segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Primeira Vez na Europa: Itália

Depois de ir aos Estados Unidos em 2018 e curtir bastante, em 2019 planejei junto com a Rosi uma viagem para a Europa. O destino escolhido foi a Itália. País com muita história e além disso a terra natal dos meus antecedentes maternos. Durante 19 dias na Itália passeamos em 12 cidades (+ Belluno que paramos para almoçar no caminho entre Venezia e Cortina D'Ampezzo).

Saímos de Curitiba no meio da manhã do dia 29/09, fizemos conexão em Guarulhos e à tarde decolamos com a companhia AlItalia em voo direto (com duração de 11 horas) para Roma. 11 horas num avião é bastante coisa mas como voamos em direção à noite - na Itália é 5 horas mais tarde que o Brasil - acabamos dormindo um bom trecho da viagem.

Roma e Vaticano - 30/09 a 02/10

Chegamos no Aeroporto Fiumicino de Roma por volta de 6:20 no horário local. Dali optamos por ir de ônibus até a Estação Termini no Centro. É muito prático, 3 ou 4 companhias fazem esse trajeto de ônibus por cerca de 6 euros. Da Estação Termini caminhamos até o Hotel Friendship Place que era bem perto.

Depois saímos para caminhar, passando por: Praça da República, Igreja Santa Maria degli Angeli e dei Martiri (a primeira igreja grande, alta e bonita das várias que iríamos ver na Itália), Fórum de Trajano (vista só por fora) que é parte do Fórum Romano, Praça Venezia, Monumento Vittorio Emanuele II, Fontana di Trevi. Nesse primeiro dia já deu para perceber que Roma tem muitos lugares bonitos e de arquitetura incrível. Também notamos muitos turistas e um trânsito bem confuso (posteriormente perceberíamos o mesmo nas outras cidades).

No dia seguinte fomos ao cartão postal de Roma: o Coliseu. Muitos turistas, mas como compramos o ingresso ainda no Brasil foi rápido para entrar. Gostamos bastante do Coliseu. O lugar remete à muita história e os detalhes impressionam. É impossível não ficar imaginando como era esse anfiteatro na época do seu funcionamento pleno. Tiramos várias fotos dentro e depois fora. Do lado do Coliseu está o Arco de Constantino, que também rende fotos legais com o Coliseu ao fundo. Depois fomos ao Palatino e ao Fórum Romano, ambos incluídos no mesmo ingresso do Coliseu. Cara, esses lugares são enormes e a caminhada foi longa! Tem muitas ruínas do que eram esses locais no passado, o Palatino é uma colina onde os imperadores construíram casas para morar e o Fórum Romano era o centro político e comercial da população, ou seja, o lugar onde Roma começou a existir. Caminhando e passando por vários pontos interessantes, a visita acabou justamente no Fórum de Trajano que havíamos visto por fora no dia anterior.

Nesse mesmo dia fomos até a igreja St. Patrick para retirar os convites para a audiência com o Papa que acontece toda quarta-feira no Vaticano. Começar a viagem por Roma foi pensado para estarmos numa quarta-feira por ali. Eu havia solicitado os convites pela internet ainda no Brasil e chegando na igreja havia uma pequena fila e meu nome estava na lista. O convite é gratuito mas ficou bem chato ter uma placa do lado da mesa de entrega sugerindo uma doação de 5 euros por pessoa, quase todos se sentem obrigados a doar. Mas enfim... Antes de voltar ao hotel passamos na gelateria Grom. A Rosi pegou um de nocciola (avelã) e eu de mirtilo. Realmente os gelatos da Grom são muito saborosos!

Dia 02/10 acordamos cedo para ir até o Vaticano, na audiência com o Papa Francisco. Fomos da estação Termini até o Vaticano de metrô. Chegando na Praça São Pedro, fila para passar pelo detector de metal. Entramos e fomos procurar uma cadeira perto de um dos "corredores" por onde passa o Papa-Móvel. Para a audiência é feito o controle de acesso à praça e são colocadas muitas cadeiras para as pessoas sentarem. Eu na minha inocência imaginava uma audiência com 3000 pessoas mas na verdade haviam mais de 10000 pessoas nessa audiência, uma galera! Estava um sol bem forte, num dos poucos dias de calor que tivemos na Itália. Ao pegar os convites no dia anterior, a pessoa que entrega sugere chegar 2 horas antes, creio que chegamos na cadeira cerca de 1 hora antes e pegamos um lugar bom.

Chegado o horário, surge o Papa no Papa-Móvel e começa a andar nos espaços/corredores entre as cadeiras. O pessoal fica maluco para ver o Papa de perto, ficam em pé na cadeira e tudo. Ele passou a uns 4 metros de nós. Finalmente ele chega na frente da Basílica de São Pedro, que tem uma escada próxima e o deixa num nível mais alto que o público, e senta numa cadeira preparada para ele. Aí começa a audiência, vem uns 7 ou 8 cardeais (ou algo parecido) e um por vez faz uma introdução, cada um em uma língua diferente. Nessa introdução são citados alguns grupos presentes, de cada língua. Da língua portuguesa por exemplo tinha um grupo de Minas Gerais e outro do Espírito Santo. Aí o Papa faz uma espécie de homilia em Italiano e em seguida cita algumas pessoas dos grupos de pelegrinos presentes. A citação/saudação aos grupos de língua espanhola ele mesmo faz. Aí voltam os cardeais e cada um em uma língua resumem a homilia e repetem os citados pelo Papa. Por fim, o Papa abençoa a todos os presentes e também os objetos e se encaminha para ir embora. Antes disso, acaba parando para tirar fotos com alguns grupos dos que ficam mais perto (tem uma área do lado do Papa que parece uma área vip, não sei se são autoridades ou algo assim). Finalmente ele entra no Papa-Móvel e vai embora.

Terminada a audiência, é um mar de gente indo pra todo lado. Tentamos nos afastar um pouco da praça para achar algum restaurante menos concorrido. Entramos num restaurante que não estava muito cheio e, apesar de relativamente caro, comemos bem. Nesse horário caiu uma pancada de chuva, mas parou quando estávamos saindo. Aí voltei para visitar a Basílica de São Pedro e... outra fila grande. Mas fluiu bem, em 20 minutos eu tava passando por outro detector de metais e entrando na igreja. A Basílica é grande e bem bonita, além de ter as criptas de todos (acho) os papas e a cripta de São Pedro. Bem legal visitar a Basílica. Saindo de lá ainda tirei algumas fotos na praça, que é igualmente grande e estilosa.

O Vaticano parece ser sempre cheio quartas e domingos, que são os dias que o Papa aparece ao público. Além disso a Cidade do Vaticano é bem pequena, tanto é que algumas quadras caminhando já estávamos em Roma novamente. Pela falta de tempo não visitamos o Museu do Vaticano nem a Capela Sistina. Ainda perto do Vaticano chegamos ao Castel Sant'Angelo, às margens do Rio Tibre. O castelo é um museu por dentro mas é muito bonito por fora. Valem as fotos aqui e também próximo ou nas pontes que cruzam o rio ali perto.

Dali, ficamos em dúvidas se voltávamos para o hotel a pé ou de ônibus/metrô. Resolvemos ir a pé e foi a melhor decisão pois passamos por alguns lugares bem aconchegantes de Roma. Ruazinhas mais estreitas, ao estilo que iríamos depois encontrar em outras cidades, e chegamos à Praça Navona. Uma praça grande, simpática e cercada por construções clássicas. Depois fomos até o Pantheon, prédio bastante alto, com colunas estilo "romanas" na frente e circular por dentro. É bonito por fora e por dentro. Hoje é utilizado como uma igreja, mas fica cheio de turistas tirando foto. Em seguida, comprei um gelato bem grande, passamos em frente da Fontana di Trevi (cheia de turistas novamente) e voltamos ao hotel.

Napoli e Pompeia - 03 e 04/10

De manhã pegamos um trem rápido da empresa Ítalo e fomos da Estação Termini de Roma até a Estação Napoli Centrale em cerca de 1 hora. Tomamos café perto da estação, deixamos as malas no hotel Departure Rooms&Hostels e saímos caminhar. O centro de Napoli não é bonito, nos chamou a atenção a existência de muito lixo nas ruas (ensacados esperando a coleta ou jogados no chão). Notamos muitos vendedores ambulantes circulando por ali, a maioria negros e provavelmente imigrantes. Mesmo assim, Napoli tem seu charme, o principal deles é a existência de muitas vielas estreitíssimas onde passam carros, bicicletas, motos e pedestres numa largura onde cabe apenas um carro. O trânsito é tão ou mais confuso que em Roma. Caminhar por essas vielas é obrigatório ao visitar a cidade. Nossa primeira parada foi o Duomo (=catedral) di Napoli ou di San Gennaro. A igreja é charmosa por fora e muito bonita por dentro. Na igreja está a capela do tesouro, onde existem vários itens de ouro, prata e pedras preciosas doados por devotos ricos. Ao lado do Duomo está o Museu do Tesouro de San Gennaro que é pago e também visitamos. No museu estão mais tesouros como na capela mas é possível vê-los mais de perto, alguns com pedras preciosas realmente incríveis.

Chegou a hora do almoço e fomos para o lado da Pizzaria da Michele, famosa por aparecer no filme Comer, Rezar, Amar. Já imaginávamos que estaria cheia mas sabíamos que haviam outras pizzarias bem próximas. De fato, imagino que muito turista vai na Michele, olha a fila e entra em uma das outras. Conosco não foi diferente, entramos na Pizzaria D'Angeli. Napoli é famosa por ter a pizza Margherita Original e claro que foi o sabor escolhido por nós. Essa pizza é bem fina e tem as bordas bem altas, é macia e meio "elástica". Eu particularmente adorei essa pizza e achei que foi a melhor que comi na Itália. A Rosi não curtiu muito e durante a viagem preferiu pizzas mais parecidas com as brasileiras.

Almoço concluído, continuamos andando pelas vielas estreitas seguindo o GPS até chegar no Castel Nuovo. A fachada é bem bonita e vale a pena tirar fotos ali. É possível visitar o castelo internamente pagando ingresso e isso dá acesso ao terraço onde é possível ver um porto e o vulcão Vesúvio. Quando chegamos lá estava nublado e optamos por não fazer a visita interna. Demos sorte nessa decisão pois logo em seguida choveu bastante, nem sei se conseguiríamos ver algo do terraço. Colocamos as capas de chuva e fomos até a Praça do Plebiscito. Praça bonita e cercada de construções imponentes. Entramos na Basílica de San Francesco di Paola, voltamos ao centro da praça, tiramos algumas fotos e voltamos caminhando para o hotel. Nesse momento do dia estava chuvoso e frio.

04/10 foi o meu aniversário, o primeiro que comemorei fora do Brasil. Mas eu estava em ótima companhia ;-) Nesse dia tomamos café no hotel e pegamos um trem para Pompeia. Trata-se de um trem municipal da companhia Circumvisuviana, é bem simples mas como é perto (40 minutos) cumpre o que se espera. Aparentemente está sempre cheio de turistas. Chegamos em Pompeia, compramos o ingresso, recebemos um mapa e entramos. O lugar é realmente grande (afinal é um sitio arqueológico de uma cidade inteira que foi soterrada pelo vulcão Vesúvio em 79 DC) e acho que nem é possível visitar tudo em um dia, portanto é interessante tentar planejar bem o trajeto a ser percorrido. Apesar de ter que caminhar muito vale a pena. É impressionante como muita coisa está preservada e dá para ter ideia de como era a vida na cidade, a imaginação trabalha bastante ao visitar Pompeia. Existem lanchonetes/restaurantes estrategicamente localizados dentro de Pompeia para os turistas. Nós almoçamos lá, foi conveniente essa parada na metade do dia para repor as energias e continuar caminhando.

Um dos locais que visitamos à tarde em Pompeia foi o Anfiteatro, com capacidade para 20000 pessoas na época. Além de ser uma bela construção, nesse local houve em 1972 um documentário onde o Pink Floyd gravou algumas músicas para um de seus discos. Existe no local uma exposição sobre as gravações. No final da tarde, pegamos o trem e voltamos a Napoli. Antes de voltar ao hotel paramos numa lanchonete e provamos o doce italiano Cannoli, foi como meu "bolo de aniversário". Confesso que achei um doce bem comum, sei que muita gente gosta mas nem a Rosi nem eu vimos nada demais no Cannoli.

Sorrento e Positano - 05 e 06/10

Dia 5 pela manhã deixamos Napoli e pegamos o trem para Sorrento, cidade da Costa Amalfitana da Itália. Pegamos um trem municipal da mesma companhia que leva até Pompeia (Circumvisuviana) mas desta vez optamos pelo trem que é um pouco mais caro mas com lugar para bagagem, garantia de ir sentado e ar condicionado. Em pouco mais de 1 hora estávamos em Sorrento. Chegamos, caminhamos até o hotel passando por algumas vielas bem estreitas onde só passavam pedestres. Deixamos as bagagens no Seven Hostel & Rooms e voltamos caminhando até o centro de Sorrento. O centro é pequeno mas a cidade é muito simpática. Almoçamos num restaurante bem estiloso, onde comi um peixe já que estávamos numa cidade litorânea. Também tomamos um vinho ótimo no almoço, estávamos num lugar muito bonito onde percebemos a satisfação das nossas férias até aquele momento. Depois exploramos um pouco mais o centro de Sorrento, tiramos fotos próximo à Igreja de San Francesco onde há um "mirante" que fica na beirada do despenhadeiro, imperdível! Ainda visitamos a igreja de San Francesco por dentro rapidamente e tomamos um gelato na Sorveteira Primavera. Voltamos ao hotel observando as peculiaridades das casas durante o caminho.

O dia seguinte era de bate-e-volta em Positano, uma cidade linda e com muitas casas coloridas nos morros ao lado da praia (procure fotos de Positano no Google e entenda). O deslocamento foi em ônibus local e isso foi um pouco custoso pois não achamos muitas informações sobre esse ônibus antes. Saímos do hotel e fomos até um local onde o ônibus passava, logo veio mas o motorista não nos deixou entrar dizendo que precisávamos comprar o ticket antes. Para piorar era domingo e os locais onde vendiam (que não sabíamos ao certo onde eram) pareciam estar fechados. Então caminhamos até a estação ferroviária, lá sim tinha um guichê para comprar os tickets e uma fila enorme! Paciência, compramos os tickets e entramos na fila. Demorou um pouco mas finalmente entramos no ônibus. O caminho tem várias curvas mas é uma vista incrível pois vai por uma estrada que contorna a costa. Aí paramos em Positano, a estrada fica na parte alta do morro e de lá se tem uma vista bonita da cidade e da praia lá embaixo. Caminhamos morro abaixo passando pelas casas e comércios, paramos num restaurante mais ou menos na metade do morro para almoçar. 

Depois de alimentados, paramos na Igreja Santa Maria Assunta para algumas fotos e descemos até a praia. Não é muito extensa mas é bonita, além da vista da praia para as casas no morro ser bem legal. Infelizmente o clima não ajudou muito, estava nublado e um vento um pouco frio. Ficamos algum tempo na praia (eu até cochilei na areia) e depois caminhamos morro acima para tentar descobrir onde o ônibus para voltar até Sorrento parava. Num lance de sorte, os tickets do ônibus eram vendidos na loja onde eu entrei perguntar e o ponto era bem próximo de onde paramos na ida. Voltamos para Sorrento e descansamos para a viagem do próximo dia, que seria longa.

Florença, Pisa, Lucca - 07 a 10/10

Dia 07 saímos de Sorrento para ir até Florença. A exemplo dos outros deslocamentos, fomos de trem. Nesse caso o trem municipal até Napoli (1 hr) e de lá o trem rápido até Florença (3 hs). Chegamos à estação Santa Maria Novella, de lá caminhamos até a acomodação Sgarauella B&B. Foi meio complicado porque o anfitrião não estava lá para nos receber. Fomos almoçar ali perto no restaurante La Grotta de Leo (comi uma pizza boa, a Rosi uma lasanha e tomamos um vinho muito bom) e de lá mandamos e-mail para o cara da acomodação, que nos respondeu onde pegaríamos a chave. Malas na acomodação, fomos explorar a cidade. Florença é uma cidade limpa, agradável, parece ser habitada por classe social alta, tem diversos museus e também muita estátua de homem pelado (pra que isso, né?). Nessa primeira tarde na cidade passamos pela igreja Santa Maria Novella, pela Catedral de Santa Maria del Fiore (que eu apelidei de "bonitona" porque realmente é bem bonita) e a bela Ponte Vecchio (um dos cartões postais da cidade).

No dia seguinte seguimos explorando o centro da cidade, começando pela Piazza (Praça) della Signoria que dizem ser um museu ao ar livre pois tem estátuas muito famosas como uma réplica do David de Michelangelo, além de ser uma bela praça é cheia de turistas. Ali perto, fomos novamente à Ponte Vecchio que fica sobre o Rio Arno e que desde o século XVI é ocupada por joalheiros e ourives. Caminhamos por várias ruas, inclusive uma região que tem várias lojas de grife, coisa fina! Visitamos o Museu Leonardo da Vinci e tive certeza que o cara foi um gênio. Por último passamos na Basilica della Santissima Annunziata.

Dia 09 fomos explorar cidades próximas, começando por Pisa. Fomos de trem até a simpática e pequena cidade. A Torre de Pisa é realmente show, dá para ver melhor que ela é bem inclinada de perto, de longe é um pouco difícil a torre parecer inclinada nas fotos. O legal é que os pontos turísticos estão todos na Praça dos Milagres: Torre de Pisa, Batistério de Pisa, Camposanto Monumentale e Duomo de Pisa. Ao redor da praça está a Muralha de Pisa. Desde 2018 é possível caminhar sobre as muralhas (3 euros por pessoa), e lá fomos nós experimentar. A muralha perto da praça é bem legal pois tem-se a vista dos pontos turísticos, porém ao ir se afastando a vista não é tão interessante. O percurso completo é de 3 km mas depois de 1 km a Rosi já me olhava com cara de "para onde estamos indo?" pois estávamos caminhando para o lado contrário da estação de trem e ainda visitaríamos outra cidade. Andamos quase 2 km sobre a muralha até o próximo ponto de descida e descemos no campus da Universidade de Pisa (Galileo Galilei foi professor lá). Confesso que eu achei o máximo pois quando notamos estávamos andando no meio dos universitários italianos, que saiam do campus. Caminhamos por umas ruazinhas simples e paramos numa lanchonete para lanchar/almoçar. O público da lanchonete eram os estudantes e o preço era barateza, as atendentes não falavam inglês mas nos viramos nos gestos. Barriga cheia ainda deu tempo de passarmos em algumas lojas e em barraquinhas de camelôs para comprar souvenirs. Pisa foi o lugar da Itália com melhor preço para comprar lembranças.

Voltamos à estação de trem e seguimos até a cidade de Lucca, cerca de 17 km dali. É uma cidade murada bem legal. Me lembrou por dentro Cartagena da Colômbia. É uma experiência diferente andar numa cidade assim. O clima estava nublado e garoava em alguns momentos mas conseguimos visitar de boa. A cidade é bem antiga e algumas vias/ruas são bem estreitas, no melhor estilo da Itália. Saímos da parte murada e ainda paramos numa lanchonete tipo "Frango Americano" para lanchar antes de pegar o trem de volta para nossa base em Florença.

No dia 10 ainda tínhamos o período da manhã em Florença antes de partir para Venezia. Tomamos um café da manhã reforçado, andamos mais um pouco pelas charmosas ruas centrais, tiramos mais algumas fotos próximo à Ponte Vecchio e, com as malas, fomos até a estação de trem.

Venezia e Treviso - 10 a 12/10

Saímos de Florença pouco antes do meio dia e com o trem rápido da Ítalo gastamos cerca de 3 horas até chegar em Venezia. Ficamos no hotel Villa Rendina no bairro Mestre, esse bairro é em terra firme e fica há uma estação de trem de distância da parte das ilhas (onde tem os canais e muita água). Até nos alojarmos já estava um pouco tarde mas ainda deu tempo de pegarmos o trem e fazermos um passeio rápido em Venezia. O lugar é realmente encantador.

No dia 11 tomamos café em Mestre e pegamos o trem para Venezia. Chegando lá começamos fazendo um passeio no WaterBus, que é o barco/ônibus do transporte público local. Fizemos um trecho não muito longo mas percorremos um dos grandes canais até chegar na Piazza San Marco (o point turístico de Venezia). A praça é grande, bonita e lotada de turistas. Visitamos a Basilica San Marco por dentro, mais uma igreja alta e de arquitetura impressionante. Notamos que a igreja é um pouco escura por dentro, deve ser pelo tamanho e por ter poucas janelas para a luz entrar. Saímos da praça e a ideia era voltar caminhando pelas ruazinhas até próximo da estação de trem. Acontece que andar pelas ruas de Venezia é divertido e quase impossível não se perder. São ruas estreitas, várias pontes e um ambiente bem agradável. Usamos o GPS em alguns trechos, erramos algumas decisões (para qual lado ir agora?) mas chegamos perto de onde queríamos. Almoçamos num dos vários restaurantes em um beco/viela, o lugar era charmoso. Descobri que um penne ao molho matriciana é extremamente apimentado mas consegui comer tudo. Nesse dia foi engraçado pois o vinho devia ser mais forte, tanto a Rosi quanto eu ficamos um pouco tontos. 

Passamos ainda pela Ponte Rialto e andamos por mais algumas ruas, destaque para as lojas que vendem murano, tem bastante coisa bonita feita desse material. Muitas jóias, enfeites e muito brilho. Uma lembrança de murano tem um preço acessível em Venezia. E as gôndolas? Sim, tem toda uma tradição, os gondoleiros com roupas listradas, muitos turistas curiosos. Observamos os passeios de gôndola e como eu estava com a minha namorada seria algo bem romântico... bem, o fato é que nem a Rosi nem eu achamos esse passeio tão romântico assim, aliado à uma certa concorrência para conseguir a gôndola e um preço salgado (80 euros) não fizemos. 

Antes de pegar o trem de volta ao hotel entramos em um supermercado em Venezia. Supermercados são interessantes para conhecer um pouco da cultura local e aprender palavras do país. Compramos chocolate e também algumas frutas, o que foi muito legal pois o sistema lá é todo self service, o cliente pega a fruta, coloca no saco e pesa, informando na balança o código/número da fruta escolhida. Depois cola a etiqueta com o preço e pronto. Também havia caixa self service mas ficamos inseguros se saberíamos fazer o serviço completo, como não havia muita fila pagamos no caixa normal com uma funcionária. Mas enfim, fizemos uma compra "em italiano". Resumo sobre Venezia: bonita, charmosa, clássica, muitos turistas, muitas lojas. É um lugar único, se tiver oportunidade, vá!

Dia 12 era dia de bate e volta em Treviso, a cidade onde nasceu meu bisavô Joseph Stecca. Pegamos o trem em Mestre e fomos até Treviso, a passagem custa cerca de 4 euros e o trajeto dura menos de 30 minutos, ou seja, é perto. Descemos na estação e caminhamos até a parte mais central. Já no início da caminhada vimos os belos canais da cidade, não tem tantos canais como Venezia mas são bem bonitos. Primeiro fomos em direção ao Duomo de Treviso, a igreja é grande e ao lado (e meio integrada) a ela tem a igreja que seria o Duomo há vários séculos atrás, com várias características na construção ainda da época. Tiramos algumas fotos na Piazza Duomo e caminhamos até a praça central chamada Piazza dei Signori, nessa praça fica a Prefeitura e tem por ali placas que homenageiam pessoas que morreram na guerra.

Dali fomos procurar a Fontana delle Tette, uma fonte de água que tem a imagem de uma mulher de "topless" e que jorra água pelos peitos. Na verdade existem duas, a original de 1559 que está inativa e exposta na praça e a atual (que deu trabalho para achar pois ela fica meio que na parte interna de uma galeria). Enfim, achamos a fonte, bebemos, abastecemos a garrafa de água e seguimos para a loja United Colors of Benetton. Uma loja famosa pelo mundo mas essa de Treviso foi a primeira e é a sede, até entramos para dar uma olhada rápida nas roupas. Nesse momento a fome bateu, a dica que havíamos lido é o Restaurante Da Pino, vizinho da Prefeitura. Comemos lá, o almoço estava bom e havia uma dica especial: comer a sobremesa Tiramissu. Tiramissu é uma sobremesa que leva café e foi criada em Treviso. Gostamos! Até eu que não curto muito café gostei desse doce, é bem melhor que o Canoli por exemplo.

Andamos perto de outros canais, tiramos mais algumas fotos. Passamos ao lado da Igreja San Francesco, tem uma estátua do São Franscisco do lado da igreja que também fotografamos. Em seguida chegamos na Muralha, sim Treviso é cercada por uma antiga muralha. Caminhamos por um trecho interno da muralha, bem legal. Depois voltamos até a estação e pegamos o trem para Venezia. Resumo de Treviso: pequena, calma, organizada. Adorei a cidade do meu bisavô. Ainda aproveitamos o final da tarde para caminhar mais um pouco nas diversas ruelas de Venezia e vimos o pôr do sol por lá, pra fechar com chave de ouro!

Cortina D'ampezzo 13 a 15/10

Tomamos café em Mestre e numa locadora dentro da estação de trem alugamos um carro, o Fiat 500 X. De Mestre seguimos com destino aos Alpes Italianos, mais precisamente à cidade de Cortina D'ampezzo. O trajeto dura cerca de 3 horas. Nós curtimos bastante dirigir nas auto estradas italianas. Tudo muito bem sinalizado, a pista um tapete... Mais ou menos na metade do caminho paramos na cidade de Belluno para almoçar. Não sei se por ser domingo mas a cidade estava meio vazia e muitas lojas fechadas. Encontramos um restaurante bem aconchegante e que, ao contrário das ruas, estava cheio. Comemos bem, demos uma volta rápida a pé pela região e seguimos viagem. Quanto mais nos aproximávamos de Cortina mais bonita ficava a paisagem, o local é cercado de montanhas belíssimas, uma vista incrível. Próximo de Cortina as estradas têm muitas curvas, se vc tem estômago fraco vai ficar enjoado! Chegamos ao Sport Hotel Pocol, um hotel confortável, com uma decoração interessante e com vista para as montanhas. Como o sol estava para se pôr e o hotel não era tão perto do centro optamos por descansar e curtir a vista. Acabamos jantando no próprio hotel, que na verdade fica meio "isolado" de outras propriedades.

No dia 14 acordamos com uma vista privilegiada das montanhas! Tomamos café, pegamos o carro e fomos pela estrada cheia de curvas até chegar no Lago Misurina. Cara, procure no google imagens do Lago Misurina e você vai ficar impressionado, o lugar é muito bonito, a água reflete as árvores e as montanhas. Ali percebemos o quão generosa a natureza foi com os Alpes da Itália. Após curtir bastante a vista e andar ao redor do lago, fomos ao segundo atrativo do dia: subimos de carro uma montanha por uma estrada panorâmica (pedágio de 30 euros) até chegar no Rifugio Auronzo (2333 m de altitude), um refúgio para quem está no topo da cadeia de montanhas chamada Tre Cime di Lavaredo. A subida em si contornando as montanhas tem uma paisagem bem legal, e quando chega lá no topo então... Estacionamos o carro e andamos por mais algumas trilhas na parte alta da montanha. Dá para ver muita coisa legal lá de cima, foi fantástico. 

Na descida da montanha, de carro, me admirei com a admiração da Rosi pelas árvores da região, não parava de tirar fotos delas. Mas de fato, as árvores acabam tendo folhas de 3 colorações diferentes (verde escuro, verde claro, amarelo) e deixam a paisagem bem bonita, ainda mais com as montanhas ao fundo. Imagino que as cores das árvores mudem em outras estações do ano. Ao final do dia, voltando para o hotel paramos no centro de Cortina D'ampezzo e fizemos uma caminhada para conhecer o lugar. Como já estava no final da tarde, logo voltamos para o hotel e jantamos por lá.

Uma das coisas que queríamos fazer em Cortina era andar de teleférico mas como estava fora da temporada de sky quase todos os teleféricos estavam fechados. No centro de informações turísticas nos indicaram um que estaria aberto e não era tão longe. Dia 15 pela manhã fomos até o Teleférico Lagazuoi, que leva montanha acima até chegar no Rifugio Lagazuoi (2752 m de altitude). Infelizmente o clima estava nublado e tinha muita neblina no alto da montanha. Em termos de vista não foi muito legal mas eu pude dizer para a Rosi que estava a levando para as nuvens ;-) e a sensação era justamente essa, pois após subir um tanto não se enxergava nada. Lá de cima parecia que estávamos no meio das nuvens. Estava bem frio e tinha até neve lá em cima, andamos por algumas trilhas próximas ao refúgio mas não fomos muito longe (não dava para enxergar muito à frente por conta da neblina). De qualquer forma valeu a subida. Descemos com o teleférico, pegamos o carro e fomos até o centro de Cortina.

Estávamos com fome e procuramos um lugar para almoçar. Paramos numa pizzaria e resolvi pedir a pizza Marinara. Antes de ir para a Itália li que as pizzas italianas não tinham queijo mas essa Marinara foi a primeira que provei sem queijo de fato. Basicamente vai tomate, alho, óleo, orégano e manjericão. Eu adorei e o queijo não fez falta. A Rosi comeu um hamburguer. Depois caminhamos descompromissados pelo centro, compramos alguns souvenirs na Cooperativa (que na verdade é tipo um shopping) e fomos ao mercado comprar comida para o jantar. Voltamos para o hotel descansar pois sairíamos cedo no dia seguinte.

Milão - 16 a 19/10

Dia 16 acordamos, tomamos café no hotel e demos mais uma olhada na incrível paisagem de Cortina D'ampezzo. Em seguida entramos no carro e pegamos a estrada para voltar até Venezia Mestre. Chegando em Mestre, abastecemos o carro e o devolvemos na locadora. Ficamos aguardando na estação de trem. Com o trem rápido demoramos cerca de 2:30 hs para chegar na estação Milano Centrale. Porém nosso apartamento era perto da estação Porta Garibaldi. Nos batemos um pouco para achar mas pegamos o metrô e chegamos na Porta Garibaldi. Findou que não era tão perto assim o apartamento e andamos um bom tanto com as malas até chegar lá. O nome do apartamento no Booking é "Beautiful Apartment Near Sempione and Milan Center" e fica no bairro ChinaTown. Devidamente instalados saímos para caminhar pela cidade, fomos até a Catedral (Duomo) de Milão e também na Galeria Vittorio Emanuele II.

Dia 17 caminhamos bastante (pra não perder o costume). O tour começou pelo Parque Sempione e junto ao parque fomos no Arco da Paz e no Castello Sforzesco. Depois visitamos o Duomo tirando fotos por fora e por dentro. Almoçamos na praza de frente para o Duomo, nos sentindo turistas importantes, he he. Passamos pela Galeria Vittorio Emanuelle II e andamos pelo famoso Quadrilátero da Moda, que nada mais é que uma região com muitas lojas de grife. Para terminar o dia vimos o pôr do sol no Arco da Paz e fizemos compra no mercado Carrefour.

No nosso último dia inteiro na Itália pegamos um bonde (ônibus elétrico) e fomos até a Porta Ticinese, que é um Portão medieval da cidade. Não sabíamos como pegar o bonde correto já que existem vários, mas o Google Maps nos indicou pegar o bonde 14 há umas 2 quadras de onde estávamos. Aí foi fácil e divertido. Há vários canais perto da Porta Ticinese e bastante comércio ali também. Andamos às margens dos canais Naviglio Pavese e Naviglio Grande, onde almoçamos. Bem perto visitamos a igreja Santa Maria delle Grazie al Naviglio. Então voltamos caminhando curtindo as ruas de Milão, passamos por dentro do Parque Sempione até chegar no apartamento. Resumo de Milão: grande, muita moda nas lojas, não vimos pessoas tão "na moda" assim nas ruas.

19/10 nosso voo saía bem cedo de Milão. Fizemos conexão em Roma e São Paulo para então chegar em Curitiba e terminar essa viagem incrível pela Itália.

Comida e Bebida na Itália

A massa normalmente é al dente, boa mas nada demais. As lasanhas eram boas e basicamente à bolonhesa. As pizzas eu gostei bastante (A Rosi não), principalmente a Margherita de Napoli, mas em alguns lugares eu achei bem parecidas com as brasileiras. As pizzas são baratas comparadas a outros pratos e quase sempre vêm num prato grande, dá para comer muito bem. 

O vinho é bom e barato (preço de água mineral), geralmente o vinho da casa é bem saboroso. No café da manhã é hábito local comer corneto (brioche no norte da Itália), é uma espécie de croissant recheado com chocolate, creme ou alguma outra geleia. No início eu achei que iria enjoar de comer doce de manhã mas no último dia eu já estava com saudades. Muito bom!

O gelato (sorvete) é delicioso mas em algumas gelaterias nem tanto. O melhor que provamos foi da Grom. Dos doces, não curtimos muito o Cannoli mas gostamos do Tiramisu (apesar de eu não gostar de café).

Considerações Gerais

- Apesar da alta temporada acabar em setembro, vimos muitos turistas em quase todas as cidades em outubro. Encontramos vários turistas chineses e brasileiros.
- O trânsito na Itália é muito confuso, em Napoli por exemplo o pessoal estaciona o carro em lugares improváveis, tudo bagunçado nos espaços entre calçadas e a rua. Em várias cidades o semáforo abre para carros e pedestres ao mesmo tempo. Se entendi direito os carros podem fazer conversão mas dando preferência ao pedestre.
- O GPS nos ajudou, recomendo. Quanto à língua, nos viramos bem com o inglês. Eu achei difícil o italiano. Na verdade só teve duas situações que não conseguimos nos comunicar em inglês, numa lanchonete perto da Universidade de Pisa e numa loja na ChinaTown, fora isso deu tudo certo.
- A Itália tem muitas cidades e lugares ótimos para conhecer. Foi uma viagem muito legal.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

One Day in Washington DC

Ainda no dia 03/09/2018 cheguei no aeroporto de Washington DC (a capital dos Estados Unidos), vários passageiros na fila para receber vouchers de hotel, alimentação e orientações. O jantar foi salgadinho e bolacha que recebemos na fila. Fomos dormir umas 2 da manhã, exaustos. Olhando o lado bom, conheci pessoas legais, dividi o taxi para o hotel com a Ana (brasileira) e o Luis (argentino que mora no Brasil há anos) e já combinamos de passear no centro da cidade no dia seguinte. Outra vantagem é que o hotel (Embassy Hotel) era realmente muito bom.

04/09 mesmo com sono acordei cedo para tomar café. Haviam 2 patos brancos e grandes, bem bonitos, num mini lago dentro do hotel. Diferente. Enfim, depois do café fui com a Ana e o Luis de metrô para o centro de Washington. O legal do centro é que tem vários museus e pontos turísticos relativamente próximos. Dá para fazer tudo a pé e praticamente todos os museus são gratuitos. Tirei fotos da White House, Captol, Washington Monument, etc. Fui num museu de aviões muito legal também. Depois voltamos para o hotel e jantamos. Comi um Rosimary Chicken (frango ao molho de alecrim). De volta ao aeroporto ainda teve um pouco de emoção com o atraso de cerca de uma hora do voo. Mas embarcamos e minha próxima conexão tinha uma certa margem de tempo. E assim acabou minha aventura nos United States, valeu muito a pena!

Alone in New York


Em 26/08/2018 Cheguei de trem na Penn Station, na 7th Avenue bem no centro de Manhattan. Lugar grande onde chegam e saem trens para muitos lugares. Eu havia olhado no mapa antes e sabia mais ou menos onde pegar o metrô até o Hostel. Não foi difícil pois a estação do metrô é integrada. Comprei um passe para 7 dias que era o tempo que ficaria na cidade. Entrei num metrô lotado, não sei se dei azar ou era horário de pico apesar de ser domingo. Enfim, cheguei ao HI New York Hostel, diferente de Chicago onde eu tinha um quarto só para mim, aqui dividi o quarto com 9 pessoas, 5 beliches haviam nele, o espaço é apertado. Em compensação as áreas comuns do hostel são agradáveis e confortáveis, o hostel tem muitos quartos, é grande. Tem uma lanchonete dentro do hostel com preços justos e comida boa. O lugar também tem uma cozinha super equipada com muitas louças, canecas, talheres, vários fogões, geladeiras e freezers. Quem gosta de cozinhar tem tudo à mão. Antes de dormir vi uma apresentação de stand up comedy no hostel com humoristas de New York. Falaram umas palavras que eu aprendi em Chicago e aprendi mais algumas. Claro que perdi algumas piadas por não entender todas as palavras mas faz parte.

27/08 Começando a aventura, dormi bem, tomei café e fui caminhando até o Central Park que era perto do Hostel. O lugar é realmente gigante: 3,4 km quadrados e ocupa uma grande parte de Manhattan. Baixei o mapa do parque antes de ir o que me ajudou no passeio. É bonito, tem muitos gramadões que os americanos adoram. Alguns com espaço para jogar (baseball principalmente) outros simplesmente para fazer o que quiser. Alguns tomam banho de sol, outros fazem piquenique. Tem vários lagos espalhados pelo parque e até um maior que chamam de Reservatório. Entrei pelo lado oeste do parque, umas 3 quadras do hostel. Desci até o sul e voltei pelo leste. Dei a volta olhando os pontos de interesse no mapa. O lugar é tão grande que mesmo com o mapa não é fácil se guiar em alguns pontos. Algumas ruas para carro passam por baixo do parque. Dentro tem vários km de pista para bike e caminhada/corrida.

Quando eu estava no norte do parque já eram 7 da noite. Fiquei meio assim de ficar lá quando escurecesse. Eis que fico desnorteado, entrei numa espécie de trilha e tinha certeza que deveria ir para a direita. Um americano que arranhava português disse para eu ir mais para a esquerda. Resultado, saí do lado errado do parque. Aí fiquei um pouco preocupado, eu estava cansado de tanto caminhar e pensei em pegar o metrô. Olhei o mapa e teria que andar várias quadras para isso. Comecei a andar e pensei melhor, o que eu precisava era atravessar o parque em linha reta, o problema é que as ruas/trilhas não são retas dentro do parque. Voltei por onde tinha saído e fui tentar atravessar. Cheguei num gramado para jogos e pelo mapa eu estava bem. Andei mais um pouco e cheguei no lago chamado Piscina. Aí beleza, foi esse lago que eu vi na entrada. Deu certo. Ufa! De qualquer forma, acho que nunca caminhei tanto na vida. O Central Park é legal, algumas partes gostei mais, mas recomendo um bom planejamento para visitar, principalmente se tiver pouco tempo. Não dá para ver tudo! Vi vários esquilos e tartarugas.

No hostel, 2 vezes por semana fazem um churrasco de boas vindas. Nesse dia eu participei. É legal para o pessoal se integrar. Conversei um pouco com uma australiana e uma inglesa, aí chegam na mesa 4 pessoas, 4 brasileiros falando português. O curioso é que só duas estavam juntas, os demais se encontraram ali na hora. Dia 28/08 meu breakfast foi pancakes with butter and syrup na lanchonete do Hostel. Muito bom. No segundo dia na cidade eu percebi que New York é bem mais quente que Chicago, eu estava tomando bastante água nas minhas andanças. Nesse dia marcou 33 graus no início da noite. Depois do café peguei o metrô e fui para a famosa Times Square. Talvez eu tivesse criado uma expectativa muito grande pois confesso que não achei grande coisa. Eu tinha visto algumas fotos antes de ir e imaginava que veria fachadas de led em tudo. Tinha muita fachada de led ou neon (parece que é obrigatório por lei na região) mas menos que eu esperava. E são poucas quadras. Eu imaginava várias. Mas caindo na real o lugar é bonito sim e é legal ver tanto turista e tanto "figura" num só lugar. Eu também imaginava que todos os teatros dos musicais da Broadway fossem numa mesma rua mas são espalhados pela região.

Saindo da Times Square peguei o metrô e fui para a Wall Street. Caminhei até a igreja mas a mesma estava em reforma, visitei a capela e um gramado/cemitério do lado. Depois da igreja eu iria caminhar para o lado contrário mas vi uma placa informando que eu estava há 5 minutos do Memorial do 11 de Setembro. Então visitei o Memorial com as duas piscinas onde eram as torres gêmeas. Em volta fica o World Trade Center (que na verdade é um complexo de edifícios), o edifício mais alto (One World Trade Center) é realmente muito bonito e se destaca demais. Já que estava ali e faltava pouco para chegar no rio, fui até lá. Gostei. Vi a Estátua da Liberdade de lá. Haviam bancos de praça estratégicos para ficar (ou namorar) na sombra com vista para o rio.

Na volta achei que passando por dentro de um prédio tipo um shopping eu cortaria caminho. Eu só não imaginava o mundo que tinha embaixo. Não só cortei caminho como cruzei várias ruas (andei umas 4 ou 5 quadras). Tudo isso num shopping com muitas lojas, interligação com várias linhas do metrô e até um terminal de trem para cidades próximas. Até parei para tirar foto do ponto interno mais alto. Por fim saí num prédio do World Trade Center. Depois acabei descobrindo que "sem querer" visitei o Westfield World Trade Center Shopping, o maior shopping de Manhattan que fica entre os prédios do World Trade Center. Voltei para a Wall Street para conhecer o outro lado. Tem prédios altos e bonitos. Não achei o famoso Touro de Wall Street. Cheguei no rio agora pelo lado leste. Vi a Brooklyn Bridge e muita fila para pegar barcos por ali. Comi um hot dog e voltei pro Hostel. Algo que notei é que tem muito carrinho de comida de rua pela cidade, em toda parte. O hot dog de New York é bem simples: pão, salsicha, ketchup e mostarda (que eu não gosto).

29/08 fui até o sul de Manhattan de metrô para pegar o Ferry/barco para Staten Island. É o distrito/bairro menos famoso de NY. Esse barco é gratuito, sai a cada meia hora e passa relativamente perto da Estátua da Liberdade. O pessoal não chega a formar filas mas ficam esperando abrir o portão de embarque meio amontoados para tentar pegar um bom lugar. Entrei e subi pro segundo andar que tem as laterais abertas. Mas errei o lado. Achei que o barco fosse girar mas ele saiu na posição que estava. Quando fui para o outro lado estava cheio e tive concorrência para fotos. Mas algumas saíram boas e deu para ver legal a estátua. Me bati tentando fazer uma selfie boa mas percebi que a sombra do próprio barco não deixava eu aparecer direito. Desci em Staten Island e fui no Memorial 11/09 (lá também tem um) e no estádio do Yankees. Perguntei para o cara da bilheteria do estádio se dava para visitar, ele me disse que não porque haveria jogo à noite. Andei um pouco e achei um portão aberto, então entrei para tirar umas fotos rapidinho. Voltei para Manhattan fazendo a travessia de volta e fui atrás do Empire State. O prédio tem 340 metros de altura, bonito. Acabei não pagando a entrada para o observatório (38 dólares) mas tirei umas fotos no hall e por fora. Aproveitei para ir na Penn Station tentar entender como chegar ao aeroporto de trem.

30/08 Pra começar eu fui na missa e conheci a St Patrick Cathedral. Igreja bem estilosa. Andei em algumas ruas próximas ao Rockfeller Center também e tirei foto da estátua do Atlas. Era dia de ir na Brooklyn Bridge com 1834 metros de extensão. Gostei da ponte. Muito turista. A gente caminha e nem vê passar os quase 2 km, a vista é incrível. A temperatura era de 29 graus e as nuvens cobriam o sol por alguns momentos para aliviar e ajudar nas fotos. Chegando no Brooklyn saí da ponte e fui à beira rio, fiquei observando e curtindo. Vi até um cardume de peixes bem pequenos. A vista para Manhattan é muito legal. Depois fui procurar onde pegar o metrô para voltar pra Manhattan. Achei confusas as ruas do Brooklyn, acho que não são retangulares. Olhei bem o mapa que tinha embaixo da ponte e ainda assim fui na direção errada. Precisei perguntar para algumas pessoas para chegar à estação.

31/08 foi um dia que fiquei em pé e caminhei bastante, cansativo. Fui na Times Square tentar entender o funcionamento dos rush tickets (ingressos não vendidos previamente para aquele dia por preços menores). Perguntei em alguns teatros e descobri que tem que estar no teatro escolhido na abertura da bilheteria e que pode acabar rápido. Fui também ao MoMA - Museum of Modern Art. Haviam me dito que é um passeio imperdível em New York. Achei legal apesar de eu não ser muito do mundo das artes. Tirei fotos com alguns quadros do Van Goch e do Picasso. Nas sextas a entrada é gratuita das 16 às 20 hs, tinha gente saindo pelo ladrão mas deu para ver de boa. Ainda voltei no final no 5o andar tirar uma selfie com o quadro mais concorrido: The Starry Night do Van Gogh. Depois do MoMA voltei até a Times Square pois queria ver como fica à noite, as luzes de led e tal. É mais bonito que de dia mas achei que as fotos com o celular não ficam boas.

01/09 sabadão, acordei cedo e fui tentar comprar um rush ticket. Cheguei uns 50 minutos antes de abrir a bilheteria do Lyceum Theatre, achei que teria fila mas haviam só 4 pessoas. Ao abrir a bilheteria haviam umas 10 pessoas, todos devem ter conseguido o ingresso. Paguei um pouco mais caro do que dizia o site e só aceitava cartão, mas garanti presença numa peça da Broadway. A peça seria as 14 hs. Fiquei na segunda fila da platéia, ótimo lugar. Gostei, era uma comédia chamada "The play that goes wrong". Alguns personagens tinham sotaque britânico mas acho que entendi a maior parte das falas. Uma estória muito bem sacada e algumas cenas bem engraçadas.

Saindo de lá a Times Square estava entupida de gente. Peguei o metrô e fui na Wall Street procurar o tal touro. Achei e tinha muita gente tirando foto do "bicho". Resolvi andar para o sul e percebi que o Ferry para Staten Island era bem perto. Pensei: já que estou aqui vou dar uma volta nesse barco. Curti a paisagem, tirei umas fotos (algumas melhores da Estátua da Liberdade) e voltei. De novo ao touro ainda haviam várias pessoas e eu querendo tirar uma selfie decente. Subi numa mureta próxima e fiquei vários minutos para conseguir algumas fotos razoáveis. Tinha fila de um lado para tirar foto com a cabeça do touro e do outro lado pegando no saco do bicho (diz a lenda que fica rico ou algo assim). Como eu li que pegar no chifre do touro tem o mesmo efeito, fiz isso e só falta ficar rico.

02/09 acordei cedo e fui caminhando até o bairro Harlem. Fui ver o culto com música gospel na Antioch Batist Church. Como cheguei adiantado dei uma caminhada na rua e achei a St Joseph of The Holy Family, que é católica. Demorei para perceber que era católica. O padre fez um pré-batismo diferente no começo. Tem um coral sensacional nessa igreja. Assisti uns 15 minutos de missa e fui para a outra igreja. Na Batista tinha uma banda. Dois cantores principais e os back vocals. Legal, mas não muito melhor que as igrejas evangélicas do Brasil. Tem momentos que o pessoal se empolga e fica divertido. Fiquei uns 20 minutos e decidi voltar para a católica, eu realmente me amarrei no coral. Os caras mandavam muito bem, o cantor principal se alternava. Se eu soubesse que seria tão melhor teria visto a missa toda. Ainda tive a audácia de voltar na Batista e ver o final da celebração (ouvi mais músicas, o sermão da reverenda e a comunhão).

Depois fui andar pelo bairro. É um bairro de negros e realmente tem bastante negros. Vários turistas na rua principal também. O Harlem tem uns prédios bem característicos e muitas igrejas. Bateu a fome e parei para comer no White Castel (white? que irônico!). Passei pelo teatro Apollo (famosos como Michael Jackson já se apresentaram nele), o muro com grafite sobre prevenção do cancer de mama, muitas lojas famosas e camelôs vendendo coisas africanas e outros. Ainda tinha a volta e eu queria passar na Columbia University. A universidade é gigante, tem prédios para todo lado. Na ida vi alguns alunos chegando com mala de viagem, alguns prédios são casa de estudante. Passei por dentro do campus central, tem vários estudantes que se reunem ali, gramados que os americanos adoram e tal. Saio da universidade e há poucas quadras me deparo com uma igreja enorme: Cathedral Church of the Saint Jhon the divine. Muito bonita e estava em reforma mas foi possível entrar. Teto bem alto, um órgão antigo bem grande e várias capelas atrás do altar.

03/09 era o dia de voltar ao Brasil. De manhã dei uma passada rápida no Riverside Park que era perto do Hostel. Não tinha nada que chamou tanto a atenção. Não consegui chegar tão perto do rio porque tem uma rodovia movimentada sem semáforo para atravessar e preferi não arriscar. A viagem de volta duraria mais de um dia. Fui de shuttle/van do Hostel para o aeroporto (que fica em New Jersey), fiz o check-in no terminal C mas embarcaria no terminal B. Para ir de um terminal para outro usa-se o airtrain. Fui lá e peguei pro lado errado, notei quando o trem passou por cima da avenida que acessa o aeroporto. Ainda bem que eu estava adiantado e é perto pra voltar. Meu roteiro seria New Jersey - Boston - Washington DC - São Paulo - Curitiba. Mas eis que chego em Boston e na espera da conexão é anunciado que vai atrasar o voo para Washington. Com o atraso desse voo não foi possível pegar o voo que ia de Washington para São Paulo. Resultado: fui para Washington e a companhia United pagou comida e hospedagem lá pois o próximo voo seria apenas no mesmo horário da noite seguinte.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Chicago - The Wind City


Dia 04 de agosto de 2018 começou minha aventura. Saí de Curitiba no sábado à tarde, algumas horas de espera no Aeroporto de São Paulo e à noite embarquei. 05/08 bem cedo fiz a imigração no aeroporto de Miami e depois outro avião para Chicago. Chegando no Aeroporto de Chicago, fui atrás do metrô (ou melhor: L Train, já que o trem deles tem vários trechos elevados e alguns subterrâneos), comprei o passe para o trem e peguei a Blue Line do aeroporto até o loft onde fiquei hospedado. No apartamento que fiquei, havia uma brasileira (Luiza), um colombiano (Andres) e um suíço. Após me acomodar, já comecei comendo a famosa Deep Dish Pizza na pizzaria Giordano's, essa deep dish é típica de Chicago, uma delícia. Em seguida andei um pouco pela região. Como fui no verão, Chicago estava quente, sempre na casa de uns 28 graus, o que me agradou muito.

Dia 06/08 fui para a primeira aula na escola Stafford House, que fica no centro. Gostei do ambiente e das pessoas (funcionários e alunos), um clima bem legal. Depois da aula comi no MacDonalds e explorei as ruas e parques próximos à escola. Primeiro fui ao Grand Park, que tem uma visa incrível dos prédios da cidade e também tem um chafariz bem grande. Do lado do Gran Park fica o Millennium Park, que é incrível. Ali tem o Cloud Gate, ou popularmente The Bean (cartão postal da cidade), um "feijão" gigante todo espelhado, realmente muito bonito. Também temos a Crown Fontain, que é uma escultura/fonte interativa que projeta rostos aleatórios, muito legal. E pra fechar com chave de ouro, no Millennium Park temos o Jay Pritzker Pavilion que é um teatro a céu aberto, um palco com cadeiras para a plateia e atrás das cadeiras um imenso jardim, onde as pessoas adoram ficar sentadas (levam cadeiras, toalhas, suas comidas e bebidas e tal). Para fechar o dia, cheguei à margem do Lago Michigan, que fica do lado do Millennium Park. Cara, é um lugar muito bonito! Nesse dia já vi vários turistas brasileiros e latinos na cidade.

Dia 07/08 aula pela manhã na Stafford House (como seria por 3 semanas). É bem interessante ter aula de inglês com pessoas de várias nacionalidades (Venezuela, Colômbia, França, Espanha, Coréia do Sul, Brasil, etc). Depois almocei no Subway (tem subway em todo lugar nos Estados Unidos) e entrei em algumas lojas de roupas que teoricamente costumam ter promoções interessantes mas não foi o que vi na prática. Tá certo que o dólar a +- 4,15 reais não ajuda mas não achei roupas baratas. Pra falar a verdade achei pouquíssimas coisas baratas nos US, até para comer é bem caro. Tirando Mac Donalds e Subway que tem preços mais populares, um sanduíche raramente sai por menos que 6 dólares mais o imposto (que nunca consta nos preços dos cardápios). Nesse dia fui também no Chicago Cultural Center, entrada gratuita e um lugar legal. Já foi gravado até filme ali. Tem uma cúpula muito bonita para se ver por dentro, além de exposições diversas.

08/08 fui no 360 Chicago Observation Deck. Uma vista sensacional da cidade do 94o andar do prédio. É muito bonito ver as coisas lá de cima, o Lago Michigan e os prédios estilosos (a arquitetura dos prédios em Chicago é fantástica) são destaque. A vista na minha opinião é mais legal que o SkyDeck (que vou falar depois). Do 360 pude ver alguns lugares que já tinha ido e outros que ainda iria. Valeu muito a pena. Dia 09/08 caminhei pela margem do Lago Michigan até o Navy Pier, lugar bem turístico e bem organizado. Indo por dentro é como se fosse um shopping com lojas, praça de alimentação, etc. Por fora a gente vê o lago, navios, gaivotas. No meio tem um parque de diversões, com destaque para a Roda Gigante, bem bonita.

10/08 fui no Shedd Aquarium. Lugar enorme (como vários outros pontos turísticos nos US), gasta-se horas sem nem perceber. Além de muitos peixes e algumas exposições tem cinema 4D mas o mais legal é ver os golfinhos e as Beluga Whale (parecem baleias brancas, mas não são bem isso). O Show dos animais é bem legal também. Além de ser legal por dentro, por fora do Shedd Aquarium é muito bonito. Lugar para belas fotos junto ao Lago Michigan e com os prédios da cidade ao fundo. Nesse dia eu também comi o Chicago Hot Dog, o hot dog típico de Chicago. Vai pimentão, cebola, pimenta (forte!), vina (que é diferente da brasileira, na composição e no gosto) e mostarda. Como eu não gosto de mostarda pedi sem. O detalhe é que pela tradição de Chicago não se deve colocar catchup, isso é uma afronta para os moradores locais.

11/08, sábado. De manhã fui até o Navy Pier e peguei o Water Taxi. De lá fui até o Shedd Aquarium margeando o Lago Michigan. Paguei 10 dólares. O trajeto é relativamente curto, faz nuns 12 minutos mas a vista do skyline da cidade é sensacional. Passeio barato e que vale demais a pena. Depois, no almoço, comi comida chinesa, fazia tempo que eu não comia arroz. No final da tarde corri às margens do Lago Michigan (já estava apaixonado por essa vista à esta altura). Se calculei direito corri pouco mais de 4 km em 29:03 min. Destaque para os patos pretos que andam em grupos entre o lago e os parques ali perto. Bonitos e tal mas são verdadeiras máquinas de fazer cocô! Necessário olhar onde pisa. Após a corrida, passei pelo Millenium Park e estava acontecendo a apresentação de uma orquestra (como parte da programação cultural gratuita de verão). Assisti uns 30 minutos, depois me deparei com um centro de Chicago noturno, que eu ainda não tinha visto, cidade bonita!

12/08 fui ao Adler Planetarium. Fiquei 4 horas lá dentro. Lembra um museu de ciência. Vi 2 filmes, um numa sala que projeta o filme no teto (muito legal). Nesse dia eu também fui conhecer a Union Station, de onde saem trens para várias cidades dos US. O teto estava em reforma. 13/08 fui até o bairro Wicker Park, foi bom sair do centro, bairro simpático e que mostra um pouco do estilo americano. À noite, novamente no Millenium Park, fui ver a apresentação "Broadway in Chicago". Estava muito cheio, lotado, assisti em pé. Basicamente 1 ou 2 cantores de cada musical da Broadway cantava 1 ou 2 músicas. Os caras mandam bem.

14/08 fui ao Skydeck, é o 103o andar do prédio mais alto de Chicago e 2o mais alto do mundo. 412 metros de altura. A estrela do Skydeck é a plataforma de vidro que “sai” do prédio e permite que o turista tenha a sensação de estar voando. Uma sacada transparente, dá frio na barriga mas é show. Como eu queria ver Chicago deste lugar tanto de dia quanto de noite fui às 18 hs e esperei o sol se por (por volta de 20:20). Alguns detalhes: não vende comida no lugar e o ar condicionado é muito gelado! 31 graus fora e eu, com uma camiseta fina de manga longa, passando frio lá dentro. Infelizmente o céu estava nublado, então só deu pra ver um pedacinho do por do sol até ele ser novamente coberto pelas nuvens. De qualquer forma vi e tirei fotos de dia e de noite lá de cima. Outra coisa, para tira foto na plataforma/sacada tem bastante fila, mas vale a pena a espera.

15/08 fui ao bairro ChinaTown. Literalmente é um bairro com muitos chineses. Várias lojas tipo Casa China, lojas de comida chinesa e restaurantes. A parte comercial não é muito grande. O lugar parece um pouco sujo, como já haviam me alertado. Os restaurantes não parecem muito limpos, alguns tem o cardápio só em mandarim. As lojas de comida tem um cheiro forte/estranho. Nas lojas e na ruas o pessoal fala mais em chinês mesmo, mas falam em inglês com os turistas. É um ótimo lugar (custo/benefício) para comprar souvenirs e lembranças. O momento cultural foi eu numa loja de peixes, onde a cliente apontou para um peixe nadando no aquário e o cara da loja pegou o peixe com uma rede, bateu na cabeça do bicho, tirou as escamas, pesou e embrulhou pra mulher levar. À noite fui até o Navy Pier, às quartas e domingos tem show de fogos no verão, às 21:30. É bem bonito mas nada de tão extraordiário. Dura uns 8 minutos.

16/08 fui no Field Museum. Lugar imenso. Fiquei 4 horas e faltou um bom pedaço pra ver. Tem uma parte dos Dinossauros que é show. Um deles é o mascote do museu e se chama Sue, ele estava em "reforma" e só deu pra ver meio de longe numa sala específica. A parte das múmias é bem interessante também. À essa altura eu já estava bem esperto para usar o ótimo transporte coletivo na cidade. Comprei o passe de 7 dias, podendo usar o metrô quantas vezes quisesse. O legal é que os ônibus também são integrados e usa o mesmo cartão também ilimitado. Para os ônibus tem que ficar um pouco mais atento pois não é tão simples como o metrô. Mas eu tinha um mapa do transporte coletivo que me ajudou bastante, além de pedir informações nos pontos quando necessário. Para ir do Navy Pier ou do Field Museum até o centro por exemplo, pegar ônibus evita uma boa caminhada até a estação do trem. Mas é claro que eu caminhei bastante (de verdade) pela cidade, estava bem cansado nesse dia.

17/08 fui no Lincoln Zoo. Não é um ponto turístico tão famoso mas é gratuito e tive que desbravar uns lugares diferentes pra chegar lá. Bem organizado, algumas partes são internas com jaulas dentro de "salas", outras são externas. Numa dessas partes internas o visitante fica junto com os pássaros, lado a lado, uma experiência bem legal. Os macacos são o xodó das crianças, haviam vários, alguns bem grandes e peludos. Vi gorila, urso, girafa, canguru, coruja, rinoceronte, leão marinho, leão, etc.

Dia 18/08 fui ver o Chicago Air and Water Show, um show com aviões, paraquedistas e afins. Como o ponto para assistir era a Praia Norte, aproveitei para conhecer essa praia de lago, muito legal. Em um primeiro pedaço tem uma calçada de cimento, me amarrei: uma praia de água doce (de lago) e sem areia! Mais ao norte tem areia, de lá via-se melhor os shows aéreos (bem legal). Comprei até uma Pina Colada na praia, todo feliz, aí lembrei que não pode beber bebida alcóolica em lugar público nos US e descobri que o drink era sem álcool.

19/08 era domingo e fui ver Baseball, jogo do White Sox, time do sul da cidade. Curti bastante. Se entendi direito o White Sox não está na principal liga americana (o time da cidade mais famoso é o Chicago Cubs) mas tem uma torcida bem interessante e o ingresso é mais barato. O White Sox venceu o Royals de virada por 7x6, foi divertido. Os americanos adoram comer enquanto veem o jogo, tinha até pessoas com tigela de macarrão. O jogo durou 3:24 hs mas passa rápido pois prende a atenção.

20/08 depois da aula fui nas lojas na State Street, vi tênis, roupas, perfumes. Não comprei nada mas conversei com alguns vendedores, o que foi legal para treinar o inglês. Ali perto encontrei e entrei na igreja ST Peters para rezar um pouco. Nesse dia choveu. 21/08 almocei uma Deep Dish Pizza e fui novamente na ST Peters Church, desta vez assisti a missa em inglês e curti bastante. Passei em algumas lojas e numa delas a vendedora mediu meu pé, meu número é 9 nos States. Nesse dia fui na Magnificent Mile, trecho de 13 quadras na Michigan Avenue onde dizem ser a principal região de compras de Chicago. E de fato, tem muita loja ali. Além de ter um trecho onde o lago Michigan "entra" na cidade, ótimo para fotos, perto do prédio chamado Trump, muito bonito também. À noite fui ao Milennium Park ver um filme ao ar livre (exibidos normalmente uma ou duas vezes por semana no verão), experiência ótima. Assisti Slamdog Milionaire, de graça e gostei do filme.

22/08 tirei algumas fotos ao redor do Sky Deck, que é o prédio mais alto da cidade. Também fui na Loja da Disney, na Magnificent Mile, me diverti tirando foto com as pelúcias do Nemo, Pateta, Mickey... À noite fui no Bar Loui, point dos alunos da Stafford House na quarta pois a cerveja é mais barata nesse dia (U$ 1,25 + tip se não me engano - Budweiser e Bud Light. Paguei 5,00 na Mueller Lite). Foi legal encontrar o pessoal lá, até o professor Erick foi. Nesse dia conheci um aluno turco muito gente boa. Bebi um pouco mais que deveria mas cheguei até o Metrô e depois no loft com sucesso.

23/08 fui até o bairro ChinaTown, desta vez para comprar lembranças e souvenirs. O preço compensa e tem várias opções. 24/08 tive a última aula na Stafford House e em seguida a "formatura" com beca e tudo, foi legal. Depois alguns alunos se reuniram para almoçar numa pizzaria no centro, pizza saborosa para nosso almoço de despedida. Ainda caminhei mais uma vez na margem do belo Lago Michigan e tirei mais algumas fotos para me despedir dele

25/08 foi meu último dia em Chicago, eu faria o check out no loft às 10 hs e embarcaria no trem (sim, fui de trem de Chicago até New York) às 18:20. Foi possível eu ficar no loft mesmo depois que entreguei a chave, na parte comum do apartamento, fiz até almoço. Caminhei um pouco nas ruas próximas ao loft, voltei e às 17 hs deixei o loft com destino à Union Station, peguei o L Train pela última vez e na estação que desci um cara me pediu dinheiro, dei para ele o meu cartão do trem que ainda valia até o dia seguinte. Saí da estação e caminhei umas 2 quadras até a Union Station. Nesse caminho apareceu outro cara pedindo dinheiro, ele me disse que tinha uma doença grave, queria saber de onde eu era. Fiquei meio preocupado pois eu estava com a mala por isso e não seria fácil correr desse cara se precisasse. Enfim, pratiquei meu inglês com o sujeito e ele foi embora. Enquanto esperava o trem apareceu um brasileiro e puxou conversa, ele estava indo para um parque de diversões em Ohio. Ao embarcar ele ficou em outro vagão e não o vi mais. Sentei do lado de um hondurenho que mora nos US há alguns anos, foi bom para falar inglês, o cara é gente boa apesar de ter tido um momento de pregação cristã pro meu lado. A viagem seria longa: 19 hs + 2 hs para trocar de trem em Pistsburgh. Eu não estava achando uma posição boa para as costas no início mas acabei me ajeitando e dormindo muito bem praticamente a noite toda, a poltrona é espaçosa e confortável. 

26/08 parei bem cedo em Pistburgh para trocar de trem. A viagem foi bem interessante, o trem passa por lugares do interior (muitas casas sem muro), vale a experiência. Internamente é possível se deslocar entre os vagões, passei por 2 vagões de passageiros até chegar no vagão restaurante que tem a lanchonete e em seguida haviam outros 2 com as mesas para comer. Este segundo trem tinha wifi ao contrário do primeiro. E assim terminou a minha aventura em Chicago, uma cidade que eu curti muito e recomendo a visita.

Estados Unidos - O Plano

Há bastante tempo eu vinha planejando fazer um intercâmbio ou algo parecido nos Estados Unidos. Não que eu morra de amores pelo país mas coloquei na cabeça que seria o melhor lugar para eu melhorar meu inglês. Acho que foi lá por agosto de 2017 que eu comecei a olhar algumas agências que ofereciam intercâmbio e pedir alguns orçamentos. Era bastante coisa envolvida: passagem, hospedagem, escola, seguro, lazer, etc. Eu também precisava definir qual ou quais cidades ficar. Inicialmente eu não queria uma cidade muito turística para evitar de encontrar brasileiros e assim ter que falar inglês all the time.

Meu conhecimento geográfico dos Estados Unidos também não era grande coisa. Mas cismei que, já que iria pros States, queria conhecer New York. Assim, eu direcionei a escolha para o lado leste. A essas alturas vi que as agências acabam ofertando viagens para as principais cidades, até por causa das escolas parceiras. Então pensei na Philadelphia, em Wahshington DC, Boston ou mesmo New York. Mas pesquisando cidades me deparei com Chicago e li vários depoimentos bem interessantes sobre ela. Alguns amigos me disseram que eu deveria ir pra California no Oeste e conhecer as praias de lá. Mas como eu não sou muito de praia fiquei com Chicago mesmo e lá ainda tinha o Lago Michigan, praia de lago, etc.

Contratei a agência Egali, que me ofereceu bons preços e tinha boas referências na internet. Infelizmente eu tive problema com o consultor/vendedor que era muito ruim, falava uma coisa mas na hora de fechar contrato mudava a versão. Isso fez com que eu quase desistisse mas felizmente no início de 2018 esse consultor foi demitido e a partir daí fui muito bem atendido por toda a equipe da Egali, que acabou se redimindo comigo. O plano era viajar em julho ou agosto, no verão. Tirei o visto no Rio de Janeiro (e aproveitei para passear por lá) em Fevereiro de 2018 e agendei a viagem para Agosto do mesmo ano. O plano era ficar 3 semanas em Chicago estudando 3 horas por dia e ficar 1 semana em New York. Nos próximos posts contarei um pouco do que houve em cada cidade que estive.

* Demorei bastante (um ano) para terminar de escrever todos os textos sobre a viagem para os Estados Unidos e como queria publicá-los todos juntos estou fazendo isso agora.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Bento Gonçalves/RS

Feriado de Corpus Christi e decidimos (Rosi e eu) ir até Bento Gonçalvez. Não sei se foi uma boa ideia (pelo grande tempo na estrada) mas fomos e voltamos de carro. Com uma parada maior para almoço e mais algumas para ir ao banheiro dá um total de 11 horas aproximadamente de Curitiba até Bento. Ficamos na Pousada da Neli. Não é no centro da cidade, fica há uns 5 km de lá. A própria Neli atende, faz café, etc. Quartos limpos, local silencioso, café bom, gostamos da pousada.

Na quinta, 20/06, saímos cedo de Curitiba. Além da distância, ficamos 1:25 hs parados na estrada em Vacaria/RS por conta de um acidente. Chegamos à noite em Bento Gonçalves e optamos por comer algo e descansar para estar prontos para curtir o dia seguinte. Na sexta seguimos até o Caminhos de Pedra. Trata-se de um roteiro com várias casas feitas de pedra e madeira, restaurantes e outras atrações, na sua maioria pertencentes a descendentes de italianos. Começamos pela Casa do Tomate, onde ouvimos a história da Casa e do próprio Caminhos de Pedra e houve degustação de molhos de tomate e da gasosinha (refrigerante natural). Depois fomos até um moinho de farinha de milho, onde um senhor simpático mostra como o milho é moído, explicando um pouco do processo antigo e do atual. Esse moinho fica do lado do Le Sorelle Bistro, onde voltaríamos mais tarde para almoçar. 

Passamos na Casa da Ovelha, que tem vários passeios/atividades (ver a amamentação das ovelhas filhotes, ver a tosquia, pastoreio, etc) mas que exige bastante tempo pois cada atração demora 30 minutos e vende-se o pacote com todas as atividades por 75,00 se não me engano. Entramos na loja, provei o queijo de ovelha e comprei um doce de leite de ovelha. A Rosi comprou souvenirs e uma pantufa de pele de ovelha. Propriedade vizinha é uma pequena igreja chamada São Pedro. Tiramos algumas fotos por ali e seguimos adiante. Chegamos à Cantina Strapazzon, onde tem uma casa de pedra construída em 1880. Em 1995 foram gravadas cenas do filme O Quatrilho nessa casa. Lá é feita uma visita guiada com degustação de vinhos e depois queijos e salames. 10,00 por pessoa. Além da casa de pedra ser realmente estilosa, à sua volta tem um parreiral de uvas Isabel, bonito de ver.

Um pouco à frente chegamos à Casa da Erva-Mate, depois de tomar um chimarrão cortesia na loja fizemos a visita guiada (10,00 por pessoa) na "fábrica", onde é mostrado o processo de produção e também os históricos soques movidos à roda d'água, bem interessante. Ao final da estrada chegamos à Casa do Queijo, que tem variedade do produto. Mas o que mais se destaca está ao lado, uma casa feita com uma pipa (barril de vinho) de madeira com capacidade para 140.000 litros de vinho. É possível entrar na "casa", subir as escadas e olhar pela janela do andar de cima, local bom para uma foto.

Já era mais de 15 hs quando voltamos no sentido contrário da estrada e paramos para almoçar no Le Sorelle Bistro. Parte do terreno dessa propriedade foi palco de filmagem do filme Saneamento Básico. O local é bonito, o ambiente agradável. Porém, infelizmente a comida estava muito salgada. Pedimos uma lasanha de frango e uma fortaia (omelete com salame e queijo colonial). O preço na minha opinião estava um pouco caro pela quantidade das porções. Em seguida voltamos mais um pouco e tiramos fotos do Restaurante Nona Ludia (casa de pedra muito bonita e que tem ao lado uma enorme Maria Mole - ou Umbu onde sob seu tronco e raízes forma uma pequena gruta que foi utilizada como abrigo provisório pelos primeiros imigrantes) e do Restaurante Casa Ângelo (feito com pedras de basalto irregular de cor preta, unidas entre si com uma mistura de feno, palha de trigo e estrume de vaca), essas duas edificações talvez sejam as mais bonitas do Caminhos de Pedra. Antes de escurecer ainda fomos ao Pipa Pórtico. Um pórtico em formato de pipa construído na entrada principal da cidade. Ali perto passamos na Igreja Matriz Cristo Rei, que estava fechada.

Pra terminar a sexta fomos até o Parque de Eventos de Bento Gonçalves, um dos maiores espaços para eventos da América Latina. E realmente o lugar é muito grande. Estavam havendo dois eventos no parque, ExpoBento e Fenavinho. Além de muitos estandes expondo de tudo (desde brinquedos e roupas até lareiras e automóveis), estava rolando a Festa Nacional do Vinho, que contava com várias vinícolas, praça de alimentação e 3 palcos com atrações musicais.

No sábado começamos pela visitação da Cooperativa Vinícola Aurora, no centro da cidade. A visita é guiada e gratuita. Inicia-se com um vídeo sobre a cooperativa, em seguida descemos uma escada e a guia explica como é o processo de produção, isso já no meio dos enormes tonéis de inox. O legal é que a parte subterrânea da empresa passa por baixo de uma das ruas da cidade por um corredor estreito. São mostrados os barris bem grandes de madeira e também os barris menores (de carvalho francês e americano). Por fim, chega-se à uma sala para degustação dos vinhos. Única ressalva é que o tempo para degustação foi curto pois o próximo grupo que estava visitando vinha chegando, provei poucos tipos de vinho. A saída é pela loja da Aurora. E fora da loja, atravessando a rua está uma loja de artesanato e souvenirs (se entendi direito vende produtos feitos por esposas de empregados da Aurora). Lá compramos geleia natural de uva e souvenirs.

De lá fomos para o Vale dos Vinhedos. Uma região bem mais extensa que o Caminhos de Pedra, com várias vinícolas (vê-se parte dos parreirais da estrada), restaurantes, etc. Dizem que dá para beber bastante nas degustações de tantas vinícolas. Como queríamos visitar também outros lugares foi um passeio mais visual. A região é realmente bem bonita. Paramos para almoçar no Restaurante Zandonai, comida boa por um preço justo. Destaque para a sopa de capeletti de entrada e o pão de alho.

Do Vale dos Vinhedos, fomos até o Vale do Rio das Antas. Na verdade fomos apenas até o Mirante da Ferradura, onde é possível ver de cima o Rio das Antas fazer uma curva em formato de ferradura. Vale as fotos, lugar incrível. Voltando para a região central de Bento Gonçalves vimos a Igreja São Bento (construída em formato de Pipa) e ao lado o Monumento aos Imigrantes, feito em bronze. Por último fomos à parte mais central da cidade fazer o tour da Via Del Vino, que é uma das mais importantes via da cidade e onde se encontram prédios históricos importantes. Nesse tour vimos: La Fontana (chafariz de vinho), Santander (antigo Banco Nacional do Comércio), Prefeitura, Praça Walter Galassi, Ex-Banco da Província, Monumento a Bento Gonçalves, Cruzinha e Santuário de Santo Antonio (estava aberto e pudemos ver como é bonito também por dentro). Ainda na Via Del Vino, entramos no Shopping São Bento para comer algo e assistir um pedaço do jogo do Brasil contra o Peru pela Copa América.

No domingo, 23/06, pegamos a estrada de volta para Curitiba. Este foi nosso rápido tour por Bento Gonçalves, cidade da Serra Gaúcha. Cidade simpática, valeu a visita.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Correr é Possível

Desde pequeno sempre curti jogar futebol e jogo até hoje. Não que eu jogue grande coisa mas tô sempre correndo atrás da bola e fazendo uns golzinhos :-). Aí correr virou moda e muita gente desembestou a treinar e participar de provas pela cidade. Em 2014 o então meu chefe Vanderson, que já corria, fez um convite/desafio para todos os seus subordinados: participar dos 5 KM da Corrida da Caixa. No começo eu não dei muita bola mas quando vi que os colegas de equipe compraram a ideia decidi não ficar para trás.

Eu nunca tinha corrido e sabia que teria que intercalar caminhada com corrida. Fiz alguns treinos e cheguei todo feliz no dia da corrida. Equipe de trabalho reunida e adorei o clima de uma prova de corrida. Em 2015 e em 2016 resolvi correr a mesma prova da Caixa. O problema era que eu em vez de treinar corrida ia jogar futebol e nunca engatava corridas seguidas. Eis que em 2017 eu me inscrevi na corrida da Prefeitura de Curitiba e a Rosi achou o máximo a ideia de correr. Ela não participou dessa prova mas foi lá assistir. Depois disso ela decidiu que também iria correr e desde então um incentiva o outro e participamos de várias provas. 2017 e 2018 foram de várias corridas.

Essa sequência de corridas foi de superação e eu consegui fazer coisas que não imaginava. Em 2018 eu consegui correr todos os 5 KM sem alternar com caminhada. Em novembro do mesmo ano eu corri 5 KM em menos de 30 minutos o que no início parecia impossível para mim. E agora em 2019 eu fiz uma prova de 7 KM. A ideia é chegar aos 10 KM em algum momento ou quem sabe até mais.

Outra coisa legal é que desde 2017 eu participo do grupo Furacão Runners, corredores atleticanos que representam o Atlético nas corridas. E como eu sou um cara que gosta de estatísticas pessoais, seguem meus resultados pessoais. Bora correr?

Circuito de Corridas CAIXA – 19/10/2014 – 5 km – 38:17
Circuito de Corridas CAIXA – 18/10/2015 – 5 km – 37:40
Circuito de Corridas CAIXA – 23/10/2016 – 5 km – 35:03
Circuito de Corridas de Rua Curitiba/A. Yoshii – 25/06/2017 – 5 km – 37:33
Meia Maratona de Pinhais Uninter – 01/10/2017 – 5 km – 36:53
Circuito Banco do Brasil de Corrida – 22/10/2017 – 5 km – 35:30
Corrida Rústica do 20o BPM – 03/12/2017 – 5 km – 35:20
Circuito de Corridas de Rua Curitiba – 10/12/2017 – 5 km – 35:33
Corrida da Guarda Municipal de São José dos Pinhais – 14/04/2018 – 5 km – 34:50
Circuito Banco do Brasil de Corrida – 03/06/2018 – 5 km – 34:50
Circuito de Corridas de Rua Curitiba – 17/06/2018 – 5 km – 34:53
Circuito Popular de Corrida de Rua – 08/07/2018 – 4 km – 29:03
Corrida do Artilheiro – 23/09/2018 – 5 km – 33:32
Circuito de Corridas de Rua Curitiba – 21/10/2018 – 5 km – 32:19
Maratona de Curitiba – 18/11/2018 – 5 km – 29:57
Batel Run – 27/01/2019 – 5 km – 32:31
Summer Night Run – 02/02/2019 – 7 km – 45:39