domingo, 16 de dezembro de 2018

Show da Legião Urbana - 'Dois' e 'Que País é Este'

Em 2016 eu pude ver a Legião Urbana ao vivo. Agora em 2018, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá estão em uma nova turnê, desta vez para comemorar os 30 anos do segundo e do terceiro álbuns da Legião: "Dois" e "Que País é Este". Dia 23/11/18, na Live Curitiba, em companhia da Rosi, da minha afilhada Amanda e da Tatiane (mãe da Amanda) tive a oportunidade mais uma vez de assistir um belíssimo show, com André Frateschi mandando muito bem no vocal (na maioria das músicas, já que Bonfá e Dado fizeram o vocal também) e a galera cantando junto.

Foi muito bom relembrar e cantar junto todas essas músicas. Tirando a faixa instrumental "Central do Brasil" do disco Dois, todas as músicas dos dois álbuns foram tocadas. Confesso que não imaginava ouvir ao vivo canções como "Metrópole" ou "Acrilic on Canvas" que são músicas mais "lado B", e isso foi muito legal. E no final do show, a banda ainda tocou algumas músicas de outros discos, como Vento no Litoral, Giz e Perfeição. Resumindo, foi um show muito bom! A seguir algumas informações do show.

Informações Pré-show

Não há muitas dúvidas em se afirmar que os álbuns Dois e Que país é este – lançados, respectivamente, em julho de 1986 e novembro de 1987 – são clássicos do rock brasileiro, e que, a partir deles, a Legião Urbana, mesmo ainda tão jovem, já se tornava uma banda clássica e, portanto, atemporal. Mais de trinta anos depois de terem sido apresentadas ao público, as canções desses dois discos seguem cativando corações e mentes de todas as idades, cores e classes sociais nesse país desigual e continental que é o Brasil.

Em 2015, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá decidiram convidar alguns músicos seletos e realizar uma turnê comemorativa das três décadas de lançamento do primeiro álbum da banda, executado na íntegra para o delírio de milhares de legionários de diferentes gerações e regiões do país. Para os ex-integrantes da Legião, o projeto comemorativo (Legião Urbana XXX anos) deu tão certo que simplesmente não existem razões para encerrá-lo agora.

Neste segundo semestre de 2018, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá voltaram aos palcos para, dessa vez, comemorar os aproximadamente trinta anos dos clássicos Dois e Que país é este (1978-1987), finalizando, assim, os festejos referentes àquela trilogia da então juvenil Legião. Eles vem acompanhados dos mesmos músicos da última turnê (além de Dado na guitarra e Bonfá na bateria, o projeto conta com os vocais de André Frateschi, a guitarra e violão de Lucas Vasconcellos, os teclados e programações de Roberto Pollo e o baixo de Mauro Berman - que também assina a direção musical do show).

Informações Pós-show

Não tem jeito: a Legião Urbana é o maior conjunto da história da música brasileira. Não do rock. Não do pop. Da música nacional como um todo, mesmo. Nem a ausência corpórea do líder Renato Russo diminui tal fato.

Pelo contrário. Sua falta é que salienta o estofo da obra legionária. Pois Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá conseguem, apenas eles da formação clássica, fazer a maioria da plateia cantar absolutamente todas as canções executadas na Live Curitiba. De cabo a rabo. Das mais herméticas aos hinos mais inapeláveis.

Boa parte desta força se deve, hoje, justiça seja feita, a André Frateschi. Acostumadíssimo a lidar com público, atuando, tocando, o rapaz convidado a soltar a voz nas crias de Renato acerta ao dar a própria cara ao material. Trejeitos e dancinhas aludem o antecessor vez ou outra, até. Mas como referência. Homenagem. Não cópia. E os fãs percebem. E gostam. E vão com ele. Conduzidos a plenos pulmões.

Tempos atrás o trio, ajudado por bons músicos de apoio, caiu na estrada performando o disco-debute Legião Urbana (1985) na íntegra. Agora as bolas da vez são os também já trintões Dois (1986)* Que País é Este 1978/1987 (1987). Defendidos na capital paranaense de forma bacana das 00h45 às 02h45 da madruga – ainda que a formação derrape sazonalmente na virada de sexta (23) pra sábado. Dado e Bonfá erram deixas.

Vale por vê-los cantando. Bonfá pega o microfone em Tédio (Com Um T Bem Grande Pra Você), Eduardo e MônicaVento no Litoral – aqui trocando de lugar com Frateschi na batera. Dado liberta o gogó em Conexão Amazônica, Tempo Perdido Giz.

Vale sobretudo pelo repertório. Se a medalhona Pais e Filhos fica fora do setlist, a inclusão das menos badaladas MetrópolePlantas Embaixo do Aquário, Depois do Começo e Andrea Doria clarifica o quanto a Legião estava à frente das outras no auge. O quanto Dois Que País é Este estão entre os principais discos da nossa terra brasilis, retratando fases distintas de um discurso duplamente bem-sucedido (a potência sangue-no-olho deste; o esmero de estúdio daquele).

SETLIST LEGIÃO URBANA
  1. Daniel na Cova dos Leões
  2. Quase Sem Querer
  3. Eu Sei
  4. “Índios”
  5. Acrilic On Canvas
  6. Tédio (Com Um T Bem Grande Pra Você)
  7. Mais do Mesmo
  8. Metrópole
  9. Química
  10. Plantas Embaixo do Aquário
  11. Depois do Começo
  12. Conexão Amazônica
  13. Música Urbana 2
  14. Eduardo e Mônica
  15. Faroeste Caboclo
  16. Que País é Este
  17. Angra dos Reis
  18. Andrea Doria
  19. Fábrica
  20. Tempo Perdido
  21. Vento no Litoral
  22. Giz
  23. Há Tempos
  24. Será
  25. Perfeição
*Dois não é tocado literalmente inteiro. Falta a faixa Central do Brasil.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Passeio em Manaus - AM

Ainda em março, após sair de Natal, Rosi e eu partimos para Manaus. Aqui o tempo seria menor, separamos 3 dias inteiros mais os 2 dias de chegada e partida. Nossa vantagem foi que em Manaus o meu primo Emerson nos ajudou bastante pois ele mora na cidade. Aí, além de o Emerson nos oferecer hospedagem e dicas turísticas, ainda nos levou para vários lugares de carro. Fica aqui meu agradecimento público ao Emerson e à Dani, que foram muito gentis.

Parque do Mindu

Chegamos num sábado por volta de 23 hs e no domingo pela manhã fomos ao Parque do Mindu, onde havia um café regional, com comida e bebida à vontade. Serviu de café e almoço. Além de uma tapioca saborosa e suco de cupuaçu, experimentei as frutas tucumã e pupunha. Caminhamos um pouco no parque também, foi bom.

Centro

Fomos à feira de artesanato da rua Eduardo Ribeiro, é sempre interessante esse tipo de feira para conhecer algumas particularidades da cidade. Em seguida fomos até a igreja matriz, que estava fechada mas tiramos fotos legais ao redor dela. Também olhamos o porto por fora e caminhamos por uma das plataformas de embarque do mesmo.

Dois dias depois voltamos ao Centro, desta vez visitamos o Teatro Amazonas (primeiro por fora, depois a visita guiada e ainda vimos uma peça no período da noite), o Palácio da Justiça, a Igreja São Sebastião Martir, o Mercadão Municipal (que fica numa região meio trash) e o Palácio Rio Negro.

MUSA - Museu da Amazônia

Área ambiental onde vimos Vitória Régia, peixes da região, serpentes e a principal atração que é a torre de observação com 42 metros de altura. Esse mirante é realmente muito legal. Tem vários degraus para você percorrer e 3 plataformas de observação. Vale a pena subir até a plataforma mais alta, a vista é fantástica.

Praia de Ponta Negra

Praia de rio e que atrai muita gente, tanto turistas quanto moradores locais. Nós vimos o pôr do sol em Ponta Negra e foi muito bonito. Foi feito todo um investimento em infraestrutura em Ponta Negra, existem várias quadras de areia onde o pessoal normalmente joga vôlei. Entre a avenida onde passam os carros e a praia tem um calçadão bastante espaçoso que fica mais alto que a praia, nesse calçadão ficam muitos ambulantes vendendo comida e bebida.

Passeio no Rio Negro

Pra mim o melhor passeio em Manaus. Além de eu ter achado bem mais legal andar de barco em rio do que em mar (no rio balança bem menos), o passeio contemplou:

- Encontro das Águas. Eu achei incrível ver bem de perto o encontro do Rio Negro com o Rio Solimões, as águas não se misturam por conta da densidade, é um espetáculo da natureza. Recomendo.
- Vitória régia. Passamos em alguns lugares onde o rio não é tão profundo e que tinha várias e grandes vitórias régias, bonito.
- Viveiro de pirarucu. Numa comunidade de casas flutuantes, paramos num viveiro com vários peixes pirarucu, passagem rápida mas para ter ideia do tamanho do bicho.
- Almoço em restaurante flutuante. Ao redor do restaurante vimos de perto alguns macacos de cheiro e também outras bonitas vitórias régias. E a comida estava deliciosa: vatapá, pirarucú, tambaqui, banana frita, pirão, abacaxi pérola.
- Interação com boto rosa. As pessoas ficam numa plataforma com água até o peito enquanto um tratador atrai os botos com peixes iscas, esses golfinhos chegam bem perto e é possível vê-los saindo da água para pegar os peixes no ar.
- Aldeia indígena. Fomos até a aldeia, onde os índios fizeram algumas danças e falaram um pouco da sua cultura.

INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

Com guia, nós vimos ariranha, tartarugas, jacarés e peixe-boi (mas o tanque do peixe boi estava bem sujo, foi difícil ver).

Peixaria do Juvenal

Em Manaus as peixarias são equivalentes às churrascarias de Curitiba. Essa do Juvenal é ótima. Comemos uma banda de tambaqui com baião de dois. Muito bom, recomendo.

Comida

- Tucumã. Fruta levemene doce, pequena e amarela, normalmente colocada na tapioca ou no pão. Sozinha não é tão interessante mas dá um efeito especial misturada a outras coisas.
- Pupunha. Fruta que lembra um pouco araçá.
- Kikão. É como eles chamam o cachorro quente, hot dog.
- Pirarucu. Um peixe muito saboroso, creio que a melhor comida que eu provei na cidade. Se for a Manaus não deixe de comer.
- Carne de sol com macaxeira. Veio como porção, a macaxeira é frita. A combinação ficou boa.
- Abacaxi Pérola. Abacaxi doce de verdade, muito bom.
- Suco de Guaraná. Diferente.
- Tapioca de Coco. Tipo uma maria mole.
- Ingá. Fruta doce, gostosa.
- Maracujá do mato. Muito bom.
- Cacau. Doce, gostei.
- Rabutá. Muito bom.
- Jambo. Achei meio sem gosto.
- Cupuaçu. A fruta é boa.
- Creme de cupuaçu. Sobremesa feita pela Dani.
- Sorvete de tapioca e de açaí. Sabores bem característicos.
- Açaí sem xarope. Eu já tinha comido em Belém, mas desta vez acho que não acertei bem a quantidade de açucar, sem açucar fica meio sem graça.
- Guaraná Baré e Guaraná Imperial. Os refrigerantes da região, esse Baré tem em vários lugares.
- Suco de taperebá. É suco de cajá, eles chamam assim em Manaus.

Passeio em Natal-RN e Tour em João Pessoa-PB

Em março tive alguns dias de férias e na companhia da Rosi fomos fazer algo que é muito bom: viajar! Pela quantidade de dias disponíveis decidimos que seriam dois destinos. Eu escolhi Manaus que queria conhecer há tempos e a Rosi escolheu Natal que nenhum de nós conhecia. Neste primeiro post vou escrever sobre Natal (e sobre o tour de 1 dia em João Pessoa), no próximo escrevo sobre Manaus.

Tempo de Permanência

Tivemos 5 dias inteiros em Natal mais dois dias para chegada e partida. Como o tempo de viagem com escala para Natal é longo, literalmente separamos um dia para ir e outro para ir embora (no caso fomos para Manaus depois de Natal). Acredito que o tempo se mostrou suficiente, não dá para fazer tudo mas pode-se escolher as opções que achar mais interessantes. Detalhe, o aeroporto de Natal é longe!

Hotéis

Pesquisando previamente, escolhemos a Praia de Ponta Negra para se hospedar. E existem muitos hotéis na região. Muitos mesmo e para todos os gostos e bolsos. Ficamos a maior parte do tempo na Pousada Varandas da Praia, que tem uma vista incrível para a praia e para o Morro do Careca. Pousada simples e barata, com café da manhã bom. No final passamos uma noite no Hotel Atol das Rocas, mais caro mas com um padrão excelente. A região é ótima em termos de infraestrutura com mercados, restaurantes e outras conveniências. Creio que a nossa escolha foi acertada.

Comida

Além de ser bom de garfo eu adoro experimentar comidas típicas e que não conheço. Desta feita não foi diferente:

- Água de coco e água mineral. Provavelmente o lugar mais barato do Brasil para comprar essas coisas. A garrafa de água de 500 ml custa R$ 1,00 e a água de coco custa R$ 3,00 em média (cheguei a pagar R$ 2,00). Claro que tomei muita água de coco em Natal ;-)
- Feijão verde com coentro. Eu já havia comido o feijão verde em outros lugares mas esse de Natal com um tempero delicioso de coentro deu um toque especial. Muito bom.
- Carne de Sol. Como é bastante salgada é prudente escolher acompanhamentos menos salgados. Bastante macia, gostei.
- Manteiga da terra (ou de garrafa). É usada junto com outros alimentos, como a tapioca por exemplo. Eu achei meio forte, não gostei.
- Castanha de cajú. De diversos sabores (com leite condensado, com chocolate, salgada, doce apimentada, etc). Uma delícia!
- Paçoca de Pilão. Uma espécie de "virado" de carne de sol e feijão verde. Comemos no Restaurante Camurutaba (praia de Camurupim). Muito bom.
- Cuscuz. Não sei se já tinha comido isso. Achei meio com gosto de nada.
- Tapioca. Não gostei da tapioca que comi em Natal, exceto a tapioca feita no hotel. E olha que eu gosto de tapioca.

Ponta Negra

Foi nossa base, pois ficamos hospedados aqui, como já escrevi. Além de muitas opções de hotéis, restaurantes, mercados e agências de turismo (tem banquinha de agente de turismo à rodo), tem um calçadão à beira-mar bem interessante para passear curtindo a praia e o Morro do Careca. A região em si não é muito bonita, vê-se lixo nas ruas, alguns terrenos abandonados, casas feias. O mar é lindo! Uma cor meio esverdeada que eu nunca havia visto igual. Aliás tem duas cores, uma perto da praia, outra mar adentro.

João Pessoa

Como em Ponta Negra tem muitas agências de turismo e que oferecem vários passeios legais e com preços convidativos, contratamos alguns desses passeios, o primeiro deles foi um tour de um dia bate e volta para João Pessoa. Nesse tour, passamos de ônibus pelo Centro Histórico, pela orla (que é muito bonita) e paramos para almoçar num restaurante na Praia do Bessa. Não fomos à Ponta do Seixas porque o local estava em obras. Mais tarde fomos à Praia do Jacaré, onde tem o famoso pôr do sol ao som do bolero de Ravel. Pagamos para ver o pôr do sol em um barco, com algumas atividades, como interação com Lampião e Maria Bonita. O saxofonista que toca o bolero de Ravel deu uma palinha no nosso barco e no momento que o sol ia se pondo ele tocava o sax dentro de um barco menor. Legal mas eu particularmente não achei grande coisa, talvez pela propaganda exagerada que me fez criar uma expectativa diferente.

Fortaleza dos Reis Magos

17 km de distância da praia de Ponta Negra, mas é um lugar bastante bonito. Vale a visita e possibilita belas fotos.

Centro Histórico

Infelizmente o Centro Histórico de Natal está bastante abandonado. Parece que o governo local deixou esquecido esse lado da cidade. Até tem alguns prédios e praças bonitos mas não há investimento algum nesse tipo de turismo. Visitamos algumas igrejas e museus e o próprio prédio da prefeitura, que é um prédio histórico e uma funcionária acabou nos mostrando os detalhes.

Buggy no Litoral Norte

Contratamos o passeio de Buggy para o litoral Norte, que passa por várias praias como Santa Rita, Genipabu (onde tem os dromedários), Pitangi, Jacumã, etc. Passamos também por várias dunas e paramos por um tempo na lagoa de Pitangi. Fizemos o famoso esqui-bunda e depois almoçamos num restaurante à beira-mar. Esse passeio eu recomendo bastante, andar no buggy pelas praias e dunas é uma sensação indescritível. O passeio começa de manhã e vai até umas 16 hs.

Passeio das Águas - Litoral Sul

Esse foi um passeio que tínhamos dúvidas se seria legal pois passava em muitos lugares, alguns só pra tirar fotos e parava em dois pontos que não sabíamos se seriam bons. Passeio de um dia inteiro. No fim se mostrou uma opção bastante agradável. Visitamos:
- A Barreira do Inferno (museu da base de lançamento de foguetes, a base mesmo é do outro lado da rua e sem acesso para turistas).
- O maior cajueiro do mundo. Valeu a pena e era um ponto turístico que queríamos muito ver. Pena que não era época de cajú.
- Mirante dos Golfinhos. Apenas para fotos mas tem um visual incrível e eu acho que vi sim os golfinhos... bem distantes.
- Praia de Camurupim. Esta foi uma das paradas mais longas, onde almoçamos no restaurante Camurutaba. Praia de piscinas naturais, um lugar fantástico para relaxar ou curtir a água bem calma. O pessoal faz stand up paddle no local. Pra mim foi o ponto alto do dia.
- Lagoa de Arituba. Uma lagoa com uma estrutura boa ao redor. Além de uma rede estrategicamente colocada na parte mais alta, andei de pedalinho com a Rosi e me arrisquei no stand up paddle.

Resumo

Adorei conhecer Natal, o mar com cor muito bonita, preços de hotéis, passeios e água de coco bem acessíveis. Recomendo o Passeio de Buggy para o litoral norte e o Passeio das Águas no litoral sul, especialmente a praia de Camurupim. Natal é um lugar ótimo para descansar e relaxar à beira da praia.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Conhecer a Colômbia Vale a Pena!

No início de agosto estive de férias na Colômbia e adorei o país. Antes de ir encontrei varias dicas em blogs e sites. Não quero que este post seja referência sobre a Colômbia mas vou dar os meus pitacos sobre algumas impressões que tive. Escreverei em formato de tópicos.

Panorama Geral

Eu achei a Colômbia um país agradável e seguro. Alguns lugares, como Cartagena e o Parque Chicamocha, são muito bonitos. Bogotá e Medellin, as maiores cidades, nos mostram um pouco da cultura do país. A Colômbia tem algumas características interessantes e que se repetem em várias cidades: muitos policiais, muitos táxis, muitos ambulantes, pessoas prestativas. Nem tudo é organizado mas fiquei com a sensação de que os colombianos estão sempre em busca de melhorar. O ônibus Transmilênio em Bogotá e o Metrô de Medelin, por exemplo, mostram alguns serviços públicos de qualidade.

Bogotá

- Bogotá tem 8 milhões de habitantes e parece ser uma cidade muito organizada e segura (muitos policiais principalmente em pontos turísticos). Umas das primeiras impressões que tive foi com relação ao trânsito, após às 17 hs tem muito carro nas ruas e trânsito lento pra todo lado (posteriormente percebi que isso se repete em todas as cidades que estive).
- Muitos táxis e ambulantes por toda parte (e isso não é só em Bogotá mas em todas as cidades). No centro é impossível você demorar mais que 30 segundos para parar um táxi. Eles têm o hábito de passar buzinando oferecendo o serviço.
- Candelária (centro). Foi onde nos hospedamos. Todos os pontos turísticos próximos e possível de fazer à pé. Legal a Plaza Bolivar, o Museu Botero (é grátis) e o Museu do Ouro.
- Catedral da Sal. Fica na cidade vizinha Zipaquirá. Uma catedral dentro de uma mina de sal, um passeio bastante interessante. Fomos de ônibus (parte com o Transmilênio que é o "Expresso" de lá e parte com um ônibus pequeno - busseta como chamam lá) e o deslocamento demora mais de uma hora mesmo sem trânsito.
- Cerro de Monserrat. Um morro com uma vista bastante interessante da cidade. Dependendo do horário você pode subir de teleférico ou funicular. Fomos de teleférico. Vale a subida, tire várias fotos.
- Impressionante como tem turistas e não turistas em toda parte, os pontos turísticos estão sempre cheios, de onde eles surgem? (o mesmo notei em Medellin).
- O ônibus Transmilênio é bom e barato. Porém um pouco confuso entender a lógica das linhas que não param em todas as estações, cada uma para em determinadas estações.
- Colombianos simpáticos e prestativos. A curiosidade é que basicamente só vi pessoas bonitas, magras e jovens em Bogotá.
- Zona Rosa. Point de Bogotá com bares e restaurantes. Local bastante agradável (lembra um pouco o bairro Batel em Curitiba).

Medellin

- Carrera 70 no Bairro Laureles. Uma das ruas mais populares da cidade, tem muitos bares e restaurantes. Muitos ambulantes também. Digamos que é um point mais popular (contrastando com a Zona Rosa de Bogotá). Bom se hospedar perto dessa rua, já que além das facilidades do comércio, não é longe de centro. Fácil de ir de metrô ou mesmo a pé.
- Metrô. Ótima opção de deslocamento, 2300 pesos (cerca de R$ 2,60), muito organizado e fácil de entender os mapas. Leva aos principais pontos turísticos e é integrado com bicicleta, Metrocable e ônibus.
- Metrocable. Integrado com o metrô e sem pagar a mais para usar. É um teleférico que foi criado para levar as pessoas aos locais de mais difícil acesso (nos morros). Passa por cima das comunas (favelas). Acaba sendo uma opção turística e a vista é incrível!
- Estádio do Atlético Nacional. Na Carrera 70, ao lado da estação do Metrô. Só abre para visitação na terça e é grátis mas eu não estava na terça em Medellin :-(.
- Plaza Botero. Fica no centro de Medellin, que é um lugar cheio e meio caótico. A praça em si é bonita e tem as belas esculturas do Botero, mas é até difícil de tirar fotos nas esculturas pela quantidade de pessoas ali (turistas, ambulantes, passantes).
- Museu Antioquia. Muita coisa do Botero nesse museu, mais legal e completo que do Museu Botero em Bogotá. Porém um pouco caro: 18.000 (R$ 20,00).
- Jardim Botânico. Estação de Metrô em frente. Havia uma exposição de flores (grande variedade) e MUITA gente. Vimos iguanas de perto e um borboletário com poucas borboletas. Lugar grande e bonito. Cobra entrada de 18.000 pesos.
- Pueblito Paisa. No topo do Morro Nutibara, tem uma réplica de um povoado de Antioquia do século XX. Mas mais legal que isso é a vista lá de cima da cidade de Medellin. Fomos no final da tarde e conseguimos ver antes e depois de escurecer. Imperdível.

Cartagena

- Ficamos na Cidade Amuralhada e com certeza foi a melhor escolha. O lugar é incrível! Casas coloridas com estilo original preservado. Clima bucólico.
- O pôr do sol visto da muralha é imperdível!
- Calor sempre, as pessoas fogem da rua próximo às 12 hs para não andar debaixo do sol (e aproveitam para tirar uma soneca).
- Muito turista e muito ambulante.
- Interessante destino para casais, o lugar tem um certo romantismo ;-)
- Não fomos ao Castelo de San Felipe e só passamos de ônibus na Praia de Bocagrande, mas tudo indica que são duas boas opções também.

El Zaíno (Parque Tayrona)

- Nos hospedamos nessa pequena cidade por ser próxima ao Parque Tayrona. Posteriormente ficou a dúvida se valeu a pena pois a única vantagem foi chegar mais rápido ao parque do que se estivesse hospedado em Santa Marta.
- Ficamos no Hostel Manígua Tayrona, com muita natureza (rio, esquilos, redes, no meio do mato). Foi nossa base para o Tayrona. Pelos horários que chegamos e saímos aproveitamos pouco, basicamente dormimos lá.
- O Parque Tayrona em si foi eleito a roubada da viagem! Ok, pode ser que criei uma expectativa muito elevada do lugar mas preciso dizer que não foi um bom custo x benefício. Caro para entrar (44.000 = R$ 50,00), precisa caminhar muito por uma trilha no meio do mato para ao final chegar numa pequena praia bonita com pedras. Legal a praia e tal mas pelo esforço eu esperava mais. Fomos até a praia Piscina, haviam outras à frente mas quanto mais você segue em frente, mais tem a percorrer na volta (é possível acampar no parque mas no caso meu passeio era de um dia apenas). A sinalização e organização do parque são horríveis. Para se ter uma ideia da péssima sinalização dentro do parque, nós nos perdemos na trilha de volta e acabamos o trajeto pela trilha exclusiva dos cavalos! O parque tem bastante natureza, com árvores e plantas diferentes, macacos, lagartixas e outros animais. Mas eu particularmente não recomendo o passeio, a não ser que você goste muito de caminhar, de praia e de natureza. Nesse caso vá para acampar.

Santa Marta

- Pouco tempo na cidade.
- Passamos na ida para El Zaíno e antes de ir para Bucaramanga, ficamos uma noite no Hotel Miami, bem localizado e barato. No centro histórico tem uma ruazinha estreita, poucas quadras, com vários bares e restaurantes. Lugar interessante e com vários turistas. Lembra o Largo da Ordem de Curitiba.

Bucaramanga (Cânion de Chicamocha)

- Outra cidade que foi a base para irmos para um objetivo (aqui o cânion).
- Ficamos 2 noites no Hotel Andino. Só andamos de táxi ou ônibus na cidade, que pareceu bonita e organizada (mais que todas as outras que vimos na Colômbia).
- Para ir ao Cânion é preciso ir de táxi até o ponto "Papa quero piña" e pegar uma busseta até o parque (cerca de 1 hora nesse ônibus).
- O Cânion vale muito a pena! Paga para entrar no Parque e paga se quiser atravessar do outro lado e voltar de teleférico. A vista das montanhas (dos dois lados) e do próprio teleférico são sensacionais.
- O Cânion é meio fora de rota (fica entre Santa Marta e Bogotá) mas se tiver a oportunidade de ir, o lugar é realmente lindo.

Comida e Bebida

Eu tinha uma lista de coisas que queria provar na Colômbia, acabei provando o que tava na lista e mais alguns itens. Talvez tenha faltado frutas diferentes, mas enfim.

- Bunuelos. Parece bolinho de chuva mas com a massa mais macia, é bem redondo. Eu gostei. Em Bogotá estava bem gorduroso, em Medellin não.
- Arepa. À base de milho. Está presente em muitos pratos mas não tem gosto de nada. Comi várias e apenas na Zona Rosa de Bogotá que encontrei uma saborosa e que lembrava pamonha.
- Almojabana. Um bolinho meio sem gosto, nem ruim nem bom.
- Lulo. A única fruta que comi (de um suco feito com pedaços do Lulo). Eu gostei bastante, lembra kiwi.
- Chá de Coca. Eu gostei, levemente amargo.
- Avena. É uma bebida que olhando parece iogurte mas o gosto lembra pudim de baunilha. Gostei.
- Patacón. Banana verde achatada frita. Comi uma vez em Bogotá e achei sem gosto, mas experimentei novamente em outras cidades e estava bem saboroso. É salgado, virei fã.
- Bandeja Paisa. Prato típico em Bogotá e Medellin. Tipo um PF com arroz, feijão (que é maior que o brasileiro e com um tempero delicioso), banana frita (diferente da nossa), torresmo, ovo frito, carne moída, arepa e abacate. Eu adorei isso, principalmente a banana e o feijão.
- Ajiaco. É uma sopa bem saborosa. Em separado vem milho verde e abacate. Muito bom.
- Picado. Composto de carnes, banana e linguiça em pedaços + batata assada e abacate. Gostei.
- Formiga Culona. Curioso é ver os ambulantes aparecerem de repente vendendo as formigas torradas em saquinhos. Dizem ser afrodisíaco, tenho dúvidas. Mas eu comi e gostei, lembra amendoim torrado.
- Abacate e Arepa parecem ser itens obrigatórios na maioria dos pratos colombianos.
- Prato de Santander. No Parque Chicamocha comemos um prato que era um mix das especialidades de Santander. De entrada uma sopa com coentro e várias outras coisas, boa. Arroz com miúdos de cabra (acho que era isso), gosto forte. Carne de boi, de cabra, de frango e mandioca. Eu tive a impressão que faltou um pouco de capricho na hora de preparar as carnes. Ainda assim gostei da carne de cabra.
- Milo. O Milo é como se fosse o "Nescau" da Colômbia, feito para tomar com leite. Resolvemos experimentar o Milo gelado numa sorveteria no Parque Chicamocha. E não é que o produto é delicioso? Achei que lembrou milk shake de chocolate mas com um sabor diferente e especial.

Ônibus intermunicipais

- Se programe com folga, pois demoram mais que o previsto.
- Mesmo os turísticos/contratados são enrolados.
- A van que nos levou de Cartagena à Santa Marta fez várias paradas para pegar pessoas em vários hotéis e em vários locais para desembarcar pessoas. A viagem prevista para 3,5 horas demorou 5.
- Ônibus de Santa Marta a Bucaramanga. Grande, confortável, ar muito gelado. Tempo previsto de 10 horas mas durou 12. Muitas paradas demoradas.
- Ônibus de Bucaramanga a Bogotá. Menor e menos confortável que o anterior. Viagem de 10 horas durou quase 12. Muitas paradas demoradas.

Hotéis

- Inter Bogotá em Bogotá. Preço bom, localização boa no centro, limpo e organizado.
- Kitnet da Yessica em Medellin. Barato (Airbnb), ótima localização, próximo à Carrera 70, limpo e organizado.
- Hotel Santa Cruz em Cartagena. Ótima localização, café da manhã bom, quarto pequeno mas limpo.
- Hostel Manígua Tayrona em El Zaíno. Muita natureza, perto do parque Tayrona, alguns quartos melhores que outros.
- Hotel Miami em Santa Marta. Bem localizado, barato, quarto grande, limpo.
- Hotel Andino em Bucaramanga. Bem localizado, preço bom, limpo e organizado.

domingo, 23 de abril de 2017

Um dia na Colônia Witmarsum

Já há algum tempo pretendia visitar a Colônia Witmarsum. Há cerca de 65 km de Curitiba, na cidade de Palmeira, se enquadra na categoria de passeios interessantes e próximos à Curitiba. No último sábado, finalmente consegui conhecer o local.

A ideia aqui não é falar de todos os atrativos da colônia, até porque existem informações bem completas em alguns sites, até indico o Blog Matraqueando que foi minha principal referência para planejamento do passeio. Mas vou dar meu depoimento sobre os locais que pude conhecer, assim creio que fica como mais uma opinião a respeito.

Para esta empreitada, tive a companhia da amiga Rosi, que topou compartilhar essa experiência comigo. Saímos de Curitiba um pouco depois das 9 hs. A estrada está em ótimas condições em todo o percurso. Há um pedágio que custa R$ 7,90. Um pouco antes da entrada para Witmarsum está o Recanto dos Papagaios, que aproveitamos e paramos para conhecer.

O Recanto dos Papagaios é um recanto/parque público e gratuito. Tem uma boa estrutura, contando com várias churrasqueira (com mesas e bancos) e uma piscina artificial com água do Rio dos Papagaios. Imagino que em dias de calor fique cheio. Naquele dia estava frio e era cedo, havia poucas pessoas. Mas foi bom, pois pudemos tirar boas fotos. O recanto é realmente muito bonito!

Ah! Já ia me esquecendo, mas entre as várias placas educativas no Recanto, uma chamou a atenção. Ao lado da piscina: “Proibido jogar pessoas na piscina”! Hein!? Acho que não quero saber o que motivou a administração do recanto a escrever essa placa, mas que é engraçado, é.

Seguindo em frente, chegamos à simpática Witmarsum. Na estrada de acesso tem um trecho em que as árvores ficam bem perto da rodovia, formando quase um “túnel” de árvores. Parece cena de filme. Paramos no Mercado Central e fomos direto à Feira do Produtor, ali encontramos bolos, tortas, geleias, bolachas e várias outras coisas que o pessoal produz artesanalmente. Aliás, os “feirantes” são bem simpáticos e nos contaram alguns detalhes da produção dos alimentos e da vida na Colônia.

Depois fomos ao Mercado Central. Foi engraçado porque esperávamos algo do tipo “Mercado Municipal de Curitiba”, mas ao passar a porta de entrada nos deparamos com um mercado com cara de “Condor” mesmo. Quase aproveitei para fazer as compras lá pra casa 😐

Do outro lado da rua tem um Centro de Informações Turísticas, onde recebemos algumas dicas de locais para ir, e o Museu de História. Como o museu estava prestes a fechar para o almoço, passamos a explorar os restaurantes. Começamos com o Sabores da Colônia, que é bem perto dali, apesar de ter alguns pratos salgados, a especialidade do local é o Café Colonial mesmo, então pegamos o carro e fomos em frente.

Passada rápida no Frutilhas Lowen que pareceu ter menos opções “alemãs”. Mas decidimos almoçar no Bierwit, este sim com o cardápio quase todo com comida alemã. Pedimos o prato da casa, que serve duas pessoas (eu acho que daria tranquilamente para 3) e que tem um pouco de cada prato: Eisebein, Bratwurst e outros. Repetindo o que já li e ouvi de outras pessoas, também afirmo que foi o melhor Eisebein que eu já comi, delicioso! Esse prato para duas pessoas custou R$ 93,90. O restaurante que estava cheio, principalmente por motoqueiros, cobra 10% de taxa de serviço. Local agradável e atendimento ótimo.

O passeio de trator não estava acontecendo quando estivemos lá, uma pena. Fomos então à Pousada Campos Gerais, que além da pousada oferece café colonial e passeio à cavalo (R$ 25,00 por pessoa). O lugar é bem bonito, para chegar é necessário percorrer uma estrada de chão de aproximadamente 4 km.

Em seguida fomos ao Museu de História, confesso que criei a expectativa de ouvir o tal historiador Heinz Philippsen mas ele não estava lá. Um carinha até respondeu algumas perguntas históricas, mas... De qualquer forma, vimos alguns itens interessantes e que remetem ao inicio da colonização de Witmarsum. Eu gostei bastante do “segundo andar” do museu, que é na verdade uma casa de madeira muito bem construída.

Passamos na Toll, que é uma loja de artesanato. Muitos itens importados da Alemanha e realmente interessantes como relógios cucos e bonecos “porta incenso”. Os produtos parecem ser de alta qualidade e os preços eu achei caros. Um boneco “porta incenso” custa R$ 120,00 aproximadamente.

Atravessando a rua, entramos na Confeitaria Kliewer. Pela quantidade de pessoas que havia no local, deve ser a melhor da colônia. Mas como nossa ideia era apenas comer uma ou duas fatias de torta, desistimos de esperar na fila e fomos ao Sabores da Colonia. Lá estava mais tranquilo. Eu comi algumas tortas, entre elas a torta alemã, que estava boa mas menos que minha expectativa.

Depois voltamos para Curitiba. Um passeio de um dia, feito com bastante tranquilidade. E acabou criando a expectativa de fazer outros passeios semelhantes, como Carambeí, Parque Guartelá e outros.

sábado, 7 de maio de 2016

Legião Urbana - 30 anos!

No dia 18/03/16 tive a oportunidade de finalmente assistir ao vivo um show da Legião Urbana. Sem o Renato Russo, é verdade, mas isso não tirou o brilho de Bonfá, Dado e banda. Foi um show memorável, muito emocionante cantar e ouvir todo o público cantando junto. Gostei do vocalista André Fratechi, cantou bem e não quis ficar aparecendo, o cara respeitou o público e a história da Legião.

Alguns pontos altos: Pais e Filhos (com Bonfá no vocal), Perfeição (que eu não esperava) e Faroeste Caboclo que é praticamente um hino.

No final do show eu já estava quase sem voz e muito suado. Mas foi um show fantástico e posso dizer que lavei a alma. Viva a Legião Urbana!

Abaixo informações sobre o show e um setlist bem aproximado (não tenho certeza da ordem das músicas na segunda parte).

18/03/16
Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, os integrantes remanescentes da Legião Urbana, que formaram a banda ao lado de Renato Russo, estão na estrada com a turnê "Legião Urbana XXX anos", que comemora as três décadas do lançamento do primeiro CD. única apresentação no palco do Spazio Van.

Ao lado da dupla original da Legião, estão os convidados Lucas Vasconcellos (Letuce) (guitarra), na guitarra, Mauro Berman (Cabeza de Panda e Marcelo D2), no baixo, e Roberto Pollo (Cirque Du Soleil), nos teclados. Quem vai dividir os vocais com o público será o ator e cantor André Frateschi.

O vocal foi dividido entre André, Dado e Bonfá, sendo que em algumas músicas os 3 cantaram, como em Indios que cada um cantou uma parte. Ainda houveram 2 convidados: Jonnata Doll cantou 1965 (Duas Tribos) e Marina Franco cantou Dezesseis.

LEGIÃO URBANA
Quando: 18 de março de 2016 (Sexta)
Local: Spazio Van (BR116, Linha Verde, 15000)
O show durou mais de duas horas!

Set list:
(1a parte o primeiro CD na íntegra e na ordem que foi lançado)
Será
A Dança
Petróleo do Futuro
Ainda é Cedo
Perdidos no Espaço
Geração Coca-Cola
O Reggae
Baader-Meinhof Blues
Soldados
Teorema
Por Enquanto

(2a parte)
Tempo Perdido
Daniel na Cova dos Leões
Há Tempos
Fábrica
Eu Sei
1965 (Duas Tribos)
Dezesseis
Meninos e Meninas
Pais e Filhos
Angra dos Reis
O Teatro dos Vampiros
Quase Sem Querer
Indios

Bis

Faroeste Caboclo
Perfeição
Que País é Esse?

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Gramado e Canela

Ressurgindo aqui no blog depois de mais de 1 ano. De fato essa vida de Twitter faz com que a gente deixe de lado textos maiores, postando apenas comentários curtos.

Já há algum tempo pretendia conhecer Gramado e Canela e finalmente consegui nestas férias de julho. Gostei muito da cidade e se houver oportunidade voltarei. Apesar de eu mesmo ter encontrado muito disso na internet (se você vai para Gramado pesquise sobre a cidade antes de viajar), vou dar algumas opiniões e dicas sobre o que eu vi em Gramado e Canela.

Turistas: Viajei com a Ana e com minhas filhas Thais e Tatiane. Foi divertido o passeio em família.

Época. Julho é mais caro! Pelo menos a parte de transporte e hospedagem, pois ao pesquisar notei que os valores para viajar em junho ou agosto eram menores. Gramado tem muitos atrativos natalinos, portanto dezembro, além das férias escolares de verão, também é mais caro.

Transporte. Procurei alguns pacotes turísticos que incluíssem transporte e hospedagem mas não achei nada que valesse a pena (No Hotel Urbano até que tinha alguma coisa mas para meses diferentes de julho). Fomos de avião de Curitiba até Porto Alegre (consegui bons preços comprando com pouco mais de 1 mês de antecedência). No próprio aeroporto de Porto Alegre passa um ônibus executivo da empresa Citral que vai até as rodoviárias de Gramado e Canela, foi esta nossa opção.

Hospedagem. Procuramos com cerca de 1 mês de antecedência. Além de diárias caras em julho, também foi difícil achar hotéis que tivessem disponibilidade no período que queríamos, isso que optamos por ficar de segunda a quinta, se fosse final de semana não sei se conseguiríamos. Ficamos na Pousada Zermatt em Gramado, destaque positivo para atendimento, café da manhã e localização (+-500 mts do Mini Mundo e +- 1 km da Rua Coberta).

Dinheiro. Fiquei impressionado com a quantidade de locais em Gramado e Canela que não aceitavam cartão de débito, apenas dinheiro vivo. Alguns (restaurantes e lojas principalmente) aceitavam cartão mas já avisavam que em dinheiro tinha (um ótimo) desconto. Havíamos levado dinheiro mas precisamos sacar mais. Tem que ficar atento para não ir até o Parque do Caracol por exemplo e não ter dinheiro, a entrada é só em espécie. A boa notícia é que tem vários bancos diferentes no centro.

Gramado A Pé. Inicialmente fiquei desconfiado com a afirmação de que andar a pé em Gramado seria uma boa opção. Na prática funciona. Claro que depende onde você está hospedado mas o fato é que os principais pontos no Centro são próximos. No coração do Centro estão a Rua Coberta, Palácio dos Festivais e Igreja São Pedro, a partir daí caminhando até 5 quadras você chega em outros pontos turísticos. Tem até um guia "Gramado a pé" para turistas.

Aluguel de Carro. Fomos a algumas agências de turismo ver city tours principalmente para Canela (que fica 7 km de Gramado) mas a maioria desses passeios é panorâmico e para em 2 ou 3 lugares por um tempo curto. Como gostaríamos de ir pelo menos no Parque do Caracol e no Mundo a Vapor optamos por alugar um carro. Custou 89,00 a diária e como estávamos em 4 pessoas valeu a pena financeiramente, além de decidirmos quanto tempo ficar em cada local.

Avenida das Hortências. Para ir do Hotel ao centro seguíamos pela Av. das Hortências, uma das principais ruas de Gramado, muitos restaurantes e outros comércios.

Aldeia do Papai Noel. Achei que a manutenção no local não é muito boa pois haviam itens mal cuidados e interditados. É uma atração mais para criança e não estava nos planos, mas a Thais insistiu e fomos. Não deixe de ir até o mirante que tem uma visão fantástica. Para quem gosta de animais vimos alces, um bambi (animalzinho que parece um viado pequeno), cabritos e cães São Bernardo.

Prefeitura. Fachada legal para foto e dentro tem quadros de vários (acho que todos) ex-prefeitos de Gramado.

Rua Coberta. Lojas e gastronomia, é o principal ponto de referência no centro.

Chocolate Quente na Caracol. Fica na Rua Coberta, experimente um chocolate quente cremoso na Caracol, que é uma das várias lojas de chocolate da cidade. Realmente muito saboroso.

Palácio dos Festivais. Na frente da Rua Coberta. Local onde ocorre o Festival de Cinema de Gramado. Como não era época do festival vale fotos da fachada e são exibidas seções de cinema no local.

Igreja São Pedro. Ao lado do Palácio dos Festivais. Uma igreja de pedra realmente muito bonita, tem missa toda noite. Na frente tem estátuas dos 12 apóstolos e ao lado a Fonte do Amor Eterno (os casais gravam seus nomes em cadeados, o colocam nas grades da fonte e "somem" com a chave).

Chateau de La Fondue. O que mais tem em Gramado é restaurante que serve fondue, pesquisei previamente alguns e optei pelo Chateau. Saboreamos a tal sequência de fondue (fondue de queijo, carne grelhada na pedra e fondue de chocolate) e de fato é muito bom. Recomendo o restaurante, custa +- 63,00 por pessoa (fora bebida e 10%) mas tem desconto pagando em dinheiro. No final ainda levamos de brinde uma garrafa de vinho. A exemplo de vários outros restaurantes, busca e leva gratuitamente no hotel.

Parque do Caracol. Fica em Canela e é muito bonito. Logo no início tem o mirante, com uma vista fantástica para a cascata. Depois vem a famosa escadaria de 730 degraus (equivale a um prédio de 44 andares), pra descer todo santo ajuda, já para subir... a Ana que o diga. Mas descer aproximadamente 131 metros até o "pé" da cascata vale a pena. Para subir tem vários bancos para descanso estrategicamente colocados. Detalhe que mesmo se você não descer a escadaria ainda tem coisa bonita para ver, principalmente as corredeiras e a prainha. Vá com tempo, para curtir o local sugiro ao menos 2 horas.

Castelinho Caracol. Em Canela, perto do Parque do Caracol, bom para fotos e ver uma espécie de museu de ferramentas antigas (serras, máquinas de grãos, etc).

Mundo a Vapor. Em Canela, espécie de museu do vapor, além da fachada muito legal são feitas explicações do funcionamento de vários equipamentos a vapor. Se não estou enganado foi um dos poucos lugares que estudante paga meia. Recomendo.

Lago Negro. Em Gramado, é um dos cartões postais da cidade. Pra falar a verdade é um parque sem nada demais, o que difere é andar no pedalinho. Andamos e foi divertido, caminhamos um pouco no parque e fomos embora.

Subway. Não vi muitas lanchonetes em Gramado mas do lado da Igreja de São Pedro tem um Subway, para quem não queria uma refeição e sim um lanche, ótima opção.

Mini Mundo. Famosa atração de Gramado e gostei muito. Miniaturas 24 vezes menores que o tamanho real. Vários prédios, maioria da Alemanha, e destaque para o museu de São Paulo. Pelo histórico apresentado lançam ao menos uma nova miniatura todo ano, ou seja, mesmo quem já foi e faz uns 5 anos ou mais, haverá novidades. A riqueza nos detalhes impressiona, recomendo.

Fábrica Florybal. As principais das muitas lojas de chocolate de Gramado são Caracol, Florybal, Lugano e Planalto. Todas oferecem transporte gratuito até a sua fábrica. Optamos por visitar a fábrica da Florybal, tem uma fachada bonita para fotos e uma loja para comprar os doces. A fábrica mesmo foi decepcionante porque só mostravam algumas máquinas de produção e deram uma explicação simples. Minha expectativa de ver o passo a passo da fabricação foi ao chão.

Parque Terra Encantada Florybal. Fica em Canela, no caminho para o Parque do Caracol. Não estava nos planos mas como a visita à fábrica foi meio sem graça acabamos comprando a entrada (estudante paga meia), o transporte de ida e volta também é gratuito. É um parque cheio de réplicas de dinossauros, seres de mitologia, monstros e outros animais. Bem cuidado e bem pensado, você vai andando pelas trilhas no meio das árvores e vendo as réplicas, rende fotos legais, para ver com calma precisa de 1 hora e meia.

Igreja do Relógio. Em Gramado, há umas 3 quadras da Rua Coberta. Uma igreja Evangélica Luterana com um relógio na torre. Vale pelas fotos.

Biblioteca Municipal. Chamou atenção uma das funcionárias que nos recebeu e explicou o funcionamento. Mas não tem nada demais, é uma casa antiga de dois andares.

Câmara dos Vereadores. Não é permitido entrar, então só foto da fachada.

Praça do Moinho. É estranho chamar de praça, já que ao redor do moinho tem várias lojas, praça mesmo não há. Tire uma foto para dizer que foi.

Rótula das Bandeiras. Uma rótula que tem bandeiras de todos os estados Brasileiros e talvez outras bandeiras que não identifiquei. Vale a foto, já que do lado tem uma estátua do "kikito" que é o trofeu dado aos vencedores do festival de cinema.

Lago Joaquina Rita Bier. Um lago com pista de caminhada em volta. No centro aqueles jatos de "águas dançantes" mas estavam desligados, dizem que funcionam com iluminação no Natal.

Centro Municipal de Cultura. Fica junto ao Lago Joaquina Bier, haviam esculturas expostas e só. Dizem que ocorrem exposições e oficinas periodicamente.

Praça das Etnias. Do lado da Rodoviária, tem umas casas antigas. Há também ali a Casa do Colono, que vende produtos típicos, compramos Cuca e biscoito.