da Thais). Mas em algumas ocasiões a Melissa foi com a Thais para a faculdade à noite.

Na escola Ko a Thais trabalhava principalmente com as crianças especiais. Se não me engano ela atendeu 2 meninos autistas (Guilherme e Gustavo, um de cada vez) durante o estágio. Ela tinha bastante paciência, adaptava as atividades para eles e a essa altura da vida ela já tinha um carinho todo especial pelos especiais e deficientes. Na mesma época e também por influência da Monica a Thais começou a mostrar sua solidariedade com as minorias, lutava contra o preconceito e a falta de inclusão. Sempre achei linda essa postura da minha filha!

No segundo semestre de 2019 a Thais terminou com a Monica.

Semanas depois, a Thais teve uma crise de ansiedade, ficou mal, sentindo uma dor no peito, falta de ar. Fiquei bem assustado. Alguns dias depois levei ela numa psiquiatra, até tomou alguns medicamentos. A partir daí ela passou a consultar com psicóloga e melhorou.

Em outubro a tradicional festa de aniversário da Melissa. Em 2019 eu estava na Itália no mês de outubro e acompanhei de longe o evento. Mas o fato é que a partir desse ano a Thais incluiu na festa a sua prima Amanda (filha da Tatiane) que faz aniversário no mesmo dia. Então o aniversário foi da Melissa e da Amanda e o tema foi Frozen, as duas estavam vestidas como as personagens Elza e Ana, além da decoração toda especial.

No começo de Novembro a Thais começou a ter tosse e dores no peito. Ficou internada no Hospital XV por alguns dias e os médicos não encontraram a causa da tosse e da dor. Além da dor, ela estava bem angustiada pois estava na reta final da elaboração do TCC. Fez eu levar o notebook dela pro hospital e ficava trabalhando no TCC e conversando pelo telefone com a Valéria que era sua dupla de trabalho. Alguns amigos foram visitar a Thais no hospital nesses dias, um deles foi o Luis. Dias depois a Thais e o Luis começaram a namorar.

No final do mês enfim a apresentação do TCC na UniBrasil. A Thais chamou várias pessoas para assistir, foi até engraçado porque ninguém levou tantos convidados. O tema foi "A IMIGRAÇÃO HAITIANA NO CONTEXTO EDUCACIONAL DAS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE CURITIBA - PR: PERSPECTIVAS E DESAFIOS". Thais e Valéria apresentaram muito bem e foram aprovadas. Aquela era a última matéria que faltava e a Thais estava muito feliz com a conclusão da faculdade. Depois da apresentação a Thais juntou a galera numa pizzaria para comemorar.

Em Dezembro de 2019 finalmente a Thais foi comunicada que conseguiu uma vaga para a Melissa no CMEI da prefeitura, para 2020. Ficou super feliz com a notícia. Não foi muito fácil pra Thais ter que pagar escola pra Melissa até então.

No Natal fomos para a Lapa novamente mas desta vez a Melissa não estava conosco pois estava passando uns dias com a Elaine em Santa Terezinha. Acabou que as meninas e eu não fizemos a foto só nós 3, então a foto do ano anterior (2018) acabou sendo a última com nós 4 juntos.

Em janeiro de 2020 Thais, Melissa e Tatiane foram para a praia de Enseada (São Francisco do Sul) com a Ana e lá acabaram encontrando a turma da prima Amanda (Amanda, Tatiane, Marli) que estava na casa de uma cunhada da Dona Maria.

Mais ou menos nesse mês a Thais terminou com o Luis.

No carnaval, em fevereiro de 2020, fomos (Thais, Melissa, Tatiane, Rosi e Vanderlei) para Piratuba-SC. O principal atrativo da cidade é o Parque Termal com várias piscinas de diferentes temperaturas. Como minhas filhas adoram água, foi um passeio bem proveitoso. Ficamos num apartamento próximo ao parque e íamos a pé.

A Thais havia concluído a faculdade em 2019 e a formatura seria em março de 2020. Em mais uma demonstração de como gostava de comemorar as conquistas, a Thais estava super empolgada com a formatura, fez parte da comissão de formatura e organizou várias coisas.

A colação foi dia 11/03/2020 na Ópera de Arame. Minha filha estava linda de beca e muito feliz. Ela fez/conduziu o juramento dos formandos de Pedagogia. Também entregou para mim e para a mãe dela uma placa de homenagem aos Pais, na placa além da foto dela de beca, havia uma mensagem onde dedicava a conquista aos pais. Que orgulho da Thais!

O baile foi no dia 13/03, no salão de festas da Belloni Eventos (anexo ao Jockey Club). A Thais estava de vestido preto e curtiu cada momento com os formandos e todos os seus convidados. A Melissa estava com um vestido azul e era a princesinha da festa (apesar de ter dormido a maior parte do tempo). Tive a honra de participar entrando junto com a Thais no salão, quando era anunciado cada formando e recebido pelo público, e em seguida dancei valsa com a minha filha. Foi bem legal. A segunda valsa a Thais dançou com o Alisson, marido da Mayb (prima da Thais).

A essa altura do ano a pandemia de COVID-19 começava a se espalhar mais rápido no Brasil e as pessoas começaram a praticar isolamento social, usar máscaras e se iniciaram decretos municipais proibindo aglomerações, festas, comércios ficaram fechados, etc. Podemos dizer que foi até sorte ter dado tempo de realizar a colação e o baile de formatura antes da prefeitura proibir esse tipo de evento. Lembro que o baile foi numa sexta, no sábado fomos numa pizzaria comemorar o aniversário da Tatiane e cerca de 4 ou 5 dias depois fechou quase tudo. Várias pessoas passaram a trabalhar de casa (home office), aulas virtuais e coisas desse tipo. Muitos casos de COVID no Brasil todo e muitos internamentos.

Também em março a Thais foi chamada num concurso da Prefeitura de Pinhais, ela seria educadora com contrato temporário de 1 ano. Mas antes de ser de fato designada para uma escola, em abril e devido à pandemia, foi desconvocada. Claro que a Thais ficou bem desapontada pois ela não via a hora de trabalhar agora que estava formada.

As semanas se passavam, eu trabalhando em casa, a Thais e a Melissa também isoladas. A Melissa que tinha ido para a escola presencialmente cerca de 1 mês, passou a ter aulas remotas em março. A Thais passou a tomar conta da filha de uma amiga dela, ela ia com a Melissa na casa dessa amiga para cuidar da pequena Eloá. Lá a Thais conheceu o Welisson, tio da Eloá, e começaram a namorar.

Depois de algum tempo a Thais decidiu ir morar com o Welisson. Eu não gostei da ideia pois mal conhecia ele e achei precipitado da parte da Thais pegar a Melissa e ir morar com um cara, sendo que a Thais estava desempregada e não tinha dinheiro para manter uma casa ou uma família. Fui contra mas não adiantou, ela pegou as coisas dela e foram morar juntos. Ela me disse: "Deixa eu tentar, Pai. Se não der certo sei que você vai estar aqui para me receber de volta.".

Em 2020 nas férias de julho eu tinha planos de viajar com as meninas para a Europa. A Thais queria conhecer Londres e a Tatiane conhecer Paris. Infelizmente a pandemia nos fez adiar. Fico triste por não ter levado a Pequena para essa viagem, apesar de ela estar bem apreensiva se conseguiria ficar tantas horas num avião.

Em outubro o tema do aniversário da Melissa foi Lady Bug, que era a personagem que a Melissa assistia com frequência e adorava. Melissa e Amanda com vestido vermelho com bolinhas pretas, igual o uniforme da Lady Bug. A Thais estava com um vestido preto com bolinhas vermelhas. A decoração também estava bem temática. Nesse ano até eu comprei alguns itens para a decoração. Foi uma bela celebração, bem organizada pela Thais e bem curtida por todos.

No Natal de 2020 não fomos para a Lapa, afinal era necessário manter o isolamento e evitar aglomerações, até para não infectar os mais velhos.

Em 2021, no mês de fevereiro eu peguei férias e fui com as meninas para a praia de Ipanema, aqui no Paraná. Ainda eram necessário muitos cuidados por conta da COVID, como uso de máscara, álcool gel, etc. Quando eu estava planejando e reservando a casa, a Thais veio me dizer que não poderia ir, que tinha que cuidar da Eloá e que era para eu ir apenas com a Tatiane e Melissa. Eu tive que insistir bastante para ela conseguir um jeito de ir, afinal eu sempre tento passar alguns dias das férias de janeiro com as meninas e como sei que gostam de praia, normalmente vamos para um lugar assim.

Felizmente eu a convenci, então fomos passear em Ipanema: Thais, Melissa, Tatiane e eu. Foram 4 dias bem legais, de 08 a 11/02, onde passamos ótimos momentos em família. Brincamos na praia, a Melissa se divertiu e lembro bem como a Thais curtiu o rodízio de pizza e costela (minha comilona ;-)). Como eu iria imaginar que aquele seria nosso último passeio em família e que a Pequena nos deixaria pouco mais de 3 meses depois?

Alguns dias depois uma ótima notícia, a Thais foi convocada novamente para trabalhar em Pinhais, referente ao concurso de Educadora Infantil que ela havia feito no final de 2019.

Começou a trabalhar no CMEI Helena Kolody em Pinhais no início de Março e estava muito feliz. A Thais gostava de verdade de trabalhar como professora de crianças. Como o CMEI era bem pertinho da casa da sua tia Tatiane, a Melissa ficava lá pois as aulas da Melissa ainda não haviam voltado ao presencial. Mas o fato é que a pandemia continuava e a própria Thais passou a trabalhar mais remoto que presencial. Ficava de casa preparando atividades e acompanhando as tarefas dos alunos dela, além de cuidar da Melissa em paralelo.

Apesar de estar morando com o Welisson, a Thais sempre vinha na minha casa um dia da semana ficar comigo e trazer a Melissa. Ela veio no aniversário da Tatiane dia 14/03 e também no dia 28/03 que era o primeiro sábado após o aniversário da Thais. Foi legal, eu comprei um bolo e passamos juntos nós 4 e o Wesley, namorado da Tatiane. O seu último aniversário foi comemorado com muito amor, de forma simples mas sempre comemorado, como fazíamos desde o primeiro ano de idade da Thais.

Não lembro o dia exato, acho que foi 22/04/2021 a Thais brigou com o Welisson e veio para a minha casa, trazendo seus pertences. Thais e Melissa estavam morando comigo novamente, mas a Thais havia pegado COVID e foi ficando ruim até que no dia 30/04 estava com dificuldade para respirar e foi internada na UPA Boa Vista, depois foi transferida para o Hospital Vitória. Foi entubada, lutou muito pela vida mas infelizmente ela não resistiu.

Ficamos muito tristes com a sua partida. O meu coração de pai ficou partido, assim como o coração de todos que a amavam. Foi difícil contar para a Melissa, mas apesar de triste a pequena Melissa entendeu que a mãe dela (a pessoa que ela mais amava) agora é uma estrelinha e que está lá no céu olhando para nós. A Thais teve uma vida intensa, tinha um sorriso fácil e contagiava as pessoas com sua alegria e também conversava e dava conselhos pois adorava ajudar os outros. Uma menina/mulher adorável. Obrigado por tudo minha filha. Nós te amamos muito! Você estará sempre nos nossos corações.

Histórico da Doença e a Despedida

No dia 13/04/2021 a Thais estava mal. Foi ao médico e já começou o isolamento em casa. Estava com COVID-19. Nas semanas seguintes melhorou um pouco mas foi ficando mal de novo. No dia 30/04 ela estava com dificuldade de respirar. Foi ao posto de saúde Bairro Alto, lá já começou com o oxigênio e foi levada de ambulância para a UPA Boa Vista.

Passou a noite lá e no dia 01/05 à noite foi internada no hospital Vitória, no bairro CIC. A respiração só piorava. O pulmão estava com mais de 80% afetado. No dia 03/05 a respiração por máscara não estava suficiente e ela foi entubada (Antes de ser entubada a assistente social do hospital fez uma chamada de vídeo comigo, foi a última vez que falei com a Thais e ela se mostrou generosa dizendo que as enfermeiras estavam cuidando bem dela lá e recomendou para eu cuidar da Mel). Aí fizeram a tomografia e o diagnóstico oficial foi "Infecção bacteriana pulmonar associada ao COVID".

Ela seguiu entubada nos dias que se seguiram. A primeira infecção regrediu. Tentaram desentubá-la a partir do dia 07/05 mas quando reduziam a sedação (é necessário estar consciente para respirar sem ajuda do aparelho) a Thais ficava muito agitada e não era possível. No dia 10/05 a Rosi e eu pudemos conversar pessoalmente com a médica e visitar a Thais bem rápido. Difícil ver a filha entubada e inconsciente! A partir do dia 11/05 foi detectada uma nova infecção bacteriana, desta vez uma bactéria hospitalar super resistente.

No final de semana de 15 e 16/05 a Thais não melhorou. No dia 17/05 conversamos com a médica e a notícia era péssima. Chegaram ao máximo de antibióticos possível e o pulmão da Thais não estava melhorando. Foi feita a traqueostomia nesse dia. O pulmão estava praticamente 100% comprometido. Devido ao excesso e tempo de inflamação, começou a ocorrer fibrose nos alvéolos pulmonares. Nesse dia a Ana e eu pudemos visitar a Thais, foi a última vez que a vi com vida.

No dia 19/05 a psicóloga do hospital concordou que fizéssemos mais uma visita à Thais, chamei a Fabiane (mãe) e a Tatiane (irmã) para a verem. Não sabíamos mas foi uma despedida. No dia 19/05/21 às 20:50 a minha querida Thais não resistiu e nos deixou.

O velório da Thais foi no dia 20/05 na Capela da Luz (próxima ao Cemitério Municipal). Várias pessoas foram se despedir pois a Thais era uma menina muito querida e distribuía alegria por onde passava. O corpo dela foi sepultado no Cemitério Vertical.

O Tempo Se Transforma em Memória

(Texto escrito por Valquíria Zaror, uma das melhores amigas da Thais)

Conheci a Thais de uma forma inusitada e bem aleatória. Foi em junho ou julho de 2014 (essa data é bem aproximada. Já tinha feito a minha primeira cirurgia da coluna há pouco mais de um ano e já podia sair de casa para realizar as minhas atividades.). Era um sábado ensolarado, final de tarde e estava dentro do ônibus Hugo Lange que se encontrava estacionado no Terminal do Bairro Alto. Era dia de ir à igreja, era dia de aproveitar a Rede Jovem na Comunidade Cristã de Curitiba. Na época, a Thais e eu íamos na mesma igreja.

Enquanto aguardava o horário do ônibus sair do Terminal - com fones de ouvido e sentada em um banco de um lugar - chega uma guria iluminada, cheia de energia e vitalidade falando sem parar. Parecia que ela tinha certeza de que estava conversando com a pessoa certa. 

Fiquei olhando para ela sem entender o que queria dizer, mas parecia que ela estava conversando com uma amiga de longa data. Afinal, eu nunca tinha a visto antes. Assim que a Taay concluiu, eu com a maior ingenuidade perguntei “Desculpe, mas eu te conheço?”.

Lembro que ela só me olhou com uma cara e respondeu “Mas você não é a Fulana lá da Rede Jovem da CCC?”. Respondi “Não! Sou a Valquíria, mas vou na Rede Jovem também!”.

A partir daí, não paramos de nos falar. Era todo dia. Gostava de estar perto da Thais. Desde conversar bobagens do dia a dia até coisas sérias. 

Ainda me lembro da pureza que a Thais tinha. De sempre acreditar fielmente que os outros estão dizendo a verdade. Era uma coisa que sempre admirei nela. 

Recordo-me quando a Taay engravidou da Melissa. Foi um susto, mas ao mesmo tempo uma surpresa agradável. Foram meses que passaram rápido demais e quando a Mel veio ao mundo vi como a Thais era uma super mãe. Uma mãe coruja. E o quanto ela confiava em mim para deixar a Mel em meus cuidados para que ela terminasse o que precisava fazer. 

Os anos se passaram e quando chegou a pandemia vi uma outra face da Thais. O quanto ela achava injusto o que esse vírus vinha causando para o mundo. Nesta época, estávamos combinando quando iríamos nos encontrar. 

Ela sempre dizia: “Ai amiga! Não é justo tanta gente boa morrendo por causa do Corona.”. Realmente, muitas pessoas boas se foram. E ela foi uma dessas pessoas boas. 

No dia 19/05/21 eu iria mandar mensagem para a Thais dizendo que tinha conseguido alta da depressão, mas recebi a notícia de que a minha melhor amiga tinha descansado. Logo que acabou a minha consulta, entrei nas redes sociais e vi a notícia que a Taay tinha partido. Eu iria compartilhar o momento de alegria com ela, mas não deu. 

Só de lembrar deste dia choro de tristeza, mas não dói tanto quanto antes. Sinto falta de estar com a Thais. De poder conversar, de poder sair e apreciar uma tarde com ela e a Mel. 

É duro lembrar que já não podemos compartilhar momentos de alegria, passando perrengue e depois dar risadas gostosas ao lembrar dos momentos de constrangimento que passamos. 

Hoje, dia 01 de maio de 2023, eu, Valquíria Zaror, escrevi essas palavras para a Thais Santos de Castro. Aquela guria que, quando me chamava, pulava o “Oi, tudo bem?” e dizia “Ai amiga! Tô com saudade!”.

Sinto muita falta de poder estar com ela e poder escutar a sua voz. Espero que nos encontremos no Paraíso. 

Com muito orgulho e com muito mais saudades, posso dizer que foi amiga, confidente e uma irmã do coração. Essa mulher incrível que foi a Taay. Irei cumprir o que prometi para ela. 

Agora em abril/2023 teve show da Ana Carolina em Curitiba. Foi no Teatro Positivo. Quando comprei meu ingresso, pensei na hora na Taay. Estava tão feliz que automaticamente pensei "vou comprar um pra Taay também". Só que segundos depois fiquei triste.. mas sabia que ela estava me olhando lá do Céu.

Ao escrever essas palavras e conversando com o Vanderlei (pai da Thais), eu disse "Assim que acabar a minha missão aqui na terra, quero chegar no Céu/Paraíso, quero ver a Thais e gritar junto com ela em um único som "AMIGAAA!! QUE SAUDADE!!!".

O Paraíso é o nosso paradeiro” – O Tempo Se Transforma em Memória – Ana Carolina.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Viagem para Gramado-RS de Carro

Em 2014 eu já havia ido para Gramado com as Meninas. Na ocasião fomos de avião até Porto Alegre e de ônibus até Gramado. Nós gostamos bastante da cidade e queríamos voltar. Então agora em julho de 2022 pude voltar. Desta vez fui com a Melissa e com a Rosi. A Tatiane começou a trabalhar às vésperas da viagem então infelizmente ela ficou de fora desta.

Não posso deixar de falar que lembrei bastante da Thais nesta viagem. Em 2014 a Thais curtiu demais a viagem para Gramado. E agora em 2022 poder levar a Melissa foi bom pois pude estar em alguns dos mesmos lugares que a Pequena gostou, desta vez com a Pequenininha. O Pedalinho no Lago Negro, O Parque Terra Mágina Florybal, o restaurante Chateau de La Foundie... Tenho certeza que lá de cima a Thais ficou feliz em ver a Melissa curtindo o mesmo lugar que ela curtiu há alguns anos.

Bom, até pela incerteza da ida da Tatiane nós não compramos passagens aéreas desta vez. Decidimos ir de carro. Com a vantagem que a circulação em Gramado e arredores ficaria facilitada. Para ir de carro de Curitiba até Gramado são cerca de 10 horas de viagem. Achamos que seria muito puxado para a Melissa, então definimos uma parada para dormir na ida em Laguna-SC e outra na volta em Lages-SC. A Rosi que gosta de pegar estrada me ajudou com essas ideias e organização ❤.

A aventura começou dia 23/07 - sábado. Saímos de Curitiba na metade da manhã. Almoçamos na Parada Bavária, próximo a Joinville (comida alemã e por um preço acessível, recomendo!). Pegamos engarrafamento na BR 101, aparentemente por conta de obras na pista e isso nos atrasou cerca de 1 hora. Chegamos em Laguna quando estava começando a escurecer. Fizemos o Chek-in no Hotel Atlântico Sul, deixamos as malas no quarto e acabamos jantando no restaurante do próprio hotel.

24/07. Tomamos café da manhã no hotel, fizemos o check-out e fomos para o Centro de Laguna. Lá visitamos o Museu Casa de Anita. Esse museu estava fechado em Outubro de 2020, quando Rosi e eu estivemos na cidade, mas desta vez estava aberto. Depois andamos mais um pouco pelo Centro Histórico, passando na casa onde a Anita de fato morou (o Museu é a casa onde ela se arrumou para o casamento) e no Letreiro de Laguna.

Pegamos a estrada rumo a Gramado. Paramos para almoçar no restaurante Maneca na cidade de Araranguá-SC. Chegando em Gramado, ficamos na Pousada Tradição. Na verdade não é exatamente uma pousada mas quartos de aluguel. Tudo muito bem estruturado e cuidado pela proprietária Eliane que mora no mesmo terreno, abaixo dos quartos. À noite fomos jantar numa hamburgueria no mesmo bairro Varzea Grande. Era hamburgueria e armazém juntos. O hamburguer era realmente muito gostoso.

25/07. Fomos até o Centro de Gramado. Começamos pela Praça das Etnias, onde é possível comprar pães e cucas dos imigrantes. O legal é que os produtos saem dos fornos ali mesmo na hora. Fomos até a Rua Torta, que é bem perto e tiramos algumas fotos. Depois andamos pela Rua Borges de Medeiros, a principal rua do Centro. Andamos também na Rua Coberta e depois fomos até o Restaurante Chateau de La Foundie, onde nosso almoço foi Sequência de Foundie (foundie de queijo, carne assada na pedra e foundie de chocolate). Realmente eu aprecio muito essa comida, estava ótimo. Apenas os garçons estavam um pouco atrapalhados e demoraram um pouco para trazer a comida mas nada demais.

Depois fomos até o Lago Negro. Eu queria levar a Melissa para andar de Pedalinho. Ao contrário de 2014, desta vez o Parque Lago Negro (e a cidade em geral) estava bem cheio de turistas. Tinha fila para entrar no Pedalinho e o preço tá inflacionado: R$ 50,00 para duas pessoas por 20 minutos. De qualquer forma, foi divertido e a Melissa gostou bastante. A Rosi ficou de fotógrafa ;-)

26/07. Fomos até o Parque Terra Mágica Florybal, em Canela-RS, que é cidade vizinha de Gramado. De 2014 para cá o Parque melhorou bastante, está com uma estrutura bem melhor. O valor da entrada está muito mais caro também: R$ 120,00 para adulto e R$ 60,00 para criança. Tinha muita gente. Mesmo assim, a Melissa se divertiu. O que ela mais gostou foi o Mago e o brinquedo "radical" que gira num mini parque de diversões. Também tirou fotos com os dinossauros, princesa e várias outras coisas.

Saindo do Parque, fomos até o Centro de Canela. Visitamos a Igreja Nossa Senhora de Lourdes, tiramos algumas fotos ali na frente. Voltamos para Gramado na hora do rush, e pegamos algum trânsito. Jantamos no Galeto Mamma Mia, especializado em galeto e massas. Comida muito boa. Sopa de Capeletti de entrada e várias sobremesas saborosas.

27/07. Começamos o dia parando no Pórtico de Entrada de Gramado, que era perto da Pousada. Também tiramos fotos na frente do Cristais de Gramado (fábrica e museu) que fica ali bem próximo. Depois fomos novamente até o Centro de Gramado. Visitamos a Igreja São Pedro e tiramos fotos na frente dela. Passamos pela Fonte do Amor Eterno e pelo Palácio dos Festivais. Almoçamos num restaurante mais a frente na Borges de Medeiros. Depois fomos a algumas lojas comprar chocolate, compramos mais na Florybal.

Mas eu não poderia ir embora de Gramado sem tomar o chocolate quente cremoso da Caracol! O que eu lembrava é que era delicioso (ainda mais depois de provar um chocolate quente bem sem graça em Campos do Jordão em fevereiro). A loja da Caracol que serve chocolate quente não é mais na Rua Coberta, mas na Borges de Medeiros. De fato, é o chocolate quente cremoso mais gostoso que já tomei. A Melissa pediu um foundie de chocolate com morango e a Rosi um chocolate frio, ambos bem saborosos também. Antes de voltar para a Pousada, compramos pão e cuca na Praça das Etnias.

28/07. Saímos de Gramado com destino a Lages. Almoçamos na estrada num restaurante chamado Quiosque da Serra. Não sei que cidade era. Chegamos na Pousada Nativa Lages, deixamos as malas e fomos até o Centro da cidade. Visitamos a Catedral e tiramos algumas fotos. Andamos um pouco pelo centro e fizemos um lanche no Serra Shopping.

29/07. Tomamos café na Pousada. Fizemos um passeio pelo Parque Jonas Ramos. Havia chovido bastante à noite e estava um pouco molhado. O Parque é colado ao Centro, é pequeno e um lugar agradável. Pegamos a estrada com destino a Curitiba. Almoçamos na estrada e terminamos nossa viagem no início da noite.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Cidades de SP e RJ - Santos, Ubatuba, Paraty, Angra dos Reis, Lorena, Campos do Jordão.

As férias de início de ano foram divertidas. Estive em Ipanema (Pontal do Paraná) com as meninas (Melissa, Tatiane e Rosi) e o Wesley de 28 a 31/01. Tá certo que choveu 3 dos 4 dias mas tudo bem. Também com as meninas, fomos para Balneário Piçarras/SC entre 03 e 07/02, com direito a um dia no Parque Aquático Cascanéia (que eu recomendo para crianças e adultos). Eu não conhecia Piçarras e gostei bastante, valeu a pena.

Uma semana depois, Rosi e eu partimos de carro para uma aventura que contabilizou quase 2000 km rodados: passeio por cidades de SP e RJ. Saímos de Curitiba no dia 14/02. Almoçamos na estrada e à tarde chegamos em Santos-SP, na Pousada Beira Mar. Caminhamos um pouco pela orla e conhecemos os jardins que existem por ali. À noite a janta foi hamburguer no shopping.

Em 15/02 subimos de Funicular o Monte Serrat. Uma vista muito bonita da cidade dali. Depois seguimos para o Centro Histórico de Santos: Museu Pelé, Bondinho turístico, Museu do Café, Catedral. Ainda fomos até Ponta da Praia: vimos as balsas de travessia de carros, a ponte do pescador e o letreiro de Santos. A Ponta da Praia é legal porque de um lado dá para ver os grandes navios passando relativamente perto e do outro lado tem uma vista bacana da praia de Santos. À noite, comida de rua: Pastel e milho no pratinho. Esse milho eu não tinha visto em outro lugar, mas basicamente o vendedor tira o milho cozido da espiga com uma faca e coloca num pratinho de plástico, aí a gente come os grãos com garfo.

Em 16/02 fomos até a Praia Gonzaguinha em São Vicente (cidade vizinha de Santos). Na verdade na chegada à Santos eu havia achado essa praia bonita mas quando fomos a praia estava um pouco suja. Voltamos para Santos e caminhamos um pouco na areia e na beira do mar. Almoçamos no shopping e passamos no Estádio do Santos Futebol Clube, onde tiramos algumas fotos externas. Aí pegamos o carro e subimos o Morro José Menino. Chegando lá em cima inventei (A Rosi não foi) de descer com o Teleférico até a praia de São Vicente. Desci e já subi novamente com o Teleférico. No topo desse morro o pessoal faz voo de parapente e tem um mirante muito legal para a praia de Santos, rende ótimas fotos.

Não nos atentamos que o tempo de Santos até Ubatuba-SP, nossa próxima parada, era de quase 5 horas. Saímos de Santos e o GPS nos mandou ir pela BR 116 e não pela 101, que teoricamente era mais perto. Fomos bem até que escureceu, começou a chover e quando chegamos numa serra próxima ao destino ainda pegamos neblina. Foi tenso pois estávamos descendo uma serra com muitas curvas fechadas, no escuro, com chuva e com neblina. Não dava para ir muito rápido e haviam alguns carros atrás de nós ainda. A Rosi dirigiu metade dessa descida e depois trocamos e eu dirigi a outra metade. Acho que a neblina diminuiu quando eu comecei a dirigir, ainda bem pois estava difícil enxergar. Enfim, deu tudo certo e chegamos em Ubatuba, na Pousada Sanremo Inn.

Em 17/02 passeamos por Ubatuba. Fomos até as Ruínas da Lagoinha. Depois fomos atrás da Gruta que Chora na Praia da Sununga, que praia incrível! É uma praia pequena, bonita e com ondas fortes, o que cria um efeito legal quando as ondas batem nas pedras laterais da praia. Comemos pastel de camarão num dos quiosques dali com essa vista maravilhosa. Em seguida fomos até o Mirante do Saco das Ribeiras, onde é possível ver vários barcos numa paisagem bem legal. Para terminar o dia, caminhamos na Praia das Toninhas que é perto da Pousada.

Dia 18/02, acordei cedo e fui caminhar novamente na Praia das Toninhas. A Rosi preferiu não ir. Tomamos café na Pousada e partimos de Ubatuba para Paraty-RJ. Desta vez fomos pela BR 101 e esse trecho de pouco mais de 70 Km é realmente muito bonito. Ficamos na Pousada Viva Brasil. Almoçamos perto da Pousada e fomos até o Centro Histórico. Demos sorte e encontramos a guia do Free Walk Tour em frente à Igreja Matriz (Nossa Senhora dos Remédios). Nesse tour a guia leva os participantes para caminhar pelo Centro Histórico e vai contando fatos históricos da cidade. Ao final cada participante paga o valor que achar conveniente. Bem legal.

No dia 19/02 mais um passeio pelo Centro Histórico: fomos até o Cais, andamos pelas simpáticas ruas, subimos até o Morro do Forte, visitamos o Cemitério e voltamos ao centro para comprar souvenirs. Depois saímos da cidade para o próximo destino: Angra dos Reis-RJ. Também pela BR 101, esse caminho próximo ao mar é bem agradável. Pouco antes de chegar na cidade, paramos no Observatório Nuclear da Usina de Angra. Estrutura bem interessante para os visitantes, entrada gratuita, e mirante para a Usina. Em Angra não ficamos em Pousada mas numa kitnet que alugamos no Airbnb, no bairro Verolme. No final da tarde caminhamos pelo bairro, passamos pela Praia do Verolme (não muito bonita e imprópria para banho) e pelas Marinas que existem ali perto.

Em 20/02 nós fomos até a Ilha de Cataguás. Havíamos agendado com um barco pequeno a saída a partir da Praia do Verolme. Ele cobrou R$ 50,00 por pessoa para levar até a Ilha e depois buscar em horários combinados. A ilha é bem pequena, fica até "apertada" se houverem muitos turistas lá. Em compensação o lugar é muito bonito, com destaque para a cor da água, transparente com tons de azul e verde, realçados se tiver sol. Dá para ver vários peixes por perto e é muito bom ficar ali na água relaxando. Tem uma espécie de pequena lanchonete que serve alguns lanches e porções, além de bebidas. Neste dia percebemos que os lugares mais bonitos de Angra dos Reis parecem ficar nas ilhas, pois no "continente" não vimos nada que chamou muito a atenção.

Voltamos da ilha antes de escurecer e no final da tarde fomos de carro até a Praia do Anil. Essa uma praia continental que tem lá o seu charme mas não tinha nenhum banhista lá, talvez seja imprópria para banho. Não muito longe dali tem uma espécie de mini-porto, talvez isso deixe a água imprópria. Nessa praia estão as estátuas dos três Reis Magos (a cidade teria sido descoberta no dia dos Reis Magos). Pra finalizar o dia fomos jantar no Shopping Piratas.

Dia 21/02 saímos de Angra e fomos para Lorena-SP, onde faríamos uma passagem rápida. Em Lorena almoçamos num restaurante pequeno (não lembro o nome), mas com comida boa e carne assada. Depois fomos até o Mercado Municipal e caminhamos até a Praça Conde Moreira Lima. Estava bem quente em Lorena. Saímos de lá e fomos até Campos do Jordão-SP. Nós não havíamos reservado pousada e acabamos ficando na Pousada FM. Campos do Jordão é tipo a "Gramado" do Sudeste, e a exemplo da cidade gaúcha tem casas em estilo alemão, vende chocolate, foundie, etc. Mas para jantar fomos até o restaurante italiano Nonna Mimi. Restaurante estiloso com decoração legal e comida boa. Comemos lasanha e nhoque. Destaco que apesar de estar no Sudeste, Campos do Jordão é fria devido à altitude.

Em 22/02 saímos para explorar a cidade. Começamos pelo Centro Turístico e o Parque Capivari. Na saída do parque fomos abordados por um cara vendendo um "tour" com uma Agência de Turismo. Esse tour não era muito demorado e levava a alguns locais que queríamos visitar, então contratamos. Saímos de van da Agência no centro e a primeira parada foi a Ducha de Prata (cachoeiras e quedas de água artificiais acessadas por decks e com várias lojinhas em volta), depois passamos com a van próximo a 3 hotéis bem grandes na montanha e subimos até o Pico Itapeva (2035 metros de altitude), onde tem-se uma vista bem legal da região. Pra terminar o tour, a van nos levou na Fábrica de Chocolates Spinassi, onde fizemos uma degustação e compramos alguns chocolates.

Fim de tour com a agência e voltamos ao centro, onde comemos uma deliciosa Sequência de Foundi no Restaurante Supreme Bistrô. Comida boa e preço bom, recomendo. Em seguida pegamos o carro e subimos até o Morro do Elefante, dali tem-se uma vista bem legal do Centro Turístico da cidade. Ainda fomos até o Mosteiro de São João que era meio longe e pegamos trânsito, chegando lá pudemos ver o Recital de Canto Gregoriano, entoado pelas Monjas Beneditinas. Achei interessante e agradável de se ouvir. Para terminar o dia, voltamos ao Centro, tomamos chocolate quente cremoso (achei mais amargo que o de Gramado, não curti muito) e paramos na loja Spinassi para comprar chocolate, licor, etc.

Para finalizar nossa viagem, em 23/02 saímos de Campos do Jordão com destino a Curitiba. Gastamos cerca de 9 horas, incluindo 1 hora de parada para comer. Chegamos bem e satisfeitos após quase 2000 km. Agradecimento especial para a minha querida Rosi pela parceria em mais uma viagem ;-)

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Cidades de Santa Catarina + Torres-RS

10 dias de férias em outubro e uma certa apreensão em viajar em meio à pandemia do Coronavírus. Mas a experiência em Tibagi e Castro um mês antes nos encorajou (Rosi e eu) a colocar o pé (o carro) na estrada novamente. A Rosi sempre tem sugestões de lugares legais para conhecermos e há tempos ela havia me falado do Cânion do Itaimbezinho. Esse cânion fica a aproximadamente 587 km de Curitiba. Já que íamos rodar tantos kms surgiu a ideia de ir parando em outras cidades na volta. Pesquisamos a situação do coronavírus nas cidades candidatas e avaliamos que seria possível viajar e curtir tomando alguns cuidados com relação à aglomeração e uso de medidas preventivas. Das cidades que passamos, a maioria está bem adaptada aos cuidados recomendados pelas autoridades de saúde. Hotéis e restaurantes estão com protocolos bem definidos e a maioria das pessoas está colaborando (apenas Balneário Camboriú destoou com muitas pessoas sem máscaras nas ruas).

Interessante é que saímos de Curitiba com um único hotel reservado, que era na primeira cidade, os demais fomos escolhendo à medida que íamos trocando de cidade. Foi legal porque o roteiro não estava totalmente definido, fomos decidindo a próxima cidade durante a viagem. Ao final, nós visitamos: Praia Grande-SC, Torres-RS, Laguna-SC, Florianópolis-SC, Nova Trento-SC, Balneário Camboriú-SC.

Dia 12/10 saímos de Curitiba cedo, demoramos cerca de 8:30 hs para chegar em Praia Grande-SC, com 1 hr de almoço na estrada em Palhoça. Pegamos um pouco de engarrafamento próximo a Florianópolis. O Cânion do Itaimbezinho fica na divisa entre SC e RS. Nossa base foi a Pousada Vó Liane, na cidade de Praia Grande. Detalhe que a cidade não tem praia e não é grande... Após instalados em um dos confortáveis chalés no meio da natureza, fomos até o centro e fizemos um lanche na Pizzaria Opinião. Eu comi um hamburguer e a Rosi um hot-dog (que é gigante, aliás), comida de primeira.

13/10 havíamos agendado um passeio de balão! Acordamos bem cedo, chegando próximo às 5 hs na agência de turismo. Após reunir as pessoas do mesmo voo, fomos até o local de decolagem. O balão da agência Canyons e Peraus é bem colorido, fica legal nas fotos. O balão comporta 12 pessoas mais o piloto, existem 6 divisões dentro do cesto para os passageiros, é um pouco apertado mas atende bem se a pessoa não for gordinha :-p.

A decolagem do balão é bem suave, lembra um elevador, em pouco tempo estávamos a 1000 metros de altura. E é muito legal a vista lá de cima, começamos o voo pouco depois que o sol nasceu. Como estávamos relativamente próximo dos cânions a vista dos mesmos foi bem legal também. Foi a primeira vez que voamos de balão e gostei bastante. Apenas fui surpreendido (por ser ignorante no assunto mesmo) com a informação de que o piloto não consegue direcionar o balão, ele apenas controla a altura e a direção fica por conta do vento. Eu inocentemente achava que o piloto conseguiria fazer o balão passar por cima dos cânions. A duração do passeio é de quase 1 hora, pousamos próximo à várias plantações e houve brinde com champagne. Valeu a pena! (O valor do passeio foi de 580,00 por pessoa).

Voltamos pra pousada tomar o café da manhã e depois seguimos para o Parque Nacional de Aparados da Serra, onde fica o Cânion do Itaimbezinho. São 23 km de Praia Grande até o Parque. A estrada começa alternando trechos de asfalto com ruas de pedra/terra, mas logo é só pedra, terra, muita poeira e buracos. O carro fica marrom e não tem como ir muito rápido por conta dos buracos e irregularidades.

Chegando ao parque, cuja entrada é gratuita, existem duas trilhas. A primeira é a Trilha do Cotovelo com 6,3 km de extensão (ida e volta). A maior parte do trajeto é feita por uma antiga estrada do parque, o restante do caminho é feito pela borda do cânion. Vista incrível. Voltando ao início do parque, para o lado oposto fica a Trilha do Vértice que tem um trajeto mais curto, com 1,4 km de extensão (ida e volta). A vista deste lado também é bonita e é possível ver a Cascata das Andorinhas, a Cascata Véu da Noiva e o início do Cânion Itaimbezinho, que é em forma de vértice e dá origem ao nome da trilha.

No final dessa segunda trilha haviam algumas placas para "Café do Vô Marçal", decidimos ir até lá. É uma antiga casa de madeira de 1945 onde os moradores montaram uma lanchonete e também vendem artesanato. Além dos lanches (comemos pastel de pinhão e pastel de queijo, café e refrigerante), eles vendem queijo e doces produzidos no próprio local. Quando chegarmos tinha um senhor fazendo doce de leite no fogão à lenha. Inusitado encontrar uma casa dessas no meio "do nada", lembrou um pouco as antigas casa dos meus avós.

Saímos do parque e pegamos a estrada de volta para Praia Grande. No meio do caminho da estrada de pedra está a Trilha do Cânion Índios Coroados. Na verdade nós havíamos parado ali na ida para o Itaimbezinho mas não encontramos o início da trilha. Então na volta paramos novamente e encontramos um grupo de turistas. Eles nos disseram que para iniciar a trilha era necessário pular a cerca. Achamos aquilo bem estranho por ser uma trilha famosa, por que raios tem uma cerca "proibindo" a entrada? Mas pelo que eu consultei depois na internet é normal pular a cerca mesmo. O fato é que pulamos a cerca e seguimos a trilha, são apenas 600 metros de distância, trecho plano. Há apenas uma pequena descida e subida para passar um riacho e logo o campo termina na borda do penhasco com a vista fantástica do cânion... se não fosse o fato de haver muita neblina no local. Não vimos nada! Voltamos para Praia Grande, à noite compramos um lanche na Pizzaria Casarão, que estava bem saboroso.

14/10 tomamos café na Pousada Vó Liane e seguimos para a próxima cidade: Torres-RS. Ficamos no Hotel Farol, no centro e próximo aos paredões rochosos. Almoçamos no Torre Grill, comida deliciosa com frutos do mar, destaque para a casquinha de siri. Caminhamos no entorno da Lagoa do Violão e também no calçadão da Prainha. Depois seguimos a pé até o Parque da Guarita, lá estão 2 dos 3 penhascos à beira mar de Torres, são os chamados Torre do Meio e Torre Sul (daí vem o nome da cidade, Torres). Caminhamos por cima da Torre do Meio. Bela vista e belas fotos, inclusive da Torre Sul que fica ao lado. Jantamos na Pizzaria da Praia, do lado do hotel. A massa da pizza é bem fina e o sabor é ótimo.

15/10 tomamos café no hotel e saímos para caminhar pela areia da Prainha e tirar fotos no letreiro de Torres. Depois seguimos até a próxima cidade: Laguna-SC. Ficamos no Hotel Atlântico Sul, onde já almoçamos no restaurante anexo. Depois fomos até o Mirante do Morro da Glória. Possui 126 metros de altura e é o local mais alto da cidade, por isso é procurado para observação panorâmica da cidade, praias, lagoas, etc. Possui ainda uma imagem de Nossa Senhora da Glória. De lá fomos até o Centro Histórico. Caminhamos por: Igreja Matriz Santo Antonio dos Anjos, Museu Casa de Anita, Letreiro de Laguna, Porto, Mercado Público (por fora), Marco do Tratado de Tordesilhas, Museu Histórico Anita Garibaldi, Estátua da Anita. Voltamos ao Letreiro de Laguna e vimos o por do sol.

16/10 tomamos café no hotel, depois pegamos o carro, atravessamos o canal com a balsa e seguimos até o Farol de Santa Marta. Eu já havia ido para o Farol de Santa Marta em 2012 mas nem sabia que fazia parte de Laguna, o lugar continua lindo. Estacionamos o carro e subimos o morro do Farol. Curtimos o belo visual e tiramos fotos. Depois descemos e almoçamos no Tribo Bar, onde comi um peixe com molho de camarão delicioso e com vista para a praia. Depois curtimos a Prainha do Farol por um tempo e voltamos até Laguna. Paramos para caminhar nos Molhes da Praia da Barra e na areia da Praia do Mar Grosso.

17/10 tomamos café no hotel e seguimos até Florianópolis-SC. A parada em Florianópolis tinha como um dos objetivos visitar a sobrinha da Rosi, que tem uma filha de 9 meses. Ficamos no Centro, Hotel Castelmar, cujo quarto é gigante com 3 ambientes e banheiro. Muito bom. No almoço comi uma saborosa Tainha no restaurante Dona Delícia. À tarde fomos visitar as sobrinhas da Rosi e no final do dia fomos ao Beiramar Shopping e fizemos uma caminhada curta na Avenida Beira Mar Norte.

18/10 tomamos café no hotel e fomos até a Ponte Hercílio Luz, bem próxima ao hotel. Como era domingo, estava liberada a passagem de pedestres e ciclistas. Foi bem legal poder atravessar a ponte pela pista central. Depois pegamos o carro e paramos na Avenida Beira Mar Norte, onde caminhamos com a bela paisagem (apesar do tempo nublado). Em seguida fomos até o Mirante da Lagoa da Conceição e também passamos de carro do lado da Lagoa, ali pertinho das Dunas da Lagoa. Tinha muito carro e desistimos de almoçar por ali por conta da aglomeração. Fomos até o bairro Santo Antonio de Lisboa, que era do outro lado da ilha e almoçamos no Restaurante Chão Batido, com vista para a Baía.

Caminhamos pelo simpático bairro com arquitetura típica açoriana e com o charme de estar margeado pela baía com vários barcos o que dá um plus no visual. Fomos na Igreja Nossa Senhora das Necessidades e no cemitério ao lado. Paramos no Santo Appetito Café para comer um bolo de bergamota com sorvete de gengibre, muito bom. Ainda passamos na Casa da Renda, onde pudemos ver a rendeira trabalhando e a Rosi comprou uma almofada com renda.

19/10 tomamos café no hotel e pegamos a estrada para Nova Trento-SC. Ficamos na CEIC Pousada, hoje reformada, foi um convento e uma espécie de hospital desde 1894 fundado pela Santa Paulina. O casebre de madeira, onde recebia doentes e necessitados, continua no local para visitação. De carro, fomos até o Santuário Santa Paulina. Infelizmente por conta do coronavírus o Santuário em si estava fechado, bem como o Cenário Vivo. Vimos o Santuário por fora. O que estava aberto e visitamos: a Capela Nossa Senhora de Lourdes e o Calvário (subida de um morro onde tem quadros da via sacra e no final a cruz de Jesus e também uma estátua da Santa Paulina). Voltamos para a Pousada e caminhamos no simpático Centro da cidade.

20/10 tomamos café na pousada e fizemos um passeio dentro da própria propriedade: o casebre que era o antigo hospital, o poço ao lado, os jardins. Depois pegamos a estrada e fomos até Balneário Camboriú. Eu não conhecia a cidade, é bonita e vi muitas pessoas bonitas também. Caminhamos na Beira Mar e almoçamos no Cia do Peixe Restaurante, com vista para o mar, bem ao estilo férias mesmo. Depois disso, algumas fotos e retorno para Curitiba. Fim do passeio que passou por 6 cidades e que curtimos demais. Novas descobertas, lugares agradáveis e ótima companhia.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Tibagi e Castro

A pandemia do Coronavirus desincentivou viagens e passeios nos últimos meses. Porém surgiu a ideia de visitar o Cânion Guartelá em Tibagi. Pesquisei junto com a Rosi e percebemos que existe um protocolo para visitar o Parque Estadual do Guartelá, com limitação de número de pessoas, redução de horário, uso de máscara, etc.

Dia 05/09 a Rosi e eu saímos de Curitiba cedo. O Parque fica há aproximadamente 200 Km de Curitiba. Paramos em Castro para almoçar no restaurante Casantiga (comida e ambiente muito bons) e de lá seguimos mais 42 Km até o Parque. Neste primeiro dia havíamos agendado com uma agência de turismo a trilha completa, que só pode ser feita junto com guia credenciado. O percurso é de 9 km e contempla uma parte diferente do parque (além da trilha básica, que não necessita de guia). É cansativo, principalmente porque a parte final da caminhada consiste em aproximadamente 1 km de subida, mas vale a pena. O parque é muito bonito e oferece algumas vistas bem legais do Rio Iapó e das montanhas.

No final da tarde fomos até o Centro de Tibagi, onde ficamos hospedados no Hotel Formigas na Figueira. Hotel limpo e confortável, porém para nosso azar o bar/lanchonete que fica bem próximo estava animado e tivemos som alto madrugada a fora. O jantar foi um café colonial no restaurante anexo ao Supermercado Cristal.

O dia 06/09 começou com uma caminhada no Centro de Tibagi, tudo perto pois o hotel fica no Centro Histórico. Começamos pela Ladeira do Paredão, que tem uma bela vista do Rio Tibagi. Em seguidas passamos na Praça Leopoldo Mercer, Igreja Matriz, Biblioteca Municipal, Teatro Municipal, Prefeitura, Museu Histórico.

Cerca de 1 km do Centro fica o Mirante do Rio Tibagi, paramos para algumas fotos. É possível avistar o rio e também uma pequena usina hidrelétrica. Dali rodamos 18 Km até o Parque Guartelá, desta vez para fazer a trilha básica. O percurso é de 5 km e fomos até a Cachoeira da Ponte de Pedra e por último paramos nos panelões do Sumidouro (espécie de piscinas/banheiras naturais) onde é possível banhar-se. A água estava gelada mas o clima estava quente, é um lugar bom para relaxar e descansar da caminhada.

Final da tarde fomos até Castro, onde ficamos hospedados na Pousada Rota dos Tropeiros. Local limpo, confortável e silencioso. O Jantar foi numa pizzaria bem perto da Pousada (Pizzaria Besten se não me engano). Pizza boa, com preço acima da média.

07/09 é feriado e começamos pela Prainha do Rio Iapó. Há poucos metros da pousada, trata-se de um balneário fluvial com uma estrutura de lazer a seu redor. Rende boas fotos. Depois, de carro, fomos ao Centro Cultural Castrolanda. Fica há 10 km do Centro e é um dos cartões postais da cidade. Estava fechado, por conta do coronavirus imagino, mas valeu pelas fotos.

Depois voltamos até o Centro Histórico e passamos por algumas construções históricas: Praça Manoel Ribas, Teatro Bento Mussurunga, Museu do Tropeiro, Casa de Sinhara, Colégio São José, Igreja Sant'Ana. Todos os pontos bem próximos. Em seguida fomos de carro até o Morro do Cristo. Lá de cima é possível ter uma bela vista da cidade, principalmente do Parque Lacustre.

Almoçamos novamente no Restaurante Casantiga, agora com mais calma. Nesse dia havia um buffet bem variado. Comi bem e bastante. Por último íamos até o Parque Lacustre mas estava interditado (provavelmente para evitar aglomerações). Então o jeito foi pegar a estrada de volta para Curitiba. Tibagi e Castro são cidades bem simpáticas e relativamente perto de Curitiba, recomendo.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Primeira Vez na Europa: Itália

Depois de ir aos Estados Unidos em 2018 e curtir bastante, em 2019 planejei junto com a Rosi uma viagem para a Europa. O destino escolhido foi a Itália. País com muita história e além disso a terra natal dos meus antecedentes maternos. Durante 19 dias na Itália passeamos em 12 cidades (+ Belluno que paramos para almoçar no caminho entre Venezia e Cortina D'Ampezzo).

Saímos de Curitiba no meio da manhã do dia 29/09, fizemos conexão em Guarulhos e à tarde decolamos com a companhia AlItalia em voo direto (com duração de 11 horas) para Roma. 11 horas num avião é bastante coisa mas como voamos em direção à noite - na Itália é 5 horas mais tarde que o Brasil - acabamos dormindo um bom trecho da viagem.

Roma e Vaticano - 30/09 a 02/10

Chegamos no Aeroporto Fiumicino de Roma por volta de 6:20 no horário local. Dali optamos por ir de ônibus até a Estação Termini no Centro. É muito prático, 3 ou 4 companhias fazem esse trajeto de ônibus por cerca de 6 euros. Da Estação Termini caminhamos até o Hotel Friendship Place que era bem perto.

Depois saímos para caminhar, passando por: Praça da República, Igreja Santa Maria degli Angeli e dei Martiri (a primeira igreja grande, alta e bonita das várias que iríamos ver na Itália), Fórum de Trajano (vista só por fora) que é parte do Fórum Romano, Praça Venezia, Monumento Vittorio Emanuele II, Fontana di Trevi. Nesse primeiro dia já deu para perceber que Roma tem muitos lugares bonitos e de arquitetura incrível. Também notamos muitos turistas e um trânsito bem confuso (posteriormente perceberíamos o mesmo nas outras cidades).

No dia seguinte fomos ao cartão postal de Roma: o Coliseu. Muitos turistas, mas como compramos o ingresso ainda no Brasil foi rápido para entrar. Gostamos bastante do Coliseu. O lugar remete à muita história e os detalhes impressionam. É impossível não ficar imaginando como era esse anfiteatro na época do seu funcionamento pleno. Tiramos várias fotos dentro e depois fora. Do lado do Coliseu está o Arco de Constantino, que também rende fotos legais com o Coliseu ao fundo. Depois fomos ao Palatino e ao Fórum Romano, ambos incluídos no mesmo ingresso do Coliseu. Cara, esses lugares são enormes e a caminhada foi longa! Tem muitas ruínas do que eram esses locais no passado, o Palatino é uma colina onde os imperadores construíram casas para morar e o Fórum Romano era o centro político e comercial da população, ou seja, o lugar onde Roma começou a existir. Caminhando e passando por vários pontos interessantes, a visita acabou justamente no Fórum de Trajano que havíamos visto por fora no dia anterior.

Nesse mesmo dia fomos até a igreja St. Patrick para retirar os convites para a audiência com o Papa que acontece toda quarta-feira no Vaticano. Começar a viagem por Roma foi pensado para estarmos numa quarta-feira por ali. Eu havia solicitado os convites pela internet ainda no Brasil e chegando na igreja havia uma pequena fila e meu nome estava na lista. O convite é gratuito mas ficou bem chato ter uma placa do lado da mesa de entrega sugerindo uma doação de 5 euros por pessoa, quase todos se sentem obrigados a doar. Mas enfim... Antes de voltar ao hotel passamos na gelateria Grom. A Rosi pegou um de nocciola (avelã) e eu de mirtilo. Realmente os gelatos da Grom são muito saborosos!

Dia 02/10 acordamos cedo para ir até o Vaticano, na audiência com o Papa Francisco. Fomos da estação Termini até o Vaticano de metrô. Chegando na Praça São Pedro, fila para passar pelo detector de metal. Entramos e fomos procurar uma cadeira perto de um dos "corredores" por onde passa o Papa-Móvel. Para a audiência é feito o controle de acesso à praça e são colocadas muitas cadeiras para as pessoas sentarem. Eu na minha inocência imaginava uma audiência com 3000 pessoas mas na verdade haviam mais de 10000 pessoas nessa audiência, uma galera! Estava um sol bem forte, num dos poucos dias de calor que tivemos na Itália. Ao pegar os convites no dia anterior, a pessoa que entrega sugere chegar 2 horas antes, creio que chegamos na cadeira cerca de 1 hora antes e pegamos um lugar bom.

Chegado o horário, surge o Papa no Papa-Móvel e começa a andar nos espaços/corredores entre as cadeiras. O pessoal fica maluco para ver o Papa de perto, ficam em pé na cadeira e tudo. Ele passou a uns 4 metros de nós. Finalmente ele chega na frente da Basílica de São Pedro, que tem uma escada próxima e o deixa num nível mais alto que o público, e senta numa cadeira preparada para ele. Aí começa a audiência, vem uns 7 ou 8 cardeais (ou algo parecido) e um por vez faz uma introdução, cada um em uma língua diferente. Nessa introdução são citados alguns grupos presentes, de cada língua. Da língua portuguesa por exemplo tinha um grupo de Minas Gerais e outro do Espírito Santo. Aí o Papa faz uma espécie de homilia em Italiano e em seguida cita algumas pessoas dos grupos de pelegrinos presentes. A citação/saudação aos grupos de língua espanhola ele mesmo faz. Aí voltam os cardeais e cada um em uma língua resumem a homilia e repetem os citados pelo Papa. Por fim, o Papa abençoa a todos os presentes e também os objetos e se encaminha para ir embora. Antes disso, acaba parando para tirar fotos com alguns grupos dos que ficam mais perto (tem uma área do lado do Papa que parece uma área vip, não sei se são autoridades ou algo assim). Finalmente ele entra no Papa-Móvel e vai embora.

Terminada a audiência, é um mar de gente indo pra todo lado. Tentamos nos afastar um pouco da praça para achar algum restaurante menos concorrido. Entramos num restaurante que não estava muito cheio e, apesar de relativamente caro, comemos bem. Nesse horário caiu uma pancada de chuva, mas parou quando estávamos saindo. Aí voltei para visitar a Basílica de São Pedro e... outra fila grande. Mas fluiu bem, em 20 minutos eu tava passando por outro detector de metais e entrando na igreja. A Basílica é grande e bem bonita, além de ter as criptas de todos (acho) os papas e a cripta de São Pedro. Bem legal visitar a Basílica. Saindo de lá ainda tirei algumas fotos na praça, que é igualmente grande e estilosa.

O Vaticano parece ser sempre cheio quartas e domingos, que são os dias que o Papa aparece ao público. Além disso a Cidade do Vaticano é bem pequena, tanto é que algumas quadras caminhando já estávamos em Roma novamente. Pela falta de tempo não visitamos o Museu do Vaticano nem a Capela Sistina. Ainda perto do Vaticano chegamos ao Castel Sant'Angelo, às margens do Rio Tibre. O castelo é um museu por dentro mas é muito bonito por fora. Valem as fotos aqui e também próximo ou nas pontes que cruzam o rio ali perto.

Dali, ficamos em dúvidas se voltávamos para o hotel a pé ou de ônibus/metrô. Resolvemos ir a pé e foi a melhor decisão pois passamos por alguns lugares bem aconchegantes de Roma. Ruazinhas mais estreitas, ao estilo que iríamos depois encontrar em outras cidades, e chegamos à Praça Navona. Uma praça grande, simpática e cercada por construções clássicas. Depois fomos até o Pantheon, prédio bastante alto, com colunas estilo "romanas" na frente e circular por dentro. É bonito por fora e por dentro. Hoje é utilizado como uma igreja, mas fica cheio de turistas tirando foto. Em seguida, comprei um gelato bem grande, passamos em frente da Fontana di Trevi (cheia de turistas novamente) e voltamos ao hotel.

Napoli e Pompeia - 03 e 04/10

De manhã pegamos um trem rápido da empresa Ítalo e fomos da Estação Termini de Roma até a Estação Napoli Centrale em cerca de 1 hora. Tomamos café perto da estação, deixamos as malas no hotel Departure Rooms&Hostels e saímos caminhar. O centro de Napoli não é bonito, nos chamou a atenção a existência de muito lixo nas ruas (ensacados esperando a coleta ou jogados no chão). Notamos muitos vendedores ambulantes circulando por ali, a maioria negros e provavelmente imigrantes. Mesmo assim, Napoli tem seu charme, o principal deles é a existência de muitas vielas estreitíssimas onde passam carros, bicicletas, motos e pedestres numa largura onde cabe apenas um carro. O trânsito é tão ou mais confuso que em Roma. Caminhar por essas vielas é obrigatório ao visitar a cidade. Nossa primeira parada foi o Duomo (=catedral) di Napoli ou di San Gennaro. A igreja é charmosa por fora e muito bonita por dentro. Na igreja está a capela do tesouro, onde existem vários itens de ouro, prata e pedras preciosas doados por devotos ricos. Ao lado do Duomo está o Museu do Tesouro de San Gennaro que é pago e também visitamos. No museu estão mais tesouros como na capela mas é possível vê-los mais de perto, alguns com pedras preciosas realmente incríveis.

Chegou a hora do almoço e fomos para o lado da Pizzaria da Michele, famosa por aparecer no filme Comer, Rezar, Amar. Já imaginávamos que estaria cheia mas sabíamos que haviam outras pizzarias bem próximas. De fato, imagino que muito turista vai na Michele, olha a fila e entra em uma das outras. Conosco não foi diferente, entramos na Pizzaria D'Angeli. Napoli é famosa por ter a pizza Margherita Original e claro que foi o sabor escolhido por nós. Essa pizza é bem fina e tem as bordas bem altas, é macia e meio "elástica". Eu particularmente adorei essa pizza e achei que foi a melhor que comi na Itália. A Rosi não curtiu muito e durante a viagem preferiu pizzas mais parecidas com as brasileiras.

Almoço concluído, continuamos andando pelas vielas estreitas seguindo o GPS até chegar no Castel Nuovo. A fachada é bem bonita e vale a pena tirar fotos ali. É possível visitar o castelo internamente pagando ingresso e isso dá acesso ao terraço onde é possível ver um porto e o vulcão Vesúvio. Quando chegamos lá estava nublado e optamos por não fazer a visita interna. Demos sorte nessa decisão pois logo em seguida choveu bastante, nem sei se conseguiríamos ver algo do terraço. Colocamos as capas de chuva e fomos até a Praça do Plebiscito. Praça bonita e cercada de construções imponentes. Entramos na Basílica de San Francesco di Paola, voltamos ao centro da praça, tiramos algumas fotos e voltamos caminhando para o hotel. Nesse momento do dia estava chuvoso e frio.

04/10 foi o meu aniversário, o primeiro que comemorei fora do Brasil. Mas eu estava em ótima companhia ;-) Nesse dia tomamos café no hotel e pegamos um trem para Pompeia. Trata-se de um trem municipal da companhia Circumvisuviana, é bem simples mas como é perto (40 minutos) cumpre o que se espera. Aparentemente está sempre cheio de turistas. Chegamos em Pompeia, compramos o ingresso, recebemos um mapa e entramos. O lugar é realmente grande (afinal é um sitio arqueológico de uma cidade inteira que foi soterrada pelo vulcão Vesúvio em 79 DC) e acho que nem é possível visitar tudo em um dia, portanto é interessante tentar planejar bem o trajeto a ser percorrido. Apesar de ter que caminhar muito vale a pena. É impressionante como muita coisa está preservada e dá para ter ideia de como era a vida na cidade, a imaginação trabalha bastante ao visitar Pompeia. Existem lanchonetes/restaurantes estrategicamente localizados dentro de Pompeia para os turistas. Nós almoçamos lá, foi conveniente essa parada na metade do dia para repor as energias e continuar caminhando.

Um dos locais que visitamos à tarde em Pompeia foi o Anfiteatro, com capacidade para 20000 pessoas na época. Além de ser uma bela construção, nesse local houve em 1972 um documentário onde o Pink Floyd gravou algumas músicas para um de seus discos. Existe no local uma exposição sobre as gravações. No final da tarde, pegamos o trem e voltamos a Napoli. Antes de voltar ao hotel paramos numa lanchonete e provamos o doce italiano Cannoli, foi como meu "bolo de aniversário". Confesso que achei um doce bem comum, sei que muita gente gosta mas nem a Rosi nem eu vimos nada demais no Cannoli.

Sorrento e Positano - 05 e 06/10

Dia 5 pela manhã deixamos Napoli e pegamos o trem para Sorrento, cidade da Costa Amalfitana da Itália. Pegamos um trem municipal da mesma companhia que leva até Pompeia (Circumvisuviana) mas desta vez optamos pelo trem que é um pouco mais caro mas com lugar para bagagem, garantia de ir sentado e ar condicionado. Em pouco mais de 1 hora estávamos em Sorrento. Chegamos, caminhamos até o hotel passando por algumas vielas bem estreitas onde só passavam pedestres. Deixamos as bagagens no Seven Hostel & Rooms e voltamos caminhando até o centro de Sorrento. O centro é pequeno mas a cidade é muito simpática. Almoçamos num restaurante bem estiloso, onde comi um peixe já que estávamos numa cidade litorânea. Também tomamos um vinho ótimo no almoço, estávamos num lugar muito bonito onde percebemos a satisfação das nossas férias até aquele momento. Depois exploramos um pouco mais o centro de Sorrento, tiramos fotos próximo à Igreja de San Francesco onde há um "mirante" que fica na beirada do despenhadeiro, imperdível! Ainda visitamos a igreja de San Francesco por dentro rapidamente e tomamos um gelato na Sorveteira Primavera. Voltamos ao hotel observando as peculiaridades das casas durante o caminho.

O dia seguinte era de bate-e-volta em Positano, uma cidade linda e com muitas casas coloridas nos morros ao lado da praia (procure fotos de Positano no Google e entenda). O deslocamento foi em ônibus local e isso foi um pouco custoso pois não achamos muitas informações sobre esse ônibus antes. Saímos do hotel e fomos até um local onde o ônibus passava, logo veio mas o motorista não nos deixou entrar dizendo que precisávamos comprar o ticket antes. Para piorar era domingo e os locais onde vendiam (que não sabíamos ao certo onde eram) pareciam estar fechados. Então caminhamos até a estação ferroviária, lá sim tinha um guichê para comprar os tickets e uma fila enorme! Paciência, compramos os tickets e entramos na fila. Demorou um pouco mas finalmente entramos no ônibus. O caminho tem várias curvas mas é uma vista incrível pois vai por uma estrada que contorna a costa. Aí paramos em Positano, a estrada fica na parte alta do morro e de lá se tem uma vista bonita da cidade e da praia lá embaixo. Caminhamos morro abaixo passando pelas casas e comércios, paramos num restaurante mais ou menos na metade do morro para almoçar. 

Depois de alimentados, paramos na Igreja Santa Maria Assunta para algumas fotos e descemos até a praia. Não é muito extensa mas é bonita, além da vista da praia para as casas no morro ser bem legal. Infelizmente o clima não ajudou muito, estava nublado e um vento um pouco frio. Ficamos algum tempo na praia (eu até cochilei na areia) e depois caminhamos morro acima para tentar descobrir onde o ônibus para voltar até Sorrento parava. Num lance de sorte, os tickets do ônibus eram vendidos na loja onde eu entrei perguntar e o ponto era bem próximo de onde paramos na ida. Voltamos para Sorrento e descansamos para a viagem do próximo dia, que seria longa.

Florença, Pisa, Lucca - 07 a 10/10

Dia 07 saímos de Sorrento para ir até Florença. A exemplo dos outros deslocamentos, fomos de trem. Nesse caso o trem municipal até Napoli (1 hr) e de lá o trem rápido até Florença (3 hs). Chegamos à estação Santa Maria Novella, de lá caminhamos até a acomodação Sgarauella B&B. Foi meio complicado porque o anfitrião não estava lá para nos receber. Fomos almoçar ali perto no restaurante La Grotta de Leo (comi uma pizza boa, a Rosi uma lasanha e tomamos um vinho muito bom) e de lá mandamos e-mail para o cara da acomodação, que nos respondeu onde pegaríamos a chave. Malas na acomodação, fomos explorar a cidade. Florença é uma cidade limpa, agradável, parece ser habitada por classe social alta, tem diversos museus e também muita estátua de homem pelado (pra que isso, né?). Nessa primeira tarde na cidade passamos pela igreja Santa Maria Novella, pela Catedral de Santa Maria del Fiore (que eu apelidei de "bonitona" porque realmente é bem bonita) e a bela Ponte Vecchio (um dos cartões postais da cidade).

No dia seguinte seguimos explorando o centro da cidade, começando pela Piazza (Praça) della Signoria que dizem ser um museu ao ar livre pois tem estátuas muito famosas como uma réplica do David de Michelangelo, além de ser uma bela praça é cheia de turistas. Ali perto, fomos novamente à Ponte Vecchio que fica sobre o Rio Arno e que desde o século XVI é ocupada por joalheiros e ourives. Caminhamos por várias ruas, inclusive uma região que tem várias lojas de grife, coisa fina! Visitamos o Museu Leonardo da Vinci e tive certeza que o cara foi um gênio. Por último passamos na Basilica della Santissima Annunziata.

Dia 09 fomos explorar cidades próximas, começando por Pisa. Fomos de trem até a simpática e pequena cidade. A Torre de Pisa é realmente show, dá para ver melhor que ela é bem inclinada de perto, de longe é um pouco difícil a torre parecer inclinada nas fotos. O legal é que os pontos turísticos estão todos na Praça dos Milagres: Torre de Pisa, Batistério de Pisa, Camposanto Monumentale e Duomo de Pisa. Ao redor da praça está a Muralha de Pisa. Desde 2018 é possível caminhar sobre as muralhas (3 euros por pessoa), e lá fomos nós experimentar. A muralha perto da praça é bem legal pois tem-se a vista dos pontos turísticos, porém ao ir se afastando a vista não é tão interessante. O percurso completo é de 3 km mas depois de 1 km a Rosi já me olhava com cara de "para onde estamos indo?" pois estávamos caminhando para o lado contrário da estação de trem e ainda visitaríamos outra cidade. Andamos quase 2 km sobre a muralha até o próximo ponto de descida e descemos no campus da Universidade de Pisa (Galileo Galilei foi professor lá). Confesso que eu achei o máximo pois quando notamos estávamos andando no meio dos universitários italianos, que saiam do campus. Caminhamos por umas ruazinhas simples e paramos numa lanchonete para lanchar/almoçar. O público da lanchonete eram os estudantes e o preço era barateza, as atendentes não falavam inglês mas nos viramos nos gestos. Barriga cheia ainda deu tempo de passarmos em algumas lojas e em barraquinhas de camelôs para comprar souvenirs. Pisa foi o lugar da Itália com melhor preço para comprar lembranças.

Voltamos à estação de trem e seguimos até a cidade de Lucca, cerca de 17 km dali. É uma cidade murada bem legal. Me lembrou por dentro Cartagena da Colômbia. É uma experiência diferente andar numa cidade assim. O clima estava nublado e garoava em alguns momentos mas conseguimos visitar de boa. A cidade é bem antiga e algumas vias/ruas são bem estreitas, no melhor estilo da Itália. Saímos da parte murada e ainda paramos numa lanchonete tipo "Frango Americano" para lanchar antes de pegar o trem de volta para nossa base em Florença.

No dia 10 ainda tínhamos o período da manhã em Florença antes de partir para Venezia. Tomamos um café da manhã reforçado, andamos mais um pouco pelas charmosas ruas centrais, tiramos mais algumas fotos próximo à Ponte Vecchio e, com as malas, fomos até a estação de trem.

Venezia e Treviso - 10 a 12/10

Saímos de Florença pouco antes do meio dia e com o trem rápido da Ítalo gastamos cerca de 3 horas até chegar em Venezia. Ficamos no hotel Villa Rendina no bairro Mestre, esse bairro é em terra firme e fica há uma estação de trem de distância da parte das ilhas (onde tem os canais e muita água). Até nos alojarmos já estava um pouco tarde mas ainda deu tempo de pegarmos o trem e fazermos um passeio rápido em Venezia. O lugar é realmente encantador.

No dia 11 tomamos café em Mestre e pegamos o trem para Venezia. Chegando lá começamos fazendo um passeio no WaterBus, que é o barco/ônibus do transporte público local. Fizemos um trecho não muito longo mas percorremos um dos grandes canais até chegar na Piazza San Marco (o point turístico de Venezia). A praça é grande, bonita e lotada de turistas. Visitamos a Basilica San Marco por dentro, mais uma igreja alta e de arquitetura impressionante. Notamos que a igreja é um pouco escura por dentro, deve ser pelo tamanho e por ter poucas janelas para a luz entrar. Saímos da praça e a ideia era voltar caminhando pelas ruazinhas até próximo da estação de trem. Acontece que andar pelas ruas de Venezia é divertido e quase impossível não se perder. São ruas estreitas, várias pontes e um ambiente bem agradável. Usamos o GPS em alguns trechos, erramos algumas decisões (para qual lado ir agora?) mas chegamos perto de onde queríamos. Almoçamos num dos vários restaurantes em um beco/viela, o lugar era charmoso. Descobri que um penne ao molho matriciana é extremamente apimentado mas consegui comer tudo. Nesse dia foi engraçado pois o vinho devia ser mais forte, tanto a Rosi quanto eu ficamos um pouco tontos. 

Passamos ainda pela Ponte Rialto e andamos por mais algumas ruas, destaque para as lojas que vendem murano, tem bastante coisa bonita feita desse material. Muitas jóias, enfeites e muito brilho. Uma lembrança de murano tem um preço acessível em Venezia. E as gôndolas? Sim, tem toda uma tradição, os gondoleiros com roupas listradas, muitos turistas curiosos. Observamos os passeios de gôndola e como eu estava com a minha namorada seria algo bem romântico... bem, o fato é que nem a Rosi nem eu achamos esse passeio tão romântico assim, aliado à uma certa concorrência para conseguir a gôndola e um preço salgado (80 euros) não fizemos. 

Antes de pegar o trem de volta ao hotel entramos em um supermercado em Venezia. Supermercados são interessantes para conhecer um pouco da cultura local e aprender palavras do país. Compramos chocolate e também algumas frutas, o que foi muito legal pois o sistema lá é todo self service, o cliente pega a fruta, coloca no saco e pesa, informando na balança o código/número da fruta escolhida. Depois cola a etiqueta com o preço e pronto. Também havia caixa self service mas ficamos inseguros se saberíamos fazer o serviço completo, como não havia muita fila pagamos no caixa normal com uma funcionária. Mas enfim, fizemos uma compra "em italiano". Resumo sobre Venezia: bonita, charmosa, clássica, muitos turistas, muitas lojas. É um lugar único, se tiver oportunidade, vá!

Dia 12 era dia de bate e volta em Treviso, a cidade onde nasceu meu bisavô Joseph Stecca. Pegamos o trem em Mestre e fomos até Treviso, a passagem custa cerca de 4 euros e o trajeto dura menos de 30 minutos, ou seja, é perto. Descemos na estação e caminhamos até a parte mais central. Já no início da caminhada vimos os belos canais da cidade, não tem tantos canais como Venezia mas são bem bonitos. Primeiro fomos em direção ao Duomo de Treviso, a igreja é grande e ao lado (e meio integrada) a ela tem a igreja que seria o Duomo há vários séculos atrás, com várias características na construção ainda da época. Tiramos algumas fotos na Piazza Duomo e caminhamos até a praça central chamada Piazza dei Signori, nessa praça fica a Prefeitura e tem por ali placas que homenageiam pessoas que morreram na guerra.

Dali fomos procurar a Fontana delle Tette, uma fonte de água que tem a imagem de uma mulher de "topless" e que jorra água pelos peitos. Na verdade existem duas, a original de 1559 que está inativa e exposta na praça e a atual (que deu trabalho para achar pois ela fica meio que na parte interna de uma galeria). Enfim, achamos a fonte, bebemos, abastecemos a garrafa de água e seguimos para a loja United Colors of Benetton. Uma loja famosa pelo mundo mas essa de Treviso foi a primeira e é a sede, até entramos para dar uma olhada rápida nas roupas. Nesse momento a fome bateu, a dica que havíamos lido é o Restaurante Da Pino, vizinho da Prefeitura. Comemos lá, o almoço estava bom e havia uma dica especial: comer a sobremesa Tiramissu. Tiramissu é uma sobremesa que leva café e foi criada em Treviso. Gostamos! Até eu que não curto muito café gostei desse doce, é bem melhor que o Canoli por exemplo.

Andamos perto de outros canais, tiramos mais algumas fotos. Passamos ao lado da Igreja San Francesco, tem uma estátua do São Franscisco do lado da igreja que também fotografamos. Em seguida chegamos na Muralha, sim Treviso é cercada por uma antiga muralha. Caminhamos por um trecho interno da muralha, bem legal. Depois voltamos até a estação e pegamos o trem para Venezia. Resumo de Treviso: pequena, calma, organizada. Adorei a cidade do meu bisavô. Ainda aproveitamos o final da tarde para caminhar mais um pouco nas diversas ruelas de Venezia e vimos o pôr do sol por lá, pra fechar com chave de ouro!

Cortina D'ampezzo 13 a 15/10

Tomamos café em Mestre e numa locadora dentro da estação de trem alugamos um carro, o Fiat 500 X. De Mestre seguimos com destino aos Alpes Italianos, mais precisamente à cidade de Cortina D'ampezzo. O trajeto dura cerca de 3 horas. Nós curtimos bastante dirigir nas auto estradas italianas. Tudo muito bem sinalizado, a pista um tapete... Mais ou menos na metade do caminho paramos na cidade de Belluno para almoçar. Não sei se por ser domingo mas a cidade estava meio vazia e muitas lojas fechadas. Encontramos um restaurante bem aconchegante e que, ao contrário das ruas, estava cheio. Comemos bem, demos uma volta rápida a pé pela região e seguimos viagem. Quanto mais nos aproximávamos de Cortina mais bonita ficava a paisagem, o local é cercado de montanhas belíssimas, uma vista incrível. Próximo de Cortina as estradas têm muitas curvas, se vc tem estômago fraco vai ficar enjoado! Chegamos ao Sport Hotel Pocol, um hotel confortável, com uma decoração interessante e com vista para as montanhas. Como o sol estava para se pôr e o hotel não era tão perto do centro optamos por descansar e curtir a vista. Acabamos jantando no próprio hotel, que na verdade fica meio "isolado" de outras propriedades.

No dia 14 acordamos com uma vista privilegiada das montanhas! Tomamos café, pegamos o carro e fomos pela estrada cheia de curvas até chegar no Lago Misurina. Cara, procure no google imagens do Lago Misurina e você vai ficar impressionado, o lugar é muito bonito, a água reflete as árvores e as montanhas. Ali percebemos o quão generosa a natureza foi com os Alpes da Itália. Após curtir bastante a vista e andar ao redor do lago, fomos ao segundo atrativo do dia: subimos de carro uma montanha por uma estrada panorâmica (pedágio de 30 euros) até chegar no Rifugio Auronzo (2333 m de altitude), um refúgio para quem está no topo da cadeia de montanhas chamada Tre Cime di Lavaredo. A subida em si contornando as montanhas tem uma paisagem bem legal, e quando chega lá no topo então... Estacionamos o carro e andamos por mais algumas trilhas na parte alta da montanha. Dá para ver muita coisa legal lá de cima, foi fantástico. 

Na descida da montanha, de carro, me admirei com a admiração da Rosi pelas árvores da região, não parava de tirar fotos delas. Mas de fato, as árvores acabam tendo folhas de 3 colorações diferentes (verde escuro, verde claro, amarelo) e deixam a paisagem bem bonita, ainda mais com as montanhas ao fundo. Imagino que as cores das árvores mudem em outras estações do ano. Ao final do dia, voltando para o hotel paramos no centro de Cortina D'ampezzo e fizemos uma caminhada para conhecer o lugar. Como já estava no final da tarde, logo voltamos para o hotel e jantamos por lá.

Uma das coisas que queríamos fazer em Cortina era andar de teleférico mas como estava fora da temporada de sky quase todos os teleféricos estavam fechados. No centro de informações turísticas nos indicaram um que estaria aberto e não era tão longe. Dia 15 pela manhã fomos até o Teleférico Lagazuoi, que leva montanha acima até chegar no Rifugio Lagazuoi (2752 m de altitude). Infelizmente o clima estava nublado e tinha muita neblina no alto da montanha. Em termos de vista não foi muito legal mas eu pude dizer para a Rosi que estava a levando para as nuvens ;-) e a sensação era justamente essa, pois após subir um tanto não se enxergava nada. Lá de cima parecia que estávamos no meio das nuvens. Estava bem frio e tinha até neve lá em cima, andamos por algumas trilhas próximas ao refúgio mas não fomos muito longe (não dava para enxergar muito à frente por conta da neblina). De qualquer forma valeu a subida. Descemos com o teleférico, pegamos o carro e fomos até o centro de Cortina.

Estávamos com fome e procuramos um lugar para almoçar. Paramos numa pizzaria e resolvi pedir a pizza Marinara. Antes de ir para a Itália li que as pizzas italianas não tinham queijo mas essa Marinara foi a primeira que provei sem queijo de fato. Basicamente vai tomate, alho, óleo, orégano e manjericão. Eu adorei e o queijo não fez falta. A Rosi comeu um hamburguer. Depois caminhamos descompromissados pelo centro, compramos alguns souvenirs na Cooperativa (que na verdade é tipo um shopping) e fomos ao mercado comprar comida para o jantar. Voltamos para o hotel descansar pois sairíamos cedo no dia seguinte.

Milão - 16 a 19/10

Dia 16 acordamos, tomamos café no hotel e demos mais uma olhada na incrível paisagem de Cortina D'ampezzo. Em seguida entramos no carro e pegamos a estrada para voltar até Venezia Mestre. Chegando em Mestre, abastecemos o carro e o devolvemos na locadora. Ficamos aguardando na estação de trem. Com o trem rápido demoramos cerca de 2:30 hs para chegar na estação Milano Centrale. Porém nosso apartamento era perto da estação Porta Garibaldi. Nos batemos um pouco para achar mas pegamos o metrô e chegamos na Porta Garibaldi. Findou que não era tão perto assim o apartamento e andamos um bom tanto com as malas até chegar lá. O nome do apartamento no Booking é "Beautiful Apartment Near Sempione and Milan Center" e fica no bairro ChinaTown. Devidamente instalados saímos para caminhar pela cidade, fomos até a Catedral (Duomo) de Milão e também na Galeria Vittorio Emanuele II.

Dia 17 caminhamos bastante (pra não perder o costume). O tour começou pelo Parque Sempione e junto ao parque fomos no Arco da Paz e no Castello Sforzesco. Depois visitamos o Duomo tirando fotos por fora e por dentro. Almoçamos na praza de frente para o Duomo, nos sentindo turistas importantes, he he. Passamos pela Galeria Vittorio Emanuelle II e andamos pelo famoso Quadrilátero da Moda, que nada mais é que uma região com muitas lojas de grife. Para terminar o dia vimos o pôr do sol no Arco da Paz e fizemos compra no mercado Carrefour.

No nosso último dia inteiro na Itália pegamos um bonde (ônibus elétrico) e fomos até a Porta Ticinese, que é um Portão medieval da cidade. Não sabíamos como pegar o bonde correto já que existem vários, mas o Google Maps nos indicou pegar o bonde 14 há umas 2 quadras de onde estávamos. Aí foi fácil e divertido. Há vários canais perto da Porta Ticinese e bastante comércio ali também. Andamos às margens dos canais Naviglio Pavese e Naviglio Grande, onde almoçamos. Bem perto visitamos a igreja Santa Maria delle Grazie al Naviglio. Então voltamos caminhando curtindo as ruas de Milão, passamos por dentro do Parque Sempione até chegar no apartamento. Resumo de Milão: grande, muita moda nas lojas, não vimos pessoas tão "na moda" assim nas ruas.

19/10 nosso voo saía bem cedo de Milão. Fizemos conexão em Roma e São Paulo para então chegar em Curitiba e terminar essa viagem incrível pela Itália.

Comida e Bebida na Itália

A massa normalmente é al dente, boa mas nada demais. As lasanhas eram boas e basicamente à bolonhesa. As pizzas eu gostei bastante (A Rosi não), principalmente a Margherita de Napoli, mas em alguns lugares eu achei bem parecidas com as brasileiras. As pizzas são baratas comparadas a outros pratos e quase sempre vêm num prato grande, dá para comer muito bem. 

O vinho é bom e barato (preço de água mineral), geralmente o vinho da casa é bem saboroso. No café da manhã é hábito local comer corneto (brioche no norte da Itália), é uma espécie de croissant recheado com chocolate, creme ou alguma outra geleia. No início eu achei que iria enjoar de comer doce de manhã mas no último dia eu já estava com saudades. Muito bom!

O gelato (sorvete) é delicioso mas em algumas gelaterias nem tanto. O melhor que provamos foi da Grom. Dos doces, não curtimos muito o Cannoli mas gostamos do Tiramisu (apesar de eu não gostar de café).

Considerações Gerais

- Apesar da alta temporada acabar em setembro, vimos muitos turistas em quase todas as cidades em outubro. Encontramos vários turistas chineses e brasileiros.
- O trânsito na Itália é muito confuso, em Napoli por exemplo o pessoal estaciona o carro em lugares improváveis, tudo bagunçado nos espaços entre calçadas e a rua. Em várias cidades o semáforo abre para carros e pedestres ao mesmo tempo. Se entendi direito os carros podem fazer conversão mas dando preferência ao pedestre.
- O GPS nos ajudou, recomendo. Quanto à língua, nos viramos bem com o inglês. Eu achei difícil o italiano. Na verdade só teve duas situações que não conseguimos nos comunicar em inglês, numa lanchonete perto da Universidade de Pisa e numa loja na ChinaTown, fora isso deu tudo certo.
- A Itália tem muitas cidades e lugares ótimos para conhecer. Foi uma viagem muito legal.